Um sonho de infância

3 Capítulo 3 - 1º Dia


Notas iniciais
Era chegada a hora, como poderia enfim dizer o que sinto?

Era enfim o meu primeiro dia na escola, minha bolsa já estava arrumada, meus livros já comprados e meu coração, bem, esse sempre esteve. Mas minha mente sempre desaprovou seus comportamentos. Tomava meu café com meu coração estourando de ansiedade e a cabeça imaginando diversas cenas onde o momento que tanto sonhei aconteceria. E claro que já havia ficado com outros meninos, embora o Richard fosse meu sonho de infância nunca quis me render aos meu sentimentos, lembro me uma vez que quase consegui enrolar meu coração e gostar do primo da Bia , mas é, os sentimentos mais uma vez me venceram. Dessa forma descobri que deferente de grande parte da população humana a beleza não era o suficiente para que eu gostasse de uma pessoa, o Richard era pra mim único no mundo, e em breve eu seria para ele a única do mundo. No momento em que meus pensamentos circulavam em minha cabeça o tempo passava e nesse instante deveria partir para a escola e realizar meu objetivo. Chegando na escola me deparei com aquela grama verde que graças a falta de chuva agora se encontrava amarela, me deparei com pessoas novas, mas estava com a minha cabeça muito ocupada para conhece-las, até um rosto amigo apareceu, era a Bia. Dei — lhe um abraço muito apertado e pedi que me desejasse sorte, segui meu caminho em direção a um grupo de 4 garotos que conversavam em um canto. Nesse momento vi o que tanto imaginei ver, meu coração parou, minhas pernas perderão a reação. Maldita seja essa paixão, exige de nos que fiquemos perto de quem amamos, mas fazem nossos membros pararem na hora que mais precisamos. Mas não iria desistir de novo não segui meu caminho, lutei contra o vento que parecia ter aumentado a força tentando me separar de meu objetivo, mas quando finalmente iria dizer " Oi " depois de tanta espera o sinal toca. Hora de ir para salas. Na hora que chego na sala recebo a noticia de que todos os alunos se reuniriam na entrada da escola para uma reunião. Apesar de tudo que havia prometido a mim mesma decidi que não era uma boa ideia conversar sobre isso com ele em meio a uma escola inteira. Me encontrei com a Bia e fomos para a reunião, sentamos na arquibancada quando chega uma mulher alta e magra que descobri que seria minha professora, que começou a fazer perguntas para os alunos, sua primeira pergunta foi para o Paul : — Paul, qual o seu maior objetivo ?

– Meu mair objetivo e fazer com que minha banda cresça e algum dia eu possa ser lembrado como um bom cantor.

Minha nova professora, que agora sabia que tinha o nome de Deborah, o olhou com um olhar comum, não pareceu se alegrar com sua resposta mas continuo com as perguntas agora se dirigiu ao Richard por ele estar conversando nesse momento:

– Richard, Qual é o seu maior medo ?

– Meu mair medo e ser esquecido.

A professora com um certo tom de surpresa em seu rosto não disse nada, simplesmente olhou pra mim e perguntou :

– E você Sophia, também tem medo de ser esquecida?

Me senti um pouco confusa com a pergunta mas respondi da melhor maneira que pude:

– Acredito que todos nos um dia seremos esquecidos, acredito que um dia essa grande estrela que nós chamamos de Sol vai acabar e juntamente a ela a raça humana também vai.

Ficou um pouco assustada com minha respostasl fez o possível para não demostrar sua preocupação a respeito de meus pensamentos, era realidade demais para um ser humano acreditar que um dia sua espécie poderia acabar. Voltamos pra sala e por incrível que pareça, a minha aula passou de certa forma rápida. Mas o que aconteceu na saída que me alegrou, esbarrei com alguém que sempre quis conversar, ele olhou pra mim e disse:

– Então quer dizer que independente do que eu fizer serei esquecido. Disse sorrindo.

– Infelizmente.

– Melhor eu ir me preparando para enfrentar meu medo nesse caso. Disse Richard

– Você não acha que sou maluca?. Perguntei feliz com sua reação

– Não, o ser humano faz armas para matar outros, não vai demorar até prejudicar a si próprio e ao mundo.

Nesse momento não podia deixar de conter o sorriso no rosto, apesar da triste notícia já havia me conformado com aquilo a muitos anos e estava realizando de certa forma o primeiro passo do meu sonho. Quando depois de segundos consegui perguntar alguma coisa ainda sorrindo.

– E a banda ?

– Bem, vamos fazer um show em breve, o John escreveu uma música nova espero que o público goste.

– Boa sorte pra vocês espero que eles gostem.

Nesse momento, ele se aproximou de mim e mas que der repente me deu um beijo. E por mais que já tivesse ficado com outras pessoas nenhum havia sido tão esperado como aquele, aquele havia sido esperado desde a minha infância e agora havia sido realizado, enquanto ao beijo acontecia o mundo praticamente parou e saída da minha escola passou a ser meu local favorito. Quando ele se afastou nem eu nem ele sabiamos o que dizer quando ele enfim disse:

– Desculpa

– Mas de que você está se desculpando, eu gostei do beijo.

Ele automaticamente sorriu e disse:

– Eu também gostei, a muito tempo queria um beijo teu.

Eu sabia a quanto tempo esperava aquele momento mas por mais tempo que tivesse esperado nunca iria me render os meu sentimentos sendo assim simplesmente sorri em resposta ao que ele disse.

– Sophia, se você quiser ir ao show da minha banda será um prazer te receber e uma honra tocar para ti. Vai ser amanha a noite o que me diz?

Não foi necessário pensar, já sabia a resposta, mas não queria deixar tão claro que estava explodindo de emoção e fingi que pensei para responde — lo, mas enfim disse sim, nos despedimos e fui embora.

Chegando em casa dei um abraço forte em meu pai, que ao notar meu sorriso não conseguiu deixar de sorrir de volta mas de certa forme não quis perguntar o motivo da minha alegria, mas não me emportei, fazia cerca de um ano que minha mãe tinha morrido, mas por incrível que pareça meu pai ainda não tinha se acostumado com sua ausência. Liguei pra Bia que veio pra minha casa o mais rápido que pode, contei a ela o que aconteceu e ela fez uma cara sorridente, apesar dela saber que eu reconheço quando seu sorriso é falso ou verdadeiro então perguntei:

– Por que você está triste?

– Você conseguiu realizar seu sonho de infância, enquanto eu nem dei o primeiro passo para realizar o meu.

Tinha me esquecido totalmente que a Bia sempre teve o sonho parecido com o meu mas ao contrario de mim ele nunca tinha nem se quer falado como Paul.

– Mas foi só o primeiro dia Bia, você ainda tem muito tempo.

– Foi o primeiro dia de aula, mas não do meu sonho, posso até ter vários dias para tentar falar com ele, mas se nunca fiz isso durante todo esse tempo de que me adianta acreditar que terei coragem de fazer isso acontecer agora?

– Como quer que eu te convença que você e capaz se nem ao menos acredita em si mesma?

Ela ficou sem saber o que dizer, simplesmente mudou de assunto e continuamos a conversar, mas como sua melhor amiga eu sabia que aquilo a havia entristecido, mas era o que precisava ser dito, a noite estava chegando quando ela foi embora, mas antes de partir me disse que tentaria, que acreditaria em si mesma e faria o que fosse possível para realizar seu sonho, e isso foi mas um motivo para aquele ser o melhor dia da minha vida.