Uma Antiga Paixão
50 Capítulo 50
Notas iniciais
“Quinn, que tal a gente sair amanhã?”- Sam perguntou no ouvido da loira, pois qualquer tentativa de conversa era impossível por causa dos gritos de Santana com Finn por qualquer motivo.
“Claro”- ela disse sorrindo em resposta.
“Olha, na verdade, eu tava pensando em uma coisa mais caseira”- ele disse falando ao ouvido dela novamente.
“Por mim tudo bem, agora era melhor que fosse lá em casa, já fiquei muito tempo longe do Arthur”- ela disse e Sam riu com a preocupação da loira com o cachorro.
Sam PDV
É sério, qual a probabilidade de uma pessoa nascer tão perfeita assim? Tipo, ela tá se preocupado em deixar o cachorro dela muito tempo sozinho. O que ela acha que pode acontece? Ele abandonar ela sentimentalmente? Ele negar ela como mãe?
“Quinn, a Claire ta te encarando faz um tempão”- Rachel disse olhando para a bebê, que fitava Quinn com o olhar.
“Eu percebi, e to ficando um pouco constrangida com isso”- Quinn disse fazendo Santana gargalhar.
“Sério? Você ta constrangida com um bebê te olhando? Ai Fabray...”- ela disse recuperando o fôlego.
“Acho que ela quer ir pra o seu colo”- Brittany disse levantando-se e pegando a menina no colo.
Quando Quinn pegou Claire no colo eu percebi que aquilo era a visão no paraíso. Até me belisquei pra ver se não tava sonhando, mas não tava, aquilo era realidade de fato; a mais pura realidade. Ela segurava a menina com um afeto quase maternal, ela sorria com uma leve mordida no lábio inferior. Isso era uma coisa que só ela sabia fazer sem tornar aquilo sensual, apenas fofo.
Enquanto via Quinn, imaginei nós dois em uma casa, a nossa casa, juntos no quintal; ela segurando nossa filha , que teria seus olhos e sorriso , enquanto eu estava olhando tudo de longe, deitado em uma rede branca que estava entres dois grandes e majestosos coqueiros, vendo que eu finalmente era um homem completo.
Até que fui tirado do meu sonho com um tapa na minha cabeça.
“O bocudo, fumou uma maconha estragada foi?”- perguntou uma pessoa que não preciso nem dizer quem é.
“Claro que não! Só tava pensando”-eu respondi dando um golo na limonada.
“Na sua vida com a Fabray?”- ela perguntou e acertou em cheio. Como ela conseguia ser tão certeira nos seus palpites?
“Talvez...”- eu disse ainda admirando a Fabray.
“Olha só, você ganhou uma nova chance do destino, então vê se não faz nenhuma cagada”- ela me disse e foi pegar Arthur que chorava. Sim, ela tinha feito com que eu pensasse um pouco, na verdade muito, eu realmente tinha conseguido uma baita chance do destino. Perdi a Quinn três vezes, mas mesmo assim, algo confiou em mim uma quarta vez, e eu não posso desperdiçar esse algo.
Ficamos mais umas duas horas, talvez, até que fomos praticamente enxotados por Santana. Deixei Quinn em casa e nos despedimos com um beijo, do tipo que só ela sabia dar. Tentei convence-la a ficar mais tempo no carro, mas ela disse que não podia deixar Arthur muito tempo só, então me dei por vencido.
Quinn PDV
Ok, algo me diz que o Sam ta querendo transar. Não que isso seja a coisa mais óbvia do mundo, mas é o que meu sexto sentido afirma; Até certo ponto eu gosto disso, também quero poder sentir meu Sammy, mas ai volto a temer que ele só me queira como um objeto barato de um sexshop barato e mais alguma coisa também barata. CALMA QUINN! VOCÊ SABE MUITO BEM QUE ELE NÃO É DESSE TIPO.
Se o Sam tentar fazer alguma coisa você vai gostar, e se não tentar, você vai ficar ofendida, achando que ele não gosta de você, não te acha sexy ou sei lá. Então deixa de frescura e fica com ele logo!!! Vocês dois têm necessidades, se amam e não é errado satisfazer essas necessidades um com o outro. Afinal vocês não são casados, pelo o menos você. Então engole a frescura e ponto! Amanhã se ele quiser alguma coisa vai ter, mas não por que ele quer e sim porque você quer.
