Notas iniciais
Novo capitulo, e este encerra o 1° arco. Boa leitura

Hanzo chegou a sua vila a noite. Não era muito tarde, mas todos já tinham ido dormir. Ele queria ver Gal antes de dormir. Ele sabia que toda noite, naquele dia, ele trabalhava sozinho na forja, porém sempre antes de começar, ele fazia sexo com uma garota qualquer.

Hanzo o assustou, o surpreendendo na parte de cima do celeiro onde ficava os fornos de barro, usados para fundir ferro gusa. Tinha uma menina com ele, que saiu assustada. Hanzo já tinha flagrado Gal várias vezes, mas geralmente por acidente. A moça saiu de lá nua e assustada, mas para quem cresceu com a mãe, nudez feminina não impressionava Hanzo. Gal estava furioso.

“Hatori, mas que…”

“Pensava que você tinha que estar absinto para poder trabalhar na forja. Se o seu mestre descobrir.”

“Que? Mas você. Você quer me pedir algo, não quer?”

“Sim, algo meio impossível na verdade. Preste muita atenção. Sabe o pedido de assassinato do filho do Xogun Tokugawa? Eu descobrir sobre ele antes do mestre falar.”

“Como? Espera, não vai dizer…”

“Não, as coisas sairão do controle, um pouco. Preste atenção.”

Hanzo começou a contar sobre o que aconteceu. De como não conseguiu eliminar Leyaso ao descobrir que ele era uma criança, sobre a piedade que ele teve, sobre querer sua amizade e companhia. Poupou os detalhes dos docinhos e outros carinhos.

Gal ouvir tudo. Quanto mais ouvia, mais ele ficava assustado.

“Ohh shit.” Gal misturava inglês as vezes, até porque ele era americano. “Hatori, isso, isso é maluquice. Você, você pode ser executado.”

“Eu sei. Eu sei. Mas eu já estaria morto se ele não tivesse piedade.”

“Piedade é conversa fiada. Entenda, ninguém, ninguém, vai ter pena de você.”

“Eu não quero pena de ninguém. Eu quero ajuda. Ele pode me ajudar. Gal, eu também preciso de sua ajuda.”

“Por que eu faria isso?”

“Porque você gosta de mim, digo, você é como um pai para mim. Não é a primeira vez que você em cobre minhas, ahhn, artes.”

“Suas merdas. Ohh my god. O que quer que eu faça?”

“Preciso de duas coisas. Para mim pode ser acompanhante dele, preciso ganhar uma nova identidade. Eu não posso existir, isso fere meu juramento, então preciso ser outra pessoa, que possa existe.”

“uhmm, na verdade, existe um jeito mais simples. Você, Hatori Hanzo, é um ninja, que fez voto de ser nada. Um ninja não existe, é um ser das sombras… um ninja… mas Hatori Hanzo não.”

“Não entendi?”

“O ninja que você é Hanzo, não pode existe, mas isso não significa que Hatori Hanzo não possa existir.”

“Entendi. Em vez de ter outra identidade, só preciso ter um alte-ego.”

“Isso mesmo. Porém não existem muitas possibilidades de como você poderia ser acompanhante do príncipe.”

“Nisso penso eu. Agora preciso de outra coisa, bem mais fácil.”

Hanzo tirou seu embrulho das costas, e o desfez. Com cuidado, entregou a lâmina para Gal. era brilhante, leve, afiada e muito resistente.

“Isso. My god, essa lâmina… para fazer uma dessas, só passando por 3 mundos diferentes.”

“Eu sei. Tokugawa me deu como prova de confiança e lealdade. Não quero nada demais. Como pode ver, é só uma lâmina. Preciso do resto. cabo, guarda-mão, bainha, kit de limpeza… você pode fazer isso em uma noite, certo?”

“Posso mas… não têm como ele ter te dado uma lâmina tão bonita. E mortal.”

Gal havia cortado as palmas da mão. O corta foi tão limpo que não doeu.

“Nossa. Eu estou bem.”

“Essa lâmina… Hanzo, escuta bem. Eu vou colocar ela em uma Katana, mas… uma lâmina como essa não pode ser usada por um qualquer. Eu vou treinar você com espadas normais. Apenas quando estiver apto, eu vou fazer alguns testes. Essa espada precisa de respeito. Se não aprender o Bushido, não vou te entregar, nunca.”

“Isso não é coisa de Samurai?”

“Bushido é o caminho da espada. Essa lâmina precisa ser respeitada. Caso contrário, ela vai sofrer. Se sofrer, ela pode ser quebrada, destruída… ou até lhe trair. Você não quer isso, quer?”

“Claro que não. Eu achei as condições.”

