Uma Antiga Paixão
47 Capítulo 47
Notas iniciais
Quinn PDV
Já passaram 30 minutos da hora que ele marcou, ele desistiu definitivamente ele desistiu. Mas por quê? Será que ele acha que eu sou perda de tempo? Será que ele acha que eu sou uma idiota? Poxa, me produzi toda pra nada? Parece que sim Fabray, agora senta e chora , chora porque nunca mais você vai achar alguém que te ame! Fui tirada dos meus pensamentos pelo toque do meu celular, tratei de disfarçar minha voz de choro.
–Quinn?
–Oi Sam.
–Quinn não pensa que esqueci certo? Teve um acidente perto do escritório em que eu trabalho ai o trânsito tava horrível! Eu vou passar em casa só pra me arrumar e já passo ai, certo?
Tudo bem, não precisa se preocupar. Se quiser, a gente sai depois.
–Claro que não Q. Daqui a pouco eu passo ai.- ele me chamou de Q. , que fofo!
–Certo, xau Sammy.
–Beijo.
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH, ele não desistiu de mim!!!!!!! Ai Arthur que bom!!!!! E para de olhar pra mim com essa cara de reprovação que você não sabe o que eu passei ok? Agora eu vou me arrumar, não posso aparentar desespero. Quando terminei de me arrumar e fiquei na sala sentada no sofá, com um sorriso de ponto a ponta e quando Sam ligou dizendo que já havia chegado, senti que meu coração ia para na boca. Desci até a entrada do prédio e vi seu carro parado, o frio da minha briga era comparável a sensação de morder um gelo com seu dente sensível e não poder fazer nada pra aquilo passar. Vi que ele estava parado em frente ao seu carro.
“Oi Quinn”- ele disse dando um pulo ao me ver e quase deixando seu celular cair.
“Oi”- eu disse sem graça.
“Você ta linda”- ele disse sorrindo de canto e pude notar que minhas bochechas ficaram mais vermelhas do que o normal MEU DEUS como eu amo esse sorriso de canto.
“Você também ta bonito”- COMO?! Ele me chama de linda e eu digo que ele ta bonito ?! Vou ali me matar e já volto.
“Vamos?”- ele perguntou abrindo a porta do carro para mim.
“Obrigada”- eu agradeci e entrei. Chegamos rápido no lugar que Sam disse que seria nosso “encontro”.
Eu conhecia aquele lugar, não sabia bem onde era, mas conhecia , talvez se não fosse pela escuridão eu reconhecesse melhor aquele lugar.
“Bem, chegamos”- ele disse estacionando o carro.
“Esse lugar não me é estranho”- eu disse soltando meu cinto.
“Depois de 3 anos, realmente, é de se imaginar que não seja estranho.”- ele disse e saiu do carro e foi abrir a minha porta. Ao sair não pude conter a surpresa, era a nossa escola, onde nós nos conhecemos pela 1ª vez.
“Não brinca! Como você conseguiu?”- eu disse me aproximando da entrada.
“Conheço o diretor, ele é um grande amigo do meu pai, e como eu ajudei o filho dele aprender a tocar violão pra ganhar uma menina, ele tava me devendo uma”- ele disse abrindo a porta da escola.
“Nossa, realmente, um lugar bem inusitado pra acontecer um encontro.” – eu disse andando pelos corredores e passando a mão nos armários.
“Pra que sermos mais um casal comum?”- ele disse sorrindo e indo na minha frente para me guiar... AI MEU DEUS! Agora que percebi que ele disse que nós somos um casal.
“Pra onde a gente ta indo?”- perguntei apenas o seguindo.
“Você ainda não descobriu?”- ele parou e perguntou me olhando. Fiquei constrangida de mais, será que ele acha que fiquei meio retardada ou débil-mental depois do segundo trauma?
“Não?”- eu disse como se o chamasse pra uma briga.
“Calma ai Fabray- ele disse sorrindo e me deixando furiosa, detesto quando me chamam só pelo sobrenome- não to te subestimando nem nada”- ele sorriu mais uma vez e me puxou pela mão até o local que queria me fazendo sentir um arrepio que percorreu minha espinha.
“Pronto esquentadinha, chegamos”- ele disse e abriu a porta da sala do coral, ela continuava igual, só que ao invés de ter apenas a foto da antiga professora do Mr.Shue, tinha a foto dele e até do Finn.
“A sala continua igualzinha!”- eu disse sem poder conter o meu deslumbramento.
“Pois é, parece que o Glee Club se tornou uma atividade tão importante quanto as Cheerios ou o time de Futebol.”- ele disse sorrindo.
“Nossa, tantas coisas aconteceram aqui.”- eu disse me lembrando de cada momento nessa sala.
“Pois é, pelo o menos pra mim minha vida só começou a partir do momento em que eu entrei nessa sala — ele disse forrando uma toalha no chão- espero que não se importe de sentar no chão”- ele perguntou e eu disse que não apenas com um gesto com a cabeça.
“A minha também, os momentos altos e baixos da minha vida foram todos aqui”- eu disse me sentando perto da toalha e me lembrei da gravidez, do acidente, das amizades, dos amores...
“Bem, vou fazer uma mini apresentação de por que escolhi esse lugar- ele disse levantando-se- bem, aqui foi o lugar que eu te conheci e também o lugar que a gente participou de uma disputa , ganhou um jantar e tudo começou- ele parou e logo continuaou- por isso, comprei comida de lá, trouxe pra cá e a bebida vai ser – ele fez mistério e disse – SLUSHIE”
“Slushie? Sério?!”- como ele escolheu isso?
“Se não fosse o slushie vermelho que jogaram na minha cara, eu nunca poderia ter dito Lor Menari pra você”- ele disse e foi se aproximando de mim ao poucos, e logo já estávamos nos beijando. Foi suava e delicado, era como se ele tentasse dizer sou eu, aquele mesmo Sam de sempre certo?
Nos beijamos por 1,2 ou 3 minutos ( pra ser sincera, não tava nem ai pra tempo) , até que ele se afastou e disse
“Eu tava com saudade”- quase chorei, sinceramente algumas lágrimas desceram, quando ouvi isso dele, e apenas o abracei o mais forte que eu pude, naquele abraço descarreguei toda saudade que tinha dele, do meu Sammy.
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