Notas iniciais
Hey guys, tudo bem?? Espero muito que vocês gostem desse capítulo, fiz com muito carinho para vocês. Beijos e uma boa leitura.

Pov Bonnie

Já não bastava sequestrar eles, agora teremos que cuidar deles. Qualquer menina ficaria super mega feliz por cuidar deles. Ninguém merece, ele é mesmo um louco. Ele quis que a gente sequestrasse eles, ele que cuidasse. Alguns capangas nos cercaram, sem dar mínima chance de escapatória.

Você não pode fazer isso com a gente — digo confiante por fora, mas morrendo de medo por dentro. Não gosto de demonstrar quando eu estou com medo.- Não somos obrigadas a fazer o que você quer.

Bonnie, Bonnie, claro que vocês são obrigada a fazer o que eu quero — diz Austin chegando perto de mim. Mantenho meus olhos fixos nele, tentando me demonstrar confiante, mas acho que ele percebe que eu não estou. Percebe que eu estou apavorada com que está acontecendo.- Sei que está com medo Bonnie, não adianta tentar se manter confiante. Todas vocês estão com medo, até mesmo nossa querida Amy — disse ele se voltando para Amy.

Eu não tenho medo de você — diz Amy. Ela disse tão segura de si que se eu não a conhece-se eu poderia acreditar que era verdade.

Sei... Bom, o papo está muito legal, ma tenho coisas mais importantes para fazer. Podem levá-las

Os capangas começaram a pegar nossos braços com força. Estava machucando muito, o que ele iriam fazer com a gente?

Para onde você vai nos levar?- pergunta Silena preocupada, apavorada. Acho que já até sei aonde ele vai nos levar.

Bom, é uma surpresa — diz ele fazendo um sorriso malicioso. Quem diria que um dia eu já fui fanática por ele e pelas músicas dele. — Acho que algumas de vocês já assimilaram aonde irão ficar. — diz ele olhando para mim e para Amy.

Você não pode no trancar lá — digo tentando ir para cima dele, mas um capanga segura meus dois braços. Naquele momento me sentia raiva, medo, vontade de mata-lo, mas esses pensamentos não iriam adiantar de nada — Quem você pensa que é para nos trancar naquele lugar imundo igual você e ainda por tempo indeterminado?

Querida, eu sou Austin Mahone, o menino mais bonito do mundo e o melhor cantor da face da terra — diz ele dando um sorriso — Agora podem levá-las, essa conversa já está me cansando.

Os capangas nos levaram até a porta que dava ao porão, abriram e nos jogaram lá dentro. Trancaram a porta, eu me levantei e fiquei socando-a, mas de nada adiantou, ela não e mexia nem um pouco. Meus dedos começaram a sangrar, ma eu não me importei, a única que me importava era sair daquele lugar.

Bonnie para, não adianta fazer nada- diz Amy com a voz mais calma do mundo- Temos que pensar como iremos sair daqui.

Sério, nem pensei nisso — digo irritada, odeio quando as pessoas falam alguma coisa que já sabemos- E é claro que você vai no dizer que precisaremo da ajuda deles — digo apontando para os meninos.

Isso mesmo, você tirou as palavras da minha boca — diz Amy gritando — Parece que você quer jogar a culpa em mim. Eu não pedi para nada, nada disso ter acontecido — ela disse apontando para os meninos — Se você não quis fazer isso, por que aceitou?

Eu tive escolha? Você respondeu por todas nós. Ninguém aqui quis fazer isso, mas também não podíamos dizer não. Se não aceitássemos ficaríamos em perigo e o que restou da nossa família — digo gritando, meus olhos começaram a ficar embaçados, as lágrimas que estão por vim. Não gosto de brigar com as minhas amigas, além de ser as únicas que eu tenho- Desculpe , mas eu não quero meu nome nos jornais dizendo "Encontrado o corpo de Bonnie".

Dá para vocês falarem baixo — diz Kath — Vão acordar eles.

Falarem baixo nada, manda logo calar essas malditas bocas. Discutir só vai gerar mais problemas- diz Luíza- Bonnie vai para aquele canto e Amy para aquele outro.

