Notas iniciais
é hora de dar tchau, mas não sem antes... :*

O telefone de Sherlock estava tocando, e Molly se afastou do beijo que estavam trocando.

— Melhor você atender, deve ser seu irmão, ela disse olhando-o. Sherlock respirou fundo em desagrado e pegou seu telefone para olhar e confirmar as suspeitas de Molly. Estava sem paciência para lidar com irmão ciumento, esse pensamento o fez rir, Mycroft com ciúmes?

— O que quer Mycroft? — disse se levantando.

— Pare de enrolar na casa da drª Hooper. Sentimento é perda de tempo Sherlock e você não sabe lidar com eles, querido irmão.

— Já deixei claro que te encontro amanhã de manhã, o plano de Moriarty não vai ocorrer no meio da madrugada, ele gosta de visibilidade. Nos vemos amanhã bro. E desligou. Molly tentou sorrir após a cena, havia um desconforto naquele momento, uma quebra de clima.

— Quer revisar o caso? — ela sugeriu levantando-se. Sherlock ponderou a proposta e acenou que sim com a cabeça.

— Ok, pegue seus papéis, vamos ver o que você tem e no que posso lhe ajudar — ela completou. O detetive se encaminhou para a bancada na qual havia tentado organizar, na verdade ele apenas juntou os papéis. Tudo era hipótese, e Sherlock sabia disto. Só teria como saber se o plano dará certo quando estiver no local do caso e realmente colocar em prática. Será um tiro no escuro esperando bons resultados.

— Não há planos exatos a seguir, eu só tenho que ir tentar chamar atenção dos capangas de Moriarty, e isso nem será tão complicado e então a partir daí buscar formas de quebrar sua rede de crimes — ele explicou olhando para a mesa que a legista deixou que ele usasse.

— Então o plano é ação-reação? Ela disse meio que soltando um sorriso.

— Sim, por que ri? — ele a olhou.

— É bem a sua cara isso, e bem a cara de Moriarty, vocês gostam de "jogar" com a inteligência um do outro.

— Por favor, Moriarty é uma criança perto da minha mente. — desdenhou.

— Porém quem o enganou no fundo, fui eu — Molly ousou dizer empinando o nariz. Depois sorriu sem graça quando Sherlock a olhou nos olhos.

— Sim, a razão foi ele pensar que você não era importante a mim.

— Eu sou importante? — ela se aproximou.

— Claro que é Molly. Você é minha ami...

— Amiga? — ela completou quando ele desviou o olhar e saiu do espaço onde estavam.

— Molly... você sabe... — mas ela o interrompeu

— Não, eu não sei. Quer dizer, sim sou sua amiga, somos amigos e trocamos confidências e esses últimos dias... — a voz da legista foi embargando.

— Eu precisava entender Moriarty, sentimentos, te disse isso...

— Me beijou para entender um criminoso?

— Te beijei porque senti vontade de te beijar – ele respondeu tão rápido quanto Molly imaginava receber uma resposta e isso deixou os dois em silencio por alguns minutos.

— Hum... Sherlock Holmes sempre faz suas vontades. Eu deveria saber – completou a legista.

— Você se irrita comigo, mas aceitou o beijo, está nisto tanto quanto ... Sherlock não quis terminar a frase e começou a juntar os papéis que havia juntado no seu “canto da investigação”. Molly sentia sua irritação aumentar a culpa não era só do detetive. Ele estava certo, ela aceitou o beijo, as carícias. Ficaram uma noite juntos, mas não seria mais do que aquilo, ela não deveria estar surpresa com esse tipo de ação entre os dois. Sim ela o amava, e teria que lidar com isso de um jeito ou de outro. Seguir em frente e deixar que Sherlock cumpra sua missão de desmembrar tudo que Moriarty criou.

— Você disse na nossa primeira noite que estava feliz em me ver, e então me beijou. Na minha interpretação isso são sentimentos, Sherlock mesmo que você negue ou confunda ou sei lá o que raio. Sei que existe algo entre nós, e sim isso é extremamente complicado e por céus, eu bem sei que alimento possível falsas esperanças... a legista desabou em falar sem parar, enquanto o detetive continuava a arrumar suas coisas.

— Ainda quer que eu fique? Ele olhou pra ela parando seus afazeres.

