Um sonho, história e agora realidade.

14 Capítulo 14 - Revelações e o sequestro


Mesmo não mais renunciando a herança, eu tinha que comparecer ao Fórum e assinar a documentação de precatório para receber a herança, sem falar de papeladas da empresa já que eu teria metade dela, então assim eu seria uma sócia, sem falar também da casa.

No dia seguinte tratamos de arrumar tudo isso, ainda notava que o advogado não tinha gostado da mudança de decisão, mais isso era algo que me manteria a tenta de suas verdadeiras intensões.

Chegamos ao Fórum, entregaram os documentos e todos foram assinados, menos o precatório, pois teria que esperar ser expedido, fomos a empresa assinar o documento, o advogado sempre nos acompanhando, as vezes eu pegava ele a me observar, o seu olhar transmitia ódio, ressentimento, não sei nem explicar.

Chegamos a casa, eu estava cansada de assinar de lê, pois fazia questão disso, fui para o quarto, me deite e agarrei no sono.

- Hina eu te amo, quero construí minha vida com você – ele falou enquanto me segurava entre seus braços – minha vida é você, por favor, não me deixe! Eu sei que as coisas aqui não andam bem, a morte da nossa mãe, mais quero que saibas que eu te amo, não hesitarei de lutar por você de tentar lhe convencer que não tenho mais nada a pensar que possa nos separar que não faça você sofrê.

Senti um toque na minha mão, abri os olhos e vi-o, tentei me levantar da cama, mais ele me segurou, pôs um pano umedecido no meu nariz, eu estava em agonia, não queria perder os sentidos, eu tinha que grita fazer barulho, céus será que tinha alguém em casa? Perguntava-me mentalmente, consegui atingir com o chute as partes intimas dele, mais ele mesmo assim me segurou, não tinha sido forte como pensei, eu sentia minhas forças sumirem, eu estava entrando num mundo obscuro, eu não conseguia mais visualizar o quarto, eu perdi os sentidos.

Apesar de está sem sentidos, se é que eu estava mais acho que não, eu conseguia ouvir passos, sons, pingos de água atingindo o solo, sentia o toque de alguém que me segurava, sentia algo machucando meus pulsos, eu estava amarrada? Sim estava! Senti me colocarem numa cama, mais eu estava tão cansada, que me agarrei ao sono que vinha forte demais.

- Cadê ela? – Perguntou Kakashi.

- Ela quem pai? – Sasuke disse sem entender.

- Hinata, ela não se encontra no quarto, a empregada disse que Pain veio aqui para falar comigo, mais que como eu não estava disse que queria falar com Hinata, ela foi-lhe chamar só que ela estava dormindo, quando voltou Pain não se encontrava mais aqui – Disse ele preocupado.

Na hora que Kakashi terminou de falar foi o tempo que Naruto chegou em casa, notou a preocupação do pai e perguntou o que estava acontecendo, ele lhe explicou e ambos saíram para o escritório de Pain.

- Quero falar com o Dr. Pain – Disse Naruto.

- Ele não se encontra senhor, ele saiu em reunião de negócios – Informou a secretaria.

- Previsão para chegada dele senhorita? – Indagou Kakashi.

- Sem previsão senhor – Respondeu ela.

Eles ficaram mais apreensivos, pediu o endereço de Pain a secretaria, mais esta se recusou a dar. Foram a delegacia da queixa do desaparecimento de Hinata.

- Queremos dá entrada no Boletim de Ocorrência – Falou Naruto.

- Referente a que senhor? – Indagou o Delegado.

- O desaparecimento de uma mulher – Disse Naruto – Minha filha senhor delegado – completou Kakashi.

- Desculpe lhe informar senhores, mais só podemos registrar o boletim depois de vinte e quatro horas – informou o delegado.

- Mais senhor, ela desapareceu, tem que fazer alguma coisa! – Protestou Naruto.

- Entenda senhor, isso é lei, como pode saber se ela desapareceu, se ainda é tarde? – Questionou o delegado.