“Começamos amanhã. Agora, já que estragou minha noite, vou trabalhar. E hoje eu tenho que abriu um dos fornos. Vai dormi.”

“Obrigado Gal. não vai se arrepender. Vai ter orgulho de mim.”

“Espero.”

Hanzo foi embora. Gal coçou a cabeça, chocado

My god. No que eu me meti.”

–//-

No dia seguinte, Gal e Hanzo acordaram cedo, eles treinariam antes dos demais. Ele havia arranjado uma espada mais fraca é de menor qualidade para Hanzo. Gal era um ninja que lutava com espadas, e se orgulhava disso.

“Muito Bem Hanzo. É o seguinte. Nós ninjas não tratamos nossas armas iguais às de um samurai. Mas isso não significa que nossas armas são meras ferramentas descartáveis. Elas são ferramentas a princípio, mas a medida que se luta com elas, deve sua vida a elas… você logo percebe que eles não são descartáveis.”

“Entendo.”

“Hanzo. Estou falando sério. Se não ver a espada como outro ser vivo, você morre. Você vai dever sua vida a espada, vai dar a sua vida a espada. O caminho da espada, é como reaprender o ninjútsu, não, é aprender outro estilo, enquanto você ainda aprende o ninjútsu.”

“Hai senpai.”

“Agora, você deve refletir. Essa espada que eu te dei. Você vai lutar com ela, vai se esforçar com ela. Ela será parte de você. E depois? Quando estiver apto, vai trocar ela, por aquela melhor? Só porque é mais bonita, mais forte, melhor construída, melhor. Vai desacatar essa, que salvou sua vida?”

Hanzo não respondeu. Também teve que responder perguntas assim várias outras vezes. Ele sabia que perto do fim, teria resposta.

“Bem Hanzo. Não vou ter pena de você. Quer começar?”

“Hai senpai.”

–//-

Assim como previu, ninguém sentiu falta da espada. Leyaso tinha que descobrir se alguém estava armando algo para ele. Infelizmente, teria que esperar.

Excepcionalmente naquele dia, ele seria prometido a Karin, e ela e sua família estavam lá. Estavam lanchando juntos, e como era de costume, Leyaso estava ao lado de seu pai, sendo que Karin estava ao seu lado, se esfregando nela como se esfrega em um ursinho.

Leyaso aguentava com uma expressão séria, igual a que seu pai fazia. Ele era especialista em resistir aos estímulos externos.

Grande, se você existe, faça ela parar.”

De repente, Karas apareceu, anunciando mais um convidado. Isso fez Leyaso ficar com o pé atrás. Aparentemente ele era esperado.

Quem chegou foi alguém vestindo uma roupa bem diferente das que Leyaso conhecia. Com certeza não era japonês. Ele tinha cabelo branco, sua roupa era azul, com grisões nos ombros. Ele tinha na cintura uma espada que não era a katana.

“Majestades.”

“Seja bem-vindo. Leyaso meu filho, conheça sir Ignes, cavalheiro da rainha da Inglaterra, uma das nações do velho continente. Assim como nosso japão em breve ficará, a Inglaterra já é uma nação estado.”

“Prazer sir Ignes.”

“Olá príncipe. É uma honra conhecê-lo. Seu pai fala de você ocasionalmente.”

“Então já são conhecidos.”

“Sim. Meu país e seu pai são velhos amigos. Uma aliança foi natural.”

“Isso mesmo. Estou abrindo os portos e culturas do meu xogunato para a Inglaterra. Em breve, ter outros impérios como inimigos logo será algo horrível.”

“Que ótimo” Falou Leyaso.

Leyaso estava desconfiado. Seu pai tinha muitos amigos, aliados e acordos com pessoas poderosas de todo o planeta, mas depois que Hanzo descobriu que quem o pagou para matá-lo foi um estrangeiro, tinha que desconfiar.

Se isso for algum tipo de conspiração, tenho certeza que alguém muito próximo do meu pai pode ser um traidor. Se pensar assim, qualquer um dentro dessa sala pode quer meu mal. Mas quem?”

Ignes se sentou e foi servido. Ele era educado, apesar de não ter a etiqueta japonesa. Os demais pareciam relevar.

Isso tá muito chato. O que eu realmente queria era estar com o Hanzo. O que será que ele tá fazendo?”

–//-

Depois de treinar a espada com Gal, Hanzo foi atrás do seu mestre. Ele tentaria de novo a prova da adrenalina. O mestre porém não parecia feliz.

“Você faltou um dia de treino, inteiro. Você já tá sujo comigo faz tempo. Acha que vou tolerar isso?”

“Não sensei. Eu só preciso de uma segunda chance. Pelo menos para tentar ter um desempenho melhor.”

“Você só me desaponta.”