Cada uma de nós fomos uma para cada canto. As meninas foram lá falar com Amy e eu fiquei isolada. Naquele momento senti a solidão bem perto de mim. Algumas lágrimas começaram cair dos meu olhos. Limpe-ias rapidamente para ninguém perceber como eu estava me sentindo. Meu rosto começou a ferver e lágrima e mais lágrima escorriam dos meus olhos. Passaram- se uns 10 minutos e os meninos começaram a acordar. Não saí do meu canto, só fiquei escutando as conversas deles.

Ai minha cabeça — disse Louis colocando a mão na cabeça. Sei que irei ter que responder algumas perguntas a ele- Parece que um trator passou pela minha cabeça.

Que lugar é esse? — perguntou Liam olhando para todos os lados, até que seus olhos encontraram as meninas e a menina que o sequestrou- O que vocês estão fazendo aqui?

Calma iremos responder todas as suas perguntas — diz Amy com uma voz rouca, com certeza estava chorando pela briga- Só fiquem quietos e se acalmem.

Eles se sentaram em volta da Amy, ela contou tudo para eles desde o começo. Eles ficaram muito surpresos, chocados poderia dizer até mesmo espantados e com medo.

Então foi tudo armação? A boate, nós, vocês? — pergunta Niall — Onde tem comida?- Harry bateu de leve na cabeça dele- Ai!

Agora não é hora de comer, se bem que eu tô morrendo de fome, mas voltando ao assunto, se eram cinco meninas para cada um de nós, está faltando uma certo? Está faltando a que sequestrou o Louis. — diz Harry, nunca o vi tão sério.

Bom — começou Amy- Antes de vocês acordarem, nós tivemos uma briga feia, então a Luíza mandou cada uma para um canto. Ela foi para lá e eu fiquei aqui.- Amy fez um gesto com a cabeça indicando onde eu estava, abaixei a minha cabeça rapidamente.

Louis virou o rosto e me viu ali solitária de cabeça para baixo. Como sabia que ele estava me olhando? Não sei ao certo , mas poderia sentir ele me olhando a milhares de distância. Pude ouvir ele sussurrando algo para eles, e depois eu ouvi passos, passos vindo em minha direção. Só podia ser ele só podia ser o Louis.

Oi — disse ele envergonhado, não tinha coragem em olhar em seus olhos. Não depois de tudo o que eu fiz.

Oi — disse muito baixo, tentando parecer com uma voz normal, mas não dava.

Olhe para mim- pediu ele com uma voz doce e calma. Eu hesitei por um momento, mas ele levantou minha cabeça com a maior delicadeza do mundo. Olhou no fundo dos meus olhos e disse:- Não precisa se envergonhar, eu entendo que você foi obrigada a fazer tudo isso, a passar por tudo isso.

É claro que você não entendi- digo secando as lágrimas que estavam querendo sair dos meus olhos- Desculpa, é só que eu não sei por quanto tempo eu vou aguentar tudo isso.

Você vai aguentar, tenho certeza disso- diz ele com a voz doce de sempre e secando uma lágrima que saiu dos meus olhos — Vem, não adianta ficar aqui sozinha, se isolando.

Eu hesitei, mas ele insistiu e me puxou para uma cama que estava entre Harry e Liam e me fez sentar lá. Entre ele e Harry. Sentei meio envergonhada com a cabeça para baixo. Só levantei a cabeça quando Harry se dirigiu a palavra para mim.

Então você é a Bonnie Waters? — pergunta Harry sorrindo, mostrando aquele sorriso branco e aquelas covinhas perfeitas.- Prazer.

Só Bonnie — digo, um pouco tímida, pois eu estou falando com Harry Styles- Prazer Harry.

Ele simplesmente sorri e eu retribuo o sorriso da mesma forma. Pude sentir que seríamos grandes amigos.

Fica um silêncio por alguns estantes, mas Niall quebra ele.

Estou morrendo de fome- diz ele- Onde tem cozinha por aqui?

Bom tem duas portas atrás de você — digo apontando para as portas atrás deles. Portas quase destruídas. — Alguma delas deve ser a cozinha.

Ele vai em direção as portas, abre uma. É o banheiro, um banheiro sujo, imundo igual o Austin.