- Por que houve alguma coisa anormal lá – Disse Kakashi.

- Explique melhor senhor! — Perguntou o delegado.

- Hoje pela manhã, ela não estava em casa, sendo que tínhamos visto subir a seu quarto, mais no quarto depois de umas horas, a empregada foi lhe chamar e não se encontrava, eu subi ao cômodo e encontrei um lenço com um forte odor – Relatou o que tinha visto.

- Ela usa alguma droga? – Perguntou o delegado.

- Não senhor! – Falou Naruto indignado.

- Sabe dizer se tem alguém que queira fazer mal? – Continuou ele nas perguntas.

- Sim, tem sim – Disse Kakashi.

Naruto olhou espantado sobre a confirmação de haver alguém de querer o mal a sua amada.

- Quem senhor? – Indagou o delegado.

- Pain – Disse ele.

- Mais como pai, por que Pain haveria de querer o mal de Hina? – Inqueriu Naruto.

- Por que ele é pai dela – Kakashi falou amargurado, só tinha se dado conta do verdadeiro sentido do comportamento de Pain, quando este ficou espantado quando Hinata disse que não ia mais recursar a herança.

Lembrou dos delírios de Shizune de pronunciar o nome de Pain, de não gostar da presença dele em casa e ainda mais quando Hinata veio morar conosco, suas atenções eram redobradas, passamos a brigar com frequência, mais não demonstrávamos isso na frente das crianças. No começo pensava que ela tinha algum romance com o advogado, mais amava demais ela que sentia os ciúmes mais não revelava, pois sua amada estava a pouco tempo de vida, ouvia as coisas calado, mas nem sempre conseguia, não entendia suas reações, mais agora sim, entendia.

- O Pain é pai dela? – Naruto mal acreditava nas palavras que saíram de sua boca.

- Sim meu filho, ele foi o homem que estuprou sua mãe na mocidade, eu não sabia, liguei os fatos quando notei o comportamento dele diante da mudança de decisão de Hina – Falou ele indignado com a ingenuidade que teve.

- Quero que me explique isso senhores, quem é esse Pain, de que decisão é essa, quem é pai de quem! – Informou o delegado.
Despertei daquele sono que eu queria permanecer eternamente, era um meio que eu buscava para fugir da realidade.

- Acordou? – Ele perguntou.

- Onde estou? – Minha voz saiu, na verdade não saiu, não conseguia formar palavras, era os meus pensamentos evocando o que minha boca não conseguia pronunciar.

- Quer água? – ele Perguntou.

- Movimentei a cabeça em sinal positivo.

Ele veio até mim e me ajudou a bebe o liquido que descia levemente pela garganta, era tão bom sentir isso.

- Onde estou? – Minha voz dessa vez saiu.

- Não precisa saber, mais da pra se notar que não vai ficar desconfortável – Falou ele ironicamente – A única coisa que quero de você é a herança, a empresa e a casa podem ficar.

- Por que você me sequestrou? – Indaguei.

- E você ia me dá de livre e espontânea vontade se eu dissesse a verdade? – Falou ironizando.

- Depende da verdade, mais se e renunciasse a herança, como você iria fazer para tê-la? – Perguntei.

- Simples, demora um pouco para haver a transferência, e como não possui argumentos plausíveis para manifestar a sua decisão eu iria roubar o dinheiro, isso porque o processo da justiça é lento, sem falar também que não queria recorrer para medidas drásticas.

- Mais você errou, errou quando falou em habilitação, com isso você se denunciou, habilitação é quando a pessoa morre e tem que se habilitar os filhos a receber a herança – Falei.

- Não errei, até porque eu ia matar o Kakashi e pegar a empresa vende-la juntar com o dinheiro da herança, mais com sua decisão ai ficava difícil, não queria duas mortes nas costas – Falou ele.

- Sei, mais o que foi que essa família te fez, ou está fazendo isso por simples prazer? – Perguntei.