Um sonho, história e agora realidade.
8 Capítulo 8 - Descobertas
Notas iniciais
Segui para ir embora, não ouvi Naruto me chamar, só queria respirar ar puro, ficar sozinha enfim. Quando dei por mim já me encontrava na rua, andando pela calçada onde na pista tinha um congestionamento terrível, mais o que fazer, cidade grande é assim mesmo.
Não tinha reparado que Naruto me seguia, levei um susto quando ele me girou de uma vez.
- Você é surda por acaso? – Perguntou ele com a fala entrecortada.
- Sai por que queria respirar um pouco de ar puro – Reparei que eu estava dando explicação, e isso eu não queria – Por que, algum problema Naruto? – Perguntei com ironia.
- Baixa a bola Hina que estou aqui por que você não conhece nem um palmo daqui, e ainda fica fazendo um espetáculo para as pessoas, será que não entendi? – Indagou Naruto.
- Entende o que Naruto se você não fala nada! – Falei enquanto me mantinha em movimento, não aguentava muito tempo sua proximidade, era melhor manter certa distancia.
- Espera Hinata! Estou tentando lhe explicar e você fica com essa atitude – Falou Naruto já impaciente.
Parei de anda, me virei e olhei pra ele enquanto cruzava os braços – O que tem a me dizer?
- Vamos pra outro lugar, a rua não é adequado para conversamos.
- Está enrolando demais você – Falei com impaciência.
Naruto puxou meu braço e nos encaminhamos a um restaurante, ele puxou a cadeira para que eu sentar-se e logo depois fez o mesmo para si mesmo, cruzou os braços, mantendo em cima da mesa e olhou nos meus olhos.
- Então vai ficar ai me encarando ou vai começar logo a falar? – Perguntei.
- É o seguinte – Pigarreou ele – Não sou homem pra casar Hinata, sou libertino, fico com uma e outra, não sou homem de ficar preso a uma mulher, mais não posso negar que me sinto atraído por você, é inevitável, por isso vim te propor que fiquemos juntos, mais sem compromisso sério – Falou ele.
- Sinto-me atraída por você, mais com consciência suficiente para não aceitar sua proposta, não sou uma de suas mulheres, e deixo claro que de você não quero nada, a não ser o respeito – Falei calmamente, isso longe de ser.
Naruto ficou impressionado, não era a resposta que esperava. Ele deu um meio sorriso, achei estranha essa atitude, geralmente os homens ficam fazendo pressão para a mulher aceitar, mas Naruto era um homem calculista e sabia agi no determinado tempo.
- É sua decisão final? – Perguntou ele me olhando fixamente.
- Sim – Respondi intrigada com a aceitação dele.
- Certo, agora vamos que levarei você para casa, já está na hora mesmo, pois o expediente já terminou.
O tempo passou rápido na empresa, e quando o lugar é algo novo e interessante ai sente você nem nota, eu tinha visto o Naruto no período da tarde, depois que Kakashi havia mostrado a empresa, e a tarde passou voando também ainda mais com a explicação dele de ser libertino, mais acontece que meus sentimentos por ele é tão intenso, só pode ser uma coisa isso tudo: Amor.
Chegamos a casa, estava indo direto para o quarto, quando passei pela porta da sala de reunião, pois eles tinham uma em casa, ouvi a conversa de Kakashi e um homem que eu nunca havia visto desde que cheguei.
- Já disse, quando a sentença sai estará tudo certo, uma vez a decisão do Juiz e não poderão fazer nada – Disse o homem.
- Fale baixo senão alguém vai escutar – Disse Kakashi.
- Sou um homem precavido, se alguém se intromete no meu caminho, eu sei como cortar esse mal pela raiz – Disse o Homem cruelmente.
Senti um arrepio na nunca, isso sempre acontecia quando o Naruto estava por perto, tratei de ir para o quarto antes que ele me visse escutando atrás da porta e os de dentro notasse que tinha alguém ouvindo a conversa misteriosa deles.
Já no quarto fiquei a pensar sobre aquela conversa deles. Ainda bem que tenho um sistema para avisar quando “alguém” está por perto, mais tenho que me manter alerta o tempo todo.
No jantar todos estavam quieto, o que era de se estranhar, quando Shizune começou a tossi, todos se levantaram para ajuda-la, Kakashi chamou a empregada para que trouxesse agua, Naruto abriu a janela para que o ar entrasse e Sasuke pegou o comprimido para ela tomar, já eu não sabia o que fazer, não sabia o que ela tinha, fiquei ao seu lado, confortando sua mão para que ela recuperar-se o folego.
- O que ela tem? – Perguntei após Kakashi tê-la levado para o quarto a fim de descansar.
- Ela está morrendo Hinata – Falou Sasuke com aparência sombria.
- Não diga uma besteira dessas Sasuke – Gritou Naruto.
- Mas é a verdade, sabe que ela está morrendo você ficar se escondendo neste casulo, se escondendo da realidade – Gritou Sasuke.
Eu não sabia o que fazer, Ó céus! Será que vão brigar? – Me perguntava mentalmente.
Naruto levantou-se num ímpeto e segurou a gola de Sasuke – Não ouse dizer que ela vai morrer seu infantil – Disse ele com voz baixa, o que o fazia parecer perigoso.
- Não tenho medo de você, sabe que ela tem AIDS e isso não tem cura, por que quer tampar o sol com a peneira Naruto? – Indagou Sasuke.
Naruto o soltou e ficou de costa para nós, assanhava os cabelos, notei que depois da crise da mãe sua fisionomia era lamentável.
- Ela já fez tratamento, mais mesmo assim a doença só complica, o remédio não faz mais efeito – Disse ele quando se virou e olhou para mim.
Eu sentia vontade de conforta-lo, de abraça-lo e dizer que tudo se resolveria mais essa doença não tem cura, me sentia impotente, vi lágrimas escorrerem dos olhos e descerem na face, a blusa dele começou a molhar, senti urgência em ir até ele.
- Naruto, por favor não chore, tenha fé que sua mãe ficará curada, não se desespere amor – Falei enquanto abraçava ele.
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