Uma Antiga Nova Sinfonia

3 Kael - a juíza universal - parte 3


Era uma alvorada muito bela no sistema de klorev, era perfeita vista de dentro do planeta, Klorev, um sistema controlado completamente pelo império irion, um sistema neutro na galaxia, sempre evitava entrar em grandes conflitos, fossem eles do império ou da Federação.

Era manha os dois sois do sistema brilhavam no horizonte emanando, o ar estava especialmentel limpo aquele dia, a forte urbanização irion não tomara totalmente o ecossistema do planeta, foi um dia inclusive que algumas das aves nativas do planeta sobrevoavam a grande cidade, mas não eram a única coisa no ar naquele dia, os irions eram extremamente habeis em construir naves e maquinas, tão quanto os humanos, mas, suas naves sempre são padronizadas e raramente produzidas em massa se não para fins militares, ou seja, o governo vigente possui o controle quase que absoluto do transporte interplanetário e espacial.

Kaelyyh tinha acordado bem disposta naquele dia, o sol sempre a animava, ela quase pulou da cama, estava atrasada para seu dia de sempre. Tinha que se arrumar rapidamente, se lavou o quão rápido podia, aparou os pelos da face e limpou todos os dentes, mas, naquele mesmo momento, quando olhou para seus proprios olhos amarelados no espelho ficou parada, com um olhar frio , como se olhasse para o alem, um alem muito distante.

Era ano 45 , dia 400 do final do 5 império, Kael ainda era uma criança inocente em sua primeira viajem espacial, saira de Oklore, a capital do imperio com toda sua família, a nave era de ultima geração, um cruzador espacial tão grande que em seus olhos de menina parecia uma cidade inteira, o cruzador Baht, uma nave tão grande quanto segura, pelo menos era o que eles diziam.

Kael estava brincando com sua nova amiga em um dos andares da enorme nave, tudo andara bem ate aquele dia, um dia que ficaria marcado em seu subconsciente pelo resto de sua vida, era uma criança apenas quando a nave começou a chacoalhar, mas chacoalhava mais que o normal, os objetos começaram a cair dos lugares , as portas começaram a se fechar bruscamente, como se todas as divindades as fechassem ao mesmo tempo, portas de metal Drennit, maleavel e extremamente forte, mas não importava, Kael estava agora sozinha com sua unica companheira, uma sala fechada com uma única janela para o espaço aberto , ela correu ate a porta e começou a dar fortes socos nela, era a primeira vez que sentia aquilo, era só uma criança, começava a socar a porta, e continuava batendo, não se lembra de quantas vezes bateu, só se lembra que suas mãos começaram a sangrar quando sua amiga se aproximou e a puxou de la. Lagrimas escorriam pelo rosto dela o focinho estava com os musculos eriçados como se quisesse gritar de dor e medo, estava tentando se conter.

Ela, porem, só se lembra de acordar em uma nave medica depois daquilo, tudo o que disseram a ela foi que o Bhat fora atacado, atacado por humanos, que apenas ela fora encontrada viva, ela e mais uma garotinha, as reservas de oxigênio da nave estavam no limite, ambas tiveram sorte de escapar vivas, mas foi só, agora eram orfans....

Ela chacoalha a cabeça e passa as mãos em seu roso como que para afastar a lembrança, logo termina de se trocar e corre para os trens urbanos. ao chegar na estação se depara com uma figura estranha, um homem, um pouco maior que ela, usava uma roupa positrônica de corpo todo, seus dedos eram mais alongados e finos que o normal, seu focinho tinha uma curvatura estranha, pelo menos era ao que dava para perceber pelo capacete. Kael ficou intrigada com a figura... mas logo pegou o trem rumo a mesma estação de sempre.

Notas finais
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