Se vamos ficar aqui por um tempo indeterminado poderíamos ter um banheiro mais limpo e cheiroso — diz ele fechando a porta rapidamente- E um feminino e outro masculino.

Ele foi a outra porta e era a cozinha. Uma cozinha simples, tinha um fogão com 4 bocas, uma pia, geladeira com alguns alimentos, uma bancada imunda e um armário com mais alimentos, copos, pratos e talheres.

Pelo menos tem comida- diz Niall dando de ombros- Vamos fazer... quer dizer, tentar fazer um almoço. Alguém me ajuda?

Liam, Silena, Kath, Louis e Luíza foram lá ajudar Niall. Ficou eu, Amy, Harry e Zayn num clima constrangedor. Zayn e Harry puxaram assunto com Amy e eu quis sair de perto. Não me senti bem lá.

Você não é de falar muito né?- vi Harry se sentando a minha frente, colocando seu cabelos atrás da orelha.

Gosto de ficar na minha- digo num tom normal — Você já sabemos que fala muito.

Isso mesmo- diz ele jogando seus cabelos que insistiam voltar para atrás e sorrindo. Sua expressão muda quando me olha e vê que eu não estava sorrindo.- Aconteceu alguma coisa com você, estou sentindo isso, pode contar para mim.

Pensei um pouco se me abriria para Harry Styles, mas nunca saberia se ele ia querer me ouvir de verdade ou só estava com pena de mim. Odeio quando sentem pena de mim. Olhei para ele respirei fundo contei até três e decidi que sim, eu iria me abrir para Harry Styles.

Sabe, é que eu não aguento mais tudo isso. Eu queria voltar para minha vida de antes. Antes de conhecer as meninas, antes de conhecer Austin. Queria aquela vidinha no campo voltasse, a faculdade tudo isso. — começo a dizer, meus olhos já começaram a embaçar, essas malditas lágrimas queriam sair dos meus olhos. Pisquei várias vezes para tentar afastá-las — As vezes acho que eu não vou conseguir aguentar tudo isso por muito tempo, tento me fingir de forte, mas ás vezes não dá.

Te entendo, já passei por isso várias vezes- diz ele se mudando de lugar e sentando ao meu lado- Mas isso vai passar é só uma fase, eu te prometo. Onde estão seus pais agora?

Eles estão mortos, foram assassinados a sangue frio-digo chorando sem parar. Eles morreram de uma forma tão... tão fria.

M- Me desculpe, eu não sabia — disse ele tentando se explicar.

Não, está tudo bem. Eles morreram a sete anos, num assalto. Não sei se foi bem um assalto já que não levaram nada. Os ladrões entraram quebrando tudo e meu pai foi ver o que estava acontecendo, minha mãe super preocupada me esconder no porão e foi ver o meu pai. Nessa hora ouvi gritos, discussões e tiros. Seis tiros, três em cada. Quando ouvi as motos indo embora, fui até meus pais, tinha uma poça enorme de sangue entre eles. Nesse dia eu prometi que daria sempre orgulho a eles- digo minhas lágrimas não paravam de cair- E olha o que eu me tornei.

Não diga isso. Posso não te conhecer direito, mas eu sei que você dá muito orgulho aos seus pais, onde quer que eles estejam- diz ele, ele também estava chorando.

Nunca contei essa história para ninguém- digo, me acalmando- Obrigada por ouvi-la.

Eu que agradeço por confiar em mim- diz ele, abrindo os braços- Um braço de amigo?

Eu simplesmente sorri e fui ao encontro de seus braços e encostei meu rosto no seu ombro e fechei os olhos. Sentia cheiro de bebida alcoólica e um perfume bom. Se pudesse ficaria ali para sempre.

O resto do dia passou rápido, eu e Harry conversamos muito. Contamos segredos e coisas estranhas e constrangedoras que já aconteceram com nós.

Hoje o dia foi de grandes emoções e surpresas e também brigas, como será que vai ser amanhã? Por quanto tempo mais teremos que ficar aqui? Eu espero que isso acabe logo.

Notas finais
Então o que acharam?? Te espero no próximo. Bjs