PDV’s Off
Quinn terminou o monologo que manteve com si mesma e pegou o pequeno e gorducho Arthur e foi para o quarto ver tv , não conseguia esconder de ninguém o nervosismo crescente dentro de si em relação à visita de Sam no dia seguinte. Era óbvio que a cama dela não sairia limpa dessa visita; talvez até saísse, mas porque outro objeto da casa não sairia, e isso é realmente um fato na relação deles dois.
[Já no tão esperado dia seguinte]
Quinn conseguiu dormir uma hora a mais do que estava acostumada, pois Arthur tinha conseguido dormir mais um pouco sem roncar, ou pelo o menos, sem que o ronco atrapalhasse o sono da loira. Mas foi uma hora contada de relógio, de 08:00 ela acordou com o cão roncando, mas como tinha dormido mais uma hora, apenas levantou-se para fazer sua higiene pessoal. Assim que saiu do banheiro se deparou com o seu filho sentado na frente da porta do banheiro, provavelmente a esperando para descer, e ela não o deixou esperando, logo colocou a coleira e foi passear com o pequeno, andou por vinte minutos até que viu que ele não aguentaria mais do que isso e voltou para casa. Tomou seu café e ficou na frente da tv quase contando os minutos para às 17:00 , horário que os dois combinaram por mensagem. Quando viu que já eram 16:00 correu para o banheiro para tomar banho e se arrumar, na verdade não, ela só colocou um short jeans e uma blusa branca normal; nada mito sexy, nada muito arrumado, apenas simples, que para ela era o verdadeiro belo. De 17:15 recebeu um telefonema do porteiro pelo interfone avisando que um rapaz alto e loiro dizia conhece-la; sim, ele sabia que era Sam, mas Quinn, quando estava com problemas na memória, acabou pedindo ao porteiro que não o deixasse entrar, e após atender, a loira autorizou a entrada dele e informou ao porteiro que não seria mais necessário que avisasse.
Assim que abriu a porta, Quinn se deparou com o loiro com uma sacola de filmes e com outra repleta de guloseimas e pipoca de micro-ondas.
“Nossa, o dono do supermercado enriqueceu com essa visita sua”- Quinn disse fechando a porta após a entrada dele.
“Pois é, eu acabei me empolgando de mais”- ele disse largando as sacolas no chão e pegando o famoso Arthur no colo.
“Vamos começar?”- disse a loira ansiosa. Ela queria que as coisas começassem mais rápido para a parte tão sonhada, desejada e esperada. E realmente estava certa, assim que o primeiro filme acabou ela já estava em cima dele tentando tirar a blusa do rapaz que subitamente parou.
“Quinn, eu não posso.”- ele disse tirando a loira delicadamente de cima de si mesmo.
“O que? Por que não?”- perguntou triste.
“Não da”- falou e levantou-se.
“Mas por quê?”-perguntou e foi atrás do rapaz.
“Acho que ta cedo. Não quero que você pense que sou um tarado ou coisa do tipo.”- ele disse botando a blusa.
“Eu sei que você não é tarado”- ela disse até certo ponto assustada, era como se ele tivesse lido os pensamentos dela.
“Mas Quinn...”- ele dizia quando foi calado por um beijo da loira. E isso foi a gota d’agua que precisava para que aquilo acontecesse. Sam carregou Quinn até o quarto e fechou a porta, afinal tinha mais alguém na casa na casa que eles não queriam que atrapalhasse nada.
Sam deitou a loira na cama, tirou sua blusa e a blusa dela e logo em seguida o sutiã, revelando os seios da loira onde começou matando a saudade. Beijando, massageando e tudo mais, até que sentiu necessidade de tirar a bermuda bege que usava e a cueca Box azul-marinho que “inibiam” seu amiguinho. Em seguida tirou o short da loira e a calcinha também, não conseguiu fazer mais nenhuma preliminar, pois sabia que nem ele e nem ela aguentariam isso, a saudade era maior do que tudo. Então sem nada apenas entrou na loira que gritou, mas não de dor, e sim de prazer, de vontade, de saúde e de tudo mais. Os movimentos começaram devagar, mas logo ganharam velocidade e foram se intensificando, e intensificado até que, juntos, atingiram o ápice.
“Você não sabe como foi bom”- disse o rapaz deitado ao lado dela após ter ficado cinco minutos.
“Sei sim”- respondeu rindo.
“Eu te amo muito!”- retrucou e foi e subiu nela e começou a beija-la
“Também te amo muito!”
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