Acordei com muita dor. Meu corpo todo doia. Pisquei meus olhos para a claridade.

Tentei mexer minha mão, mas havia algo cravado em minha veia.

Primeiro veio a confusão depois veio as lembranças. O carro. Os faróis vindo em nossa direção.

E tudo ficou preto.

Olhei em volta e uma pessoa ficou na minha frente.

Assim que vi Harry amigo da mamãe eu sabia que as noticias não seriam boas.

— Finalmente! — Ele falou.

— O que... — Minha garganta estava seca. — Cade ela?

Ele pressionou os labios.

— Sofia...

— Não! Por favor, Harry.

— Eu sinto muito. — Ele falou. — Sinto muito mesmo.

— Eu sei. — Apertei a sua mão quando ele agarrou a minha.

Eu mais do que ninguem sabia que ele amava a minha mãe.

— Você ficou em coma. Quer beber alguma coisa?

— Em coma? Mas...

— Sinto muito, não podemos esperar.

— Cremada ou enterrada?

— Cremada como ela sempre quis. Arrumei as coisas.

— Obrigada, Harry. — Parei um segundo e o encarei. — O que decidiram?

— Sobre você? — Assenti. — Bom ate completar 18 anos tera que ficar com um responsavel. Vai ter que morar com seu pai por alguns meses.

Pai? O encarei confusa. Que pai?