Uma Amizade Que Ninguém Imaginava
24 O Semideus Perdido! Patrick e sua Engenhosidade
Notas iniciais
–Que ferimento sério. — disse ela novamente, preparando os primeiros socorros — Posso ajudar?
–Bom, sim, talvez eu precise... ai! — ele começou sarcástico, mas reclamou após a garota colocar um remédio em sua perna.
–Em quanto tempo acha que chegamos? — pergunta Prim.
–Deixe-me ver.... talvez algumas semanas. Estamos de baixo do mar. Perto das ilhas de cabo verde.
–Quase na Europa... isso é bom.
–Isso significa que estamos perto do Acampamento, certo? — disse Patrick, tomando um pouco de néctar depois.
–Praticamente. — disse Annabeth — Patrick Foster, não é? Já ouvi sobre você. Você é o semideus perdido, todos acham que está morto.
–Que simpático da parte deles.
–Foi você que projetou o dragão, não foi? Bekendorf o construiu.
Os olhos de Patrick brilharam, e ele abriu um grande sorriso.
–Ele foi.... foi construído?
–Sim. Era uma homenagem, já que todos achavam que você não voltariam.
Prim e Patrick sorriram para si mesmos, pensativos, nostálgicos. Coisas acontecem no acampamento depois de um tempo.
–Sou Annabeth. Essa é Prim, e essa Jennifer.
*Acampamento meio-sangue*
Percy fora pra a reunião dos conselheiros-chefe dos chalés. Zoë, além de ser a caçadora de Ártemis, não era a conselheira-chefe, por isso não fora.
–Percy e Zoë voltaram — disse Quíron — Annabeth e Prim estão em algum lugar do mundo procurando a marca de Atena, e Patrick.... bem... não temos mais esperanças de ele aparecer.
–Quíron.... — disse Percy, e todos os fitaram — Achamos duas filhas de Apolo. Em Panem. Uma... uma morreu. E a outra, Jennifer, está com Prim e Annabeth.
–Hum... a profecia... — ele murmurou.
*Hogwarts*
Os professores, antigos e atuais alunos bruxos trabalhavam duro na reconstrução da parte do castelo que fora destruída. Demoraria tempo indeterminado. Hermione, Harry e Luna sairiam no meio, pois ajudariam em parte os semideuses na guerra. Ambos sabiam da névoa, portanto, não ficariam na frente ou no centro. Era uma promessa, mas eles voltariam.
*Meses depois, no Labirinto...*
Todos já andavam a muito tempo se ver resquício da superfície, ou da luz do sol. Jennifer estava quase desfigurada por conta disso, mas isso acabaria. Chegaram a um ponto sem saída alguma, e Patrick sentia algo de seu ramo. Se aproximou da parede não mais de obsidiana e encostou sua orelha, ouvindo o som metálico de engrenagens se movimentando muito devagar.
–Por ser o Labirinto, é meio estranho não se abrir por magia. — ele disse, encontrando um parafuso e o afrouxando com sua chave de fenda em um dos bolsos, o que abriu a porta.
Luz, finalmente a luz do sol. O mesmo aumentou sua intensidade rapidamente, como se Apolo estivesse altamente preocupado com a filha. Jennifer logo sorriu, e melhorou seu olhar diante daquilo. Mas eles olharam em volta, e conheciam muito bem a cidade.
–Estamos em Londres? — disse Annabeth, desabando e verificando o notebook novamente. — Que droga. Havia um caminho secreto que dava onde queríamos. Porque não vi isso antes?
–Tudo bem, Annabeth, pelo menos não nos desviamos muito. — disse Prim, a levantando e a reconfortando. — Podemos passar no Acampamento, então. A África também fica para o sul, é caminho. Jennifer e Patrick podem ficar por lá.
–Tudo bem. — disse ela.
–Por mim, tá beleza. — disse Patrick, e Jennifer sorriu concordando.
Eles começaram a andar mais, e tempo depois chegaram a floresta de Dean, e a atravessaram. Jennifer, que nunca saíra de Panem, ficou encantada tanto com as cidades que passaram, quanto com a densidade da floresta, e depois, com o grande portal de pedra. Entrando, ela pode ver uma grande área, com chalés, redes de vôlei, campos de morangos, uma casa maior, e uma praia. Aquele lugar era lindo.
Assim que entraram, além de verem os conselheiros-chefe saindo da reunião, que também os viram, todos os outros campistas também viraram seus olhares para lá. Quíron se pôs na frente após chegar a galope.
–Pelos deuses..
–Patrick! — gritaram os campistas de Hefesto e foram para cima do mesmo.
–Annabeth! Prim! — gritou dessa vez os de Atena.
–E quem é? — disse uma de Afrodite apontando o dedo com uma cara meio nojenta, já que Jennifer era realmente bonita.
–Sou Jennifer, prazer.... — disse ela, o arco dourado brilhava em suas costas.
