Faz seis anos desde que eu voltei para meu planeta. Meu nome é Jace e eu sou o pequeno príncipe, não sei o que aconteceu mas quando eu acordei estava em minha casa. Parece que nem sai dela, sei que parece estranho mas foi o que pareceu.

Passei por várias aventuras e tive novos ensinamentos como o planeta do rei, o bêbado, o acendedor, a raposa, e o aviador. Na época tinha 9 anos, atualmente tenho 15. Minha flor continua linda, diminuiu o nível de orgulho e com o passar do tempo meu amor por ela só aumentou.

Parecia ser um dia normal, não imaginaria que receberia uma grande notícia e que por sinal era muito triste. Levantei, tomei café e fui arrancar as raízes dos baobás, como fazia de costume. Fui visitar minha flor que estava na redoma e por ela estar tão bonita e amável, resolvi chamá-la de Bela. De repente senti uma emoção diferente, vi que havia um pássaro e percebi o famoso “déjà-vu”, fique feliz ao vê-lo, pois me recordo que era o mesmo que havia me levado para Terra há seis anos. Estava desesperado e sem saber o que fazer, disse que precisava extremamente de minha ajuda.

— Tenho uma péssima notícia pra lhe dar.

— Nossa -me preocupo-, o que aconteceu?

— O aviador está morrendo e a única coisa que ele quer é poder te rever.

— Está bem, eu irei.

— Irei te levar até onde o aviador se encontra. Vamos logo, pois seu tempo na Terra não parece ser muito grande!

— Tudo bem, assim que avisar minha flor poderemos partir.

Expliquei para Bela que teria que ficar longe dela por um tempo mas que logo voltaria. Ela não gostou da ideia no começo contudo entendeu a necessidade de ajudar meu grande amigo.

— Jace não demore, estarei te esperando!

Fiquei triste ao ter que partir e deixar minha flor sozinha, mas, ao mesmo tempo, fiquei feliz pois tentaria ajudar meu velho amigo.

Ao chegar ao planeta, o pássaro me levou diretamente para onde o Aviador estava, assim que cheguei o vi em um estado deplorável. Quando me viu teve dificuldades para falar devido sua rouquidão, porém mesmo assim me disse:

— Há quanto tempo meu querido amigo, estou muito doente.

— O que você tem?

— Uma doença rara, estou com um tumor no cérebro e não tem cura.

Naquele momento, lembrei imediatamente da minha flor que era tão especial não só por ser minha amada mas por ser também uma flor mística que podia falar e que por incrível que pareça seu caule podia curar qualquer doença, por esse mesmo motivo ela vivia tanto como um humano.

— Meu velho amigo, eu tenho como lhe salvar, apenas aguente mais um mês e eu voltarei para lhe salvar.

[…]

Chegando ao meu planeta com meus olhos cheios de lágrimas avistei minha amada rosa. E comecei a pensar em como poderia contar a situação.

— Preciso falar com você um assunto sério.

— O que é?

— Tenho um amigo na Terra mas ele está a beira da morte, e só você poderá curá-lo mas para isso terá que ceder sua vida.

— Eu entendo.

Com lágrimas escorrendo em meus olhos cortei a minha querida.

[…]

Anos depois da recuperação do Aviador o chamei para fazer uma visita ao meu querido planetinha.

Assim que chegamos o Aviador me fez uma pergunta que nunca imaginaria ouvir.

— O que é aquele broto?

Instantaneamente meus olhos se encheram de lágrimas.

— Por que você está chorando?

— Nada, apenas lembrei de minha amada.

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