18h00 em ponto e Mary já começou a se arrumar para ir para casa. Desligou seu computador, pegou sua bolsa e olhou para a mesa para conferir se estava tudo certo, e então, levantou-se e foi em direção ao elevador. Cinco minutos se passaram, Mary começou a ficar angustiada e começou a se perguntar do porque o elevador estava demorando tanto. E como trabalhava no 5º andar, decidiu ir de escada.

Começou a descer rapidamente, pois não via a hora que chegar em casa, deitar-se na cama, se entupir de doces e ver filmes, como fazia todos os dias. Chegando no 3º andar as luzes do prédio todo se apagaram e Mary deu um tremendo grito, grudou-se na parede e lá ficou. Logo em seguida começou a ouvir passos vindos em sua direção e quando menos esperava as luzes voltam e se depara com um homem, que estava parado em sua frente. Deu um grito novamente, colocou a mão em seu peito e disse:

– Quer me matar do coração é? Disse com um ar de alivio.

– Desculpa, não tive essa intenção. Disse o homem alto, forte, de cabelos pretos, lisos, meio bagunçados, todo elegante e extremamente encantador.

– E o que estava fazendo ai parado então?

– O mesmo que você, esperando a luz voltar, ou só as mulheres podem se assustar? Disse com um ar meio bizarro.

– Desculpa. E deu uma risada de leve.

Mary o olhou de um jeito estranho, então baixou sua cabeça meio envergonhada e disse:

– Prazer, Mary.

– Ian. Está de carro? Quer carona?

– Estou de carro, obrigado.

Mary virou-se e começou a descer as escadas, quando percebeu que ele estava descendo logo atrás. Finalmente chegou ao estacionamento e Ian já não estava mais atrás dela. Avistou seu carro, destravou o alarme e entrou.

Chegando em casa, correu para o seu quarto e se jogou na cama, tirou seus sapatos, ligou a tevê e soltou um suspiro de cansaço. Sem ao menos perceber olhou para o relógio que estava em sua cabeceira ao lado da cama e já era 22h30 – Nossa, acho que vou comer algo, tô morta de fome – pensou alto. Levantou-se e foi até a cozinha, começou a procurar nos armários, que não era poucos, e na geladeira, e nisso, pegou um salgadinho e um refrigerante e voltou para o quarto e ficou deitada pensando no homem que havia encontrado nas escadas do prédio, ficou pensativa, pois trabalha lá há oito anos e nunca o viu nem ao menos andando pelos corredores. E enfim caiu no sono.