–Parece que temos mais uma no chalé de Apolo. — disse o Centauro, e todos os meio-irmãos da garota se apressaram para cumprimentá-la, que ficou corada com tanta gente. — Preciso falar com vocês — ele acrescentou à Prim e Annabeth, após saírem do tumulto.
Os três entraram na casa grande, e Quíron parecia preocupado.
–Encontraram?
–Não.... Pegamos o caminho errado, e então viemos deixar os dois, aproveitando.
–E como chegaram?
–Pelo Labirinto — disse Annabeth, ela sabia que não podia esconder nada do centauro.
–Ele foi reconstruído, não sabemos porque, nem por quem, nem quando, e nem por onde começou.
–Eu e a Srta. Dare discutíamos sobre sua profecia. Annabeth já a ouviu?
–Não....
–Pode contar a ela?
–Pela mãe vai viajar.
Sua marca procurar.
Com uma filha do grande partir.
Com um parente legítimo continuar.
E de uma do sol precisar
Escondido na reconstruída escuridão
O que Procuram encontrarão
É só pedir.
E o animal símbolo você há de seguir.
–A Marca de Atena está no Labirinto? — disse Annabeth
–Era o que eu temia — completou Quíron
–Mas deve ter algum tipo de código para essa coruja aparecer... — disse Prim.
–Sim, e vai ser complicado descobrir.
*Tempo depois*
–Estamos de volta em um tempo — disse Hermione a todos
–Hogwarts ainda não nos perdeu — disse Harry
Luna sorriu e se despediu de todos, depois de muitos "tchau" e abraços, eles aparataram para a casa da Lovegood. A construção alta e colorida era tomada pelo nevoeiro que se formava densamente no céu da Inglaterra.
Eles adentraram na floresta, e seguiram o caminho que Luna conhecia, e chegaram a um grande portal de pedra, onde não se via nada por trás.
–É aqui — Luna disse e sorriu para os dois.
–Segurança iugal a Hogwarts — disse Hermione, olhando um grande pinheiro com um tecido dourado em volta, protegido por um dragão.
–Vamos esperar? — disse Hermione novamente e os três concordaram.
*Dentro do Acampamento*
–Prim..... — disse Annabeth, olhando as estrelas que apareciam no pavilhão. As duas estavam ali sentadas no chão enquanto todos faziam o que elas já haviam feito: Arrumar armaduras e armas.
–O que houve?
–Na profecia dizia que seria um parente legítimo. E não um meio-irmão. Ainda não sou eu.
–Isso é impossível. Quando ditos parentes, são os de primeiro grau. Pais, avós, irmãos. Bom... todos estão estão mortos. Ainda posso ver o sorriso da minha irmã.... Ela só tinha... quatro anos.. — ela quase chorou, mas se segurou.e afundou a cabeça nos braços.
–Ahm... desculpe, eu....
–Não tem problema. — ela levantou a cabeça e sorriu — Lembra como chegou aqui?
–Lembro que eu tinha medo de tudo. Os monstros me rodeavam, e eu não confiava em ninguém.
–Você chegou no chalé bem assim. Com medo de tudo e todos. Mas não de mim. Digamos que eu era seu escudo. Tinha dez anos, e eu doze. Foi no dia que saí na missão co Zoë. Lembro também que chorei bastante aquela noite. Porque lembrei da minha irmã. Que ela teria a mesma idade. E tinha o mesmo nome.....
Ela arregalou os olhos a olhou de novo. O cabelo de Annabeth era loiro por completo, o de Prim era intercalado entre cor de mel e dourado. Então ela se lembrou que até os dez anos, que foi quando a bomba caiu em sua casa, ela usava o sobrenome da madrasta que era.... Chase!
–Você lembra de algo antes dos monstros?
–Lembro que quando estava chegando em casa teve uma explosão. Eu fui jogada pra longe e tinha muito fogo. Corri pra longe chamando por alguém... mas eu não sei....
Annabeth também arregalou os olhos, como se lembrasse de tudo, e lágrimas já corriam pelo rosto de Prim.
–É você, Annie? — Annabeth sorriu, o que sempre acontecia quando o apelido era pronunciado
–Rose. — disse Annabeth também chorando, e Prim também sorriu.
Elas secaram suas lágrimas e se abraçaram mais forte do que nunca.
*No outro dia....*
Percy chegou em King's Cross na base aliada todos já estavam por lá. Ele viu Hermione e correu para um abraço na bruxa que lhe foi retribuído.
–Como está? — ele pergunta
–Muito bem. — ela diz, e percebe que todos estão olhando e se solta do abraço. Percy cumprimenta os outros um pouco corado.
–Cronos já está vindo. Só defendam King's Cross. Vocês não precisam avançar, só fiquem aqui; qualquer coisa o Olimpo é acima do Big Ben. Qualquer um que não esteja dormindo é um inimigo.
E a guerra se desenrolaria logo depois, e os bruxos acharam estranho atacar homens gorduchos que avançavam com tacos de baseball.
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