Um sonho de morte
1 One shot
Notas iniciais
Me coloquei de pé em um chão grosso e frio. Não lembrava de nada antes desse momento apenas meu nome, Luck. O escuro sempre estava a me rodear mais agora era literal, o lugar onde eu estava, logicamente, era escuro, frio, úmido e com várias correntes de ar que levavam os meus medos de estar só, pois agora, ali, eu não estava só, tinha a morte ao meu lado.
Aos poucos a escuridão estava se cedendo ao nascer do sol que chegava calmamente e, agora, eu conseguia analisar o lugar em minha volta. A neblina que agora era mais visível, não consegui esconder a paisagem em minha volta, estava em uma bela montanha em um lugar qualquer.
Nesse lugar havia uma vegetação estranha e confusa, suas flores eram escuras próximos aos tons de preto, cinza e vermelho. As arvores Altas e sedosas possuíam frutos com aspectos de podridão, mas o chão, que era feito de roças e terra, possuíam um aspecto mais de vida, uma vida diferente ao ponto de que se for observado mais de perto pode ser visto seu desgaste. Mas diferente do topo da montanha, sua base era linda, realmente um lugar que todos queriam está.
O céu que ainda estava com o alaranjado mais forte perante ao leve tom de azul natural, mostrava nuvens limpas e próximas a mim. Sentia uma paz de olhar pra cima e ao mesmo tempo uma perturbação de estar ali, algo me dizia que ali não era meu lugar, que ali era apenas uma ponte que me levaria onde eu queria estar, onde eu realmente deveria estar.
O tempo foi passando e uma vontade começara a crescer em mim, queria sentir o gramado que havia lá em baixo, sentir o seu calor, comer dos frutos de suas árvores. No topo não havia alimento e o frio do lugar piorava com as correntes de ar, que apesar de aumentar o frio que eu sentia, levava meus medos. Não havia como descer, afinal a montanha tinha um formato ao contrário, ou seja, não possuía métodos pra descer sem um equipamento necessário me deixando sem opção, a não ser, sentar e continuar pensando do porquê de eu estar lá.
***
Creio que três dias se passaram desde que eu acordei aqui. O sol estava no mesmo lugar de sempre, um belo nascer do sol, as correntes de ar simplesmente sumiam quando eu fechava os olhos, minha fome aumentava com o tempo.
Levantei a cabeça e na árvore mais longe pude ver um vulto de uma pessoa mais eu podia estar delirando, levantei rapidamente do chão frio que havia deixado marcas na minha pele, e me direcionei até a beira da montanha, tinha juntado todo meu resto de esperança para procurar uma decida segura até a base da montanha.
Uma voz doce soou na minha mente.
"O único jeito de descer, é pulando"
Virei no mesmo momento. Um aperto no meu coração, passo um gelou no mesmo instante onde um vi o vulto de antes nitidamente na minha frente, não era uma pessoa, não podia ser, era eu mesmo mais eu tinha um aspecto mais negro, minha pele era pálido mais pra um tom de cinza, meus olhos não emanavam cor.
A voz na minha mente veio novamente.
"O que foi? Vai me dizer que você, eu, não auto se conhece?".
Cada palavra que ecoava em minha mente parecia que meu coração pulava pra fora através da minha boca, eu estava ali, de uma maneira impossível, era eu, ou pelo menos uma "sombra" minha.
Cai ao chão de joelhos sem poder acreditar, sempre achei que tinha duas personalidades mais aquilo era demais, ter dois de mim era definitivamente impossível, talvez nem tanto pelo visto.
Aos poucos com a cena congelada do jeito que estava, eu de joelhos olhando pra cima, olhando para minha segunda face, lembrei o porquê de eu estar ali, tudo isso era apenas o meu desejo, o meu sonho, dizem que pelo menos um sonho na vida tende a ser realizado mas o meu tecnicamente não era um sonha, mas dois, sim dois, as vezes eu sonhava em morrer como um pesadelo mas depois comecei a sonhar como uma meta de vida, ou devo dizer, uma meta para o fim dela.
Lembrei também dos meus romances que eu tinha, minhas namoradas e meus namorados, nunca me importei muito com isso afinal tudo o que sempre quis foi atenção só nunca soube de quem, lembrei-me dos "amigos" mais próximos que eu tinha e dos "A"migos que eu realmente tinha, mas a questão sempre foi do porquê de sempre escolher os piores.
A raiva que eu sentia vinha deles, o amor que eu sentia vinha deles, meus sentimentos rodeava neles e esse foi e sempre será meu erro. Agora eu sei o porquê de tudo isso e voz mentira pra mim, eu mentira pra mim pós não era só pulando que eu ia descer, mais sim de sobreviver, de viver, de acabar, a morte seria minha nova vida.
Levantei novamente e pela primeira vez pude dizer que eu não tinha uma segunda personalidade, mas sim uma nova. Direcionei-me até a beira da montanha novamente passando por dentro da minha sombra que se desfazia em um pó escuro ao meu redor, estava na hora do meu ponto final, do fim das minhas dores.
Pois um já tinha uma linda paisagem, para um belo fim.
Logo mais não sentia o chão em meus pés, só sentia um enorme sopro em meu corpo, um barulho insuportável em meus ouvidos. Eu definitivamente estava iniciando o meu fim.
Dizem que a única coisa que impede alguém de fazer isso é o amor, não só a família em si mas as pessoas, eu amava alguém mas não podia ficar com ela, não por falta de querer mais sim por não saber se ele também queria.
Meu corpo chegará ao chão e eu só lembrava uma coisa, de seu rosto, do seu sorriso pra ser mais especifico, seu cabelos pretos escuros, seus olhos azuis e sua pele branca. Isso sim era a minha bela paisagem.
Meu corpo atingirá ao chão.
Um barulho irritante soará em meu quarto, o despertador apontará para as 7:30, e parecia que a vida tinha me pregado mais uma peça, pelo lado positivo hoje eu ira vê-lo novamente, e seria a melhor de todas.
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