Um sonho de garota
11 Capítulo 11
Seu mundo tende a explodir, seu corpo e sua mente pedem descanso. Mary abaixa sua cabeça coloca a mãos no rosto e uma lágrima surge e cai no carpete da sala. Ian se levanta e senta ao seu lado.
– Você deveria se deitar e dormir um pouco. – diz.
– Eu só queria entender. – diz Mary com voz de choro.
Ian se levanta pega as mãos de Mary e diz:
– Venha, vou levá-la até seu quarto. – Ian foi andando na frente e a puxando por uma mão. Subiram às escadas, ele entrou em seu quarto e a ajudou a se deitar. Uma pequena curiosidade surgiu em Mary.
– Como sabia que esse era o meu quarto? – perguntou.
– Imaginei que os quartos ficavam no andar de cima como de normal das casas, e entrei no primeiro quarto que vi e como você não disse nada...
– Entendi. Não precisa ficar aqui, sei que tem mais o que fazer.
– Fique tranquila, sei que está com medo, pois mal me conhece e não quer dormir e deixar um estranho sozinho em sua casa. – disse rindo.
– Não é isso, é que... – Ian a interrompeu antes que pudesse terminar – Eu sei, relaxa, tenho que resolver uns negócios mesmo. – Ele lhe da um beijo em sua testa e diz: – Bons sonhos. – E então se vira e sai pela porta, Mary consegue ouvir o barulho dos passos na escada e da porta se fechando.
Mary virou-se para o outro lado e tentou dormir, mas as lembranças de Loren e Raquel a perturbava tanto, que demorou horas para cair no sono.
Era 5h30 da manhã quando o despertador de Mary toca. Ela se levanta e vai para o banheiro, liga o chuveiro e se despi, coloca sua mão debaixo d’água para conferir se estava quente o suficiente para tomar banho, em seguida entra. Fica alguns minutos sem se mover, com os olhos fechados apenas deixando a água cair sobre o seu corpo. Depois de terminar o seu banho, ela sai do banheiro enrolada na toalha e vai para o quarto, escolhe uma roupa do guarda roupa e a veste. Decide passar no supermercado para comprar seu café da manhã, então pega sua bolsa que estava em cima da cômoda, desse as escadas, tranca a casa e entra no carro.
O supermercado ficava a dois quarteirões, então em poucos minutos ela chegou. Ao lado direito havia uma rampa que levava até o estacionamento. Conforme estava muito cedo, tudo estava vazio então não foi difícil de achar vaga, ela estacionou na primeira que viu, saiu do carro e foi em direção ao elevador. Chegando à área de pães, Mary pegou um integral e foi em direção as bebidas, pegou um suco e foi para o caixa, pagou, colocou tudo em uma sacola e voltou para o estacionamento. Assim que entrou no carro, Mary abaixou-se para tirar seus saltos para dirigir e quando levantou reparou que Rick havia acabado de sair do elevador e estava indo em direção ao mesmo carro que havia visto no outro dia. Mary esperou até que ele saísse do estacionamento e assim que ele saiu, ela decidiu segui-lo.
– Esse cara é muito estranho para o meu gosto. – disse para si mesma.
Depois de uns trinta minutos seguindo, Mary já não sabia mais onde estava, apenas o seguia, até que reparou que estava prestes a ir para a estrada e sair da cidade. Depois de mais vinte minutos na estrada, Rick entra em uma rua estreita e faz varias curvas até chegar em uma casa de madeira enorme. Mary para um pouco antes da curva e observa, assim ele não via o carro. Ele sai do carro e entra na casa.
– Droga o que eu vim fazer aqui? Segui um homem estranho até um lugar estranho só pelo simples fato dele ser estranho, não sei o caminho de volta e para piorar não fui trabalhar. Será que devo ir atrás dele agora? – perguntou para si mesma.
Mary por fim sai do carro e vai em direção a porta, toca a campainha e espera. Rick abre a porta e diz:
– Estava te esperando. Entre!
–-
Fale com o autor