“Não vivo para cumprir com suas expectativas. Vivo para ser um ninja. Como vou fazer isso, não importa. Vou seguir meu próprio ritmo.”

“COMO? Eu exijo respeito.”

“Perdão sensei. Eu apenas recitei as conclusões que tirei de um conselho.”

“Bem… espero que quem lhe aconselhou lhe ensine a ter respeito. Sobre a prova, lhe darei uma chance, uma chance. Se mostrar algum progresso interessante, eu deixo você continuar a treinar.”

“Tudo bem.”

O mestre pegou a mesma seringa de adrenalina de antes. Hanzo se preparou para usá-la. Antes de começar, praticou a mesma meditação de antes. O mestre olhou abismado.

“Isso, isso é arte negra de Hakeso.”

“Não é arte negra. É apenas meditação. Eu não sou vocês. Esse não é meu ritmo. Eu preciso encontrar como fazer as coisas do meu jeito.”

“Como?”

“Estou pronto.”

Hanzo injetou a seringa no pescoço. Sentiu a adrenalina vindo como se algo o tivesse batido de frente. Era como se de repente, você estivesse prestes a lutar uma guerra, sozinho. Quando se controlou o melhor que pode, começou o percurso.

Ele subiu a árvore correndo e começou a pular nos galhos e copas, sem usar as mãos para se balançar, usando apenas os pés. O mestre estava vendo.

Não estar muito diferente de antes. Porém… estar um tando diferente do que foi ensinado. Esses movimentos… lembram um pouco os que a mãe dele fazia.”

Mesmo com a estranheza, não estava com desempenho melhor que antes. Porém, Hanzo se sentia mais concentrado. Infelizmente, em um momento de descuido, viu que não ia conseguir pular a tempo.

Eu não falhei. Mesmo sobre pressão, eu sei que não vou conseguir no tempo certo. Sendo assim, melhor fazer algo para não ferir meus pés.”

Antes de chegar no próximo ponto, em vez de pular para o próximo, fez força para pular de volta ao anterior. Isso ele conseguia a tempo. E ficou nisso, até pode cair sem se machucar. O mestre olhou impressionado.

“Como fez isso?”

“Apenas pulei de volta. Precisa de menos tempo para isso do que para pular ao próximo. Como a adrenalina perdeu efeito, era só isso que eu conseguia processar.”

“Não foi o que fez, e sim como fez. Hanzo, quero que me faça um favor. Vou pegar um boneco de treino. Quero que faça um movimento assim sendo que com o boneco do meio.”

“por quê?”

“A cada volta, deve dar um chute no boneco, e tentar de alguma forma fazer ele ir pra cima. Faça isso aqui de baixo mesmo.”

Hanzo entendeu. Era só um chute de 3 pontos, basicamente, porém ele manteria a calma, como Leyaso lhe ensinou. Ele fez seu movimento com as mãos, e pensou em como fazer.

O chão é baixo demais. Sendo assim…”

Hanzo avançou para frente e deu um chute alto, que jogou o boneco para cima. Nisso ele teve tempo de pular para a árvore e quicar para a próxima, dando um chute no boneco. Ele o fez do ângulo certo para ele subir alguns centimilímetros a mais.

Ele conseguiu 4 chutes, e quando viu que não ia mais conseguir, fez o boneco cair com um chute para baixo.

O mestre ficou impressionado.

“Esse chute, esse timing. Onde aprendeu isso?”

“Eu apenas parei de tentar imitar o senhor ou os outros. Estou relaxado e indo por mim.”

“Sua mãe fazia uma coisa parecida. Isso não é simples. O timming para ir e voltar, apesar de ser menor do que para fazer o trajeto, exige mais precisão. O seu chute… você ganhou, pode ir embora. Volte amanhã.”

Hanzo estranhou aquilo. Muito. Precisava de respostas. Felizmente, ele veria Lewaso aquela noite. Eles haviam combinado de se ver. Ele teria que sair dali agora. Antes de ir, porém, ele treinaria mais com Gal.

–//-

Mais uma vez, Hanzo penetrou as defesas ainda em experimento do palácio, e entrou no quarto Tokugawa. Leyaso não estava lá, como de costume. Enquanto ele não chegava, ele praticava a meditação que sua mãe lhe ensinou.

Como de costume, Leyaso chegou, com uma expressão cansada e uma bandeja. Aparentemente ele não trouxe doces dessa vez, e sim comida quente.

“Cansado?”

“Chateado. Passei meu dia inteiro com minha… noiva.”

“Quem é ela?”

“Karin, filha dos Harazakis. Ela é a pior garota que eu já conheci. E vou me casar com ela, daqui a alguns anos, mas vou. Eu… quem bateu em você?”

Hanzo estava com a bochecha e um olho roxo. Leyaso parecia preocupado.