— Quero. – ela respondeu, depois completou – Mas quero que...quero que fiquemos juntos essa noite. Você vai embora, e vamos ser realistas, eu não sei quando o verei novamente. Sherlock ficou surpreso, e intrigado. Molly pareceu falar sério, mas será que ela queria o que ele achava que ela queria?

— Você parece séria... – disse indo em direção a legista.

— Eu falo sério. Quero ficar com você. Mereço isso depois de tudo.

— Recompensa? – falou desdenhando

— Uma noite sem raciocínios, ou Moriarty ou bem... nada.

— Só a gente... — disse ele abrindo um sorriso de canto de boca

— Só a gente – ela completou.

— Parece ariscado – disse aproximando ainda mais dela.

— Não me importo.

— Você se importa, Molly...

— Cale a boca e apenas vem cá – disse ela agarrando o casaco do detetive e o puxando para um beijo. Sherlock envolveu a legista num abraço enquanto retribuía o beijo. Sua mente trabalhava rápido tentando catalogar tudo. A decisão de Molly, o beijo, a forma de como a noite seria. Afastou um pouco seu corpo da legista enquanto tentava formular algo para dizer.

— Sim. – a garota antecipou

— Não te diz perguntas — Ele disse respirando fundo.

— Você ia perguntar se tenho certeza do que estou fazendo e a resposta é sim – ela completou.

— Quando foi que você se tornou experiente em deduções?

— Eu convivo com um sóciopata altamente funcional – ela riu enquanto dava uma leve mordida nos lábios do detetive. Ele suspirou rapidamente, no mesmo momento que a tomou novamente em seus braços para um beijo demorado. As ações tomaram proporções rápidas e sem muito planejamento. Entre beijos e trocas de carícias, os dois já estavam subindo as escadas em direção ao quarto de Molly.

O quarto estava aquecido, o que aliviou a mente de Molly ao pensar que teria que se despir “vê se isso é coisa para se ter na mente agora Molly” alertou a legista para a sua mente. Sherlock parecia muito a vontade pelos seus atos, o que a deixou também bem mais a tranqüila, isso provava que ele realmente queria isso tanto quanto ela. As mãos do detetive pareciam estar por toda a parte e ela não conseguia se concentrar em retribuir.

— Quer deitar? – resgumou baixinho entre os beijos de Sherlock

— Sim – disse ele enquanto a guiava para a cama.

Nesse tempo, Molly aproveitou para retirar o casaco e a camisa do detetive. Ele sorria entre as caricias e fez o mesmo com as roupas da legista, mas parecia querer observar cada detalhe de seu corpo.

— O que foi? – disse ela já deitada olhando a reação do moreno.

— Nunca imaginei, quer dizer já imaginei você assim... quer dizer – ele parecia confuso enquanto olhava para a garota embaixo de si.

— Você já me imaginou nua? – disse ela sorrindo

— Várias vezes – ele completou com naturalidade

— Você é um pervertido Sherlock Holmes?! – ela brincou

— Você me acha pervertido Molly Hooper?! — ele sorriu e a beijou.

— Hoje talvez eu queira – sussurrou no ouvido do detetive.

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O celular de Sherlock vibrou no meio da madrugada. Ele sentiu que Molly estava emaranhada em seu corpo. Tentou colocá-la mais para o lado, mas a legista acordou com o movimento.

— Mycroft? – ela falou baixinho sem quase nem se mover.

— Preciso ir – ele apenas informou. – Não se incomode em acordar ou levantar, já está tudo arrumado e irei chamar um taxi até o aeroporto

— Evitando minhas lágrimas? – ela comentou

— Isso não é um adeus – completou o detetive.

— Eu tive uma ótima noite. – ela ariscou.

Pela primeira vez ele a olhou por inteiro e com calma.

— Você está linda.

— Ok, sem despedidas — Molly pensou que pelo menos disse o que queria, e fez o que desejava.

— Fique bem, Molly Hooper. – a beijou na testa.

— Fique bem, Sherlock.

Notas finais
obrigada a todos que leram, aos que me incentivaram! eu nem acredito que terminei essa história. houve pontos que amei, e outros que "WTF". escrever esse casal (ou não rs) é sempre um aprendizado.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.