“Meu amigo, Gal. ele estar para se forma ninja. Pedir para ele me ajudar a usar a espada que você me deu. Essa nas minhas costas não é ela. Ele me bateu porque eu guardei ela quando foi refazer meu treino.”

“Pois ele fez bem. A espada faz parte de você. Vai dormir com ela, comer com ela, ver ela como uma parte sua. Eu também apanhei muito quando estava aprendendo o bushido.”

“Desculpa. Eu prometo que vou fazer aquela espada ser viva. Apenas não se preocupe. Isso é jantar?”

“oh sim. Eu achei que estava enjoado dos doces. É sopa.”

“Aceito.”

Os comeram, com os mesmos contrastes de antes. Leyaso educado e Hanzo mais bruto. Felizmente aquilo não incomodava Leyaso.

Depois que acabaram, os dois agradeceram.

“E então, novidades? Têm alguma pista?”

“Bem, descobri mais um amigo do meu pai. Um inglês…”

Leyaso relatou a visita para Hanzo. Ele compreendia que se alguém estava tentando atingir seu pai, é mais provável que seja alguém muito próximo a ele.

“Nossa. Apenas quando eu poder espionar, eu vou poder te ajudar. Felizmente, não falta muito.”

“Que bom. E sobre me acompanhar?”

“Sobre isso, não poderemos nos ver até esse dia. Também não vai demorar.”

“Tudo bem.”

“Tokugawa, eu preciso lhe devolver isso.” Tirou o tecido que ele usou para embrulhar a lâmina.

“Fique. É um presente.”

“Mas…”

“Pode ficar.”

“Obrigado. Na verdade eu sei o que fazer com ele. Obrigado Tokugawa.”

“Pode me chamar de Leyaso.”

“O que?… tudo bem. Mas continue me chamando de Hanzo. É mais sonoro. Sabe eu fiz como me mandou. Começei a relaxar e seguiras coisas do meu ritmo.”

“e?”

“aconteceu algo interessante.”

Hanzo explicou seu novo desempenho no trajeto, e como seu mestre ficou impressionado com aqueles movimentos. Leyaso entendeu o que aconteceu.

“Sua mãe não morrer a tanto tempo, morreu? A minha morreu quando eu era muito pequeno.”

“Não, só a uns 3 anos.”

“Você a via treinando?”

“Sim.”

“Você deve ter memorizado seus movimentos e inconsistentemente os usados. Quando você deixou de se preocupar com os ensinamentos, e viu o aqui e agora, você fez isso. Isso mostra que você é talentoso.”

“Como assim?”

“Aqui e agora. Você agiu no aqui e agora. Prestou atenção no seu redor e como reagir ao mesmo. Não usou um cata ou técnica de um dos seus mestres. Quando dominar o seu corpo, e usar o máximo potencial dele, em vez de usar uma coreografia de catas, você vai entender.”

“Nossa. Viver o aqui e agora. Ver o presente. Faz sentido. Obrigado.”

“bem, vai embora?”

“Já que vai demorar para nos reencontramos, acho que vou dormir aqui. Tem problema?”

“Claro que não.”

“espera, eu tava brincando.”

“Mas agora eu to falando sério. Só preciso tirar esse quimono.”

Leyaso começou a tirar suas roupas, um tanto afastado de Hanzo. Ele queria fechar os olhos, porém não podia, para Leyaso não pensar que tinha vergonha. Hanzo cresceu com a mãe, logo ele não teve companhias masculinas. Ele se sentia mal com o nu masculino.

Leyaso também, mas como ele vestia algo para cobrir sua intimidade, ele tirou o quimono mesmo assim. Hanzo esperou ele se virar para poder respirar aliviado. Leyaso vestiu um branco.

“Desculpa por isso. Sou tão acostumado a trocar de roupa rápido que eu esqueci que tinha mais alguém aqui. Falando em roupa, as suas são um trapo. Isso é um saco de arroz?”

“Acho que sim. onde eu durmo?”

“Pegue um futon no armário.”

Desenrolou o Futon ao lado do de Leyaso. Eles apagaram as velas e se deitaram para dormir. Hanzo domia segurando a espada em uma das mãos.

“Hanzo, quanto tempo acha que vai levar para poder me ver novamente?”

“Não sei.”

“Pode prometer que ao menos vou te ver?”

“Claro. Leyaso, obrigado. Eu já não tinha esperança de mim mesmo.”

“Tudo bem. Sabe, eu também sou grato, por nãome matar. Digo, eu sei que fui legal e tudo mas… mas eu ainda estava com medo.”

“Não precisa. Não vou te machucar. Eu sirvo a você, não se lembra?”

“Sim. Até mais ver…”

Notas finais
Bem, até a próxima
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.