Notas iniciais
ola! espero que gostem

beijos ♥

Toc toc

Elisa:

— Quem é?

Marta:

— Sou eu filha, me deixe entrar. Já se passaram 6 meses que vocês terminaram, não dá para continuar assim, deixe-me entrar e falar com você.

— Eu não quero falar com ninguém, dá para sumir daqui.

— Filha ficar assim não vai traze-lo de volta. Você precisa sair, conhecer gente nova, se divertir.

— Me deixe em paz.

Naquele instante, eu ouvi o grave e profundo suspiro de minha mãe, ela estava certa, estava tentado fazer o possível para me tirar desse buraco negro, dessa escuridão que me cegava e não me deixava enxergar a luz para a saída. Mas pelo menos eu estava ali tentando fazer algo, procurando uma saída para mim mesma. E abordei aimediata conclusão.

— Hoje eu vou me libertar, hoje eu quero sair e esquecer de tudo.

Dei um forte grito de alegria em meu quarto, que por alguns instantes eu achei que a vizinhança toda, saíra de sua casa, para ver o que estava acontecendo e de quem eram esses gritos. Já que faziam 6 meses que ninguém via minha cara por ali, e escutava meus surtos de vez em quando, ou quase sempre.

Será que alguém aqui ainda lembra quem é Elisa? Acho que não.

De repente Marta corre e entra com tudo no quarto de Elisa.

— Filha o que aconteceu? O que são esses gritos?

Elisa:

— Será que da próxima vez dá para bater na porta?

Marta:

— Me desculpe, mas quando eu ouvi os gritos eu fiquei desesperada, achei que tivesse entrando um delinquente pela sua janela, querendo te estuprar.

Elisa:

— Aí, como você é exagerada. – Sorri.

Marta:

— Estou te achando diferente filha, está feliz, esta sorrindo.

— O que foi que aconteceu? Conheceu um garoto interessante pela internet. Me conte tudo querida.

Elisa:

— Aí mãe, deixe de ser tão paranoia, com essa história de “CONHECEU UM GAROTO NOVO”. Não tem ninguém, só escutei o que a senhora disse mais cedo em minha porta. E eu decidi que hoje eu vou sair, vou me divertir. Mas antes eu queria conversar com a senhora, sobre um assunto muito sério. Sei que não vai gostar, e vai começar a falar aquelas coisas “blá, blá, blá”.

Marta:

— Tudo bem-querida, sou todos ouvidos.

Elisa:

— Vou ser bem direta. Eu não quero continuar naquela escola.

Marta:

— Mas querida, eu já lhe disse um milhão de vezes, este é o seu último ano do ensino médio, não vale a pena mudar de escola agora, ainda mais no meio do ano, e ainda por causa de toda aquela gente que destruiu você. Querida, você precisa continuar e mostrar que ainda está de pé, e que não é qualquer casquinha de banana que vai te derrubar com a bunda no chão. Volte querida, e de a volta por cima, você é bem mais do que possa imaginar.

Elisa:

— Más mãe...

Marta:

— Mas nada, está decidido, você precisa encarar seus medos e enfrenta-los de uma vez por todas, ou você será pisoteada para o resto da vida. E conversa encerrada madame, amanhã passo na sua escola para reativar sua matricula.

Elisa:

— Maaaaasmaaaaaaaeeee, volteeeeaquuuiii.

Ahhhh, ela se foi, que raiva. Não quero voltar naquela escola, não quero, não quero, não quero. Não quero dar de cara com aquele imbecil do Pedro, da Maria aquela falsa que fingiu ser minha amiga só para dar em cima do meu namorado Pedro, a Giovanna que virou as costas para mim, a Thais que me trocou por amigos novos, e a Mayara que beijou meu namorado naquela boate. Como eu posso voltar lá depois de tudo isso, meu Deus como eu vou passar por cima de tudo isso, eu não tenho nenhum amigo, eu não tenho ninguém. Todos irão rir de mim, quando me verem sozinha, isolada num canto sem ninguém. Não meu Deus, não dá, sinceramente? Sem condições para prosseguir. “58% ... Erro ao prosseguir. Nem tente outra vez”. Eu preciso fazer alguma coisa. Preciso impedir a minha mãe de voltar naquele lugar. Af sem condições.

—______________________________________________________

19h00 –

Elisa:

— Calma Elisa, só mais um pouquinho, aguenta mais, aguenta, aguenta, aguenta. Ufa bora lá.

Elisa era sempre bem cuidada, chamava atenção de qualquer um, era morena, tinha cabelos longos bem claros encaracolados e um corpo extremamente esbelto para uma garota de 17 anos. Ela usava uma calça jeans cintura alta, um coturno de salto e um cropped com colares, brincos, um batom roxo meio bordô com um olho incrivelmente delineado e esfumado. Estava uma verdadeira dama da noite.

Ela saiu aquela noite, na intenção de se divertir, porém sem rumo a seguir. Pegou o primeiro taxi perto de sua casa.

Taxista:

— Qual o destino senhorita?

Elisa:

— Não sei, qual você me daria?

Taxista:

— Olha senhorita, não posso seguir com você por aí, e te deixar em qualquer lugar, você concorda comigo?

Elisa:

— Me deixe no centro, por favor.

Elisa naquele momento, só queria um destino que a fizesse a sorrir, como nunca tinha feito antes. Ela estava disposta a mudar completamente naquela noite, e conhecer centenas de pessoas e pular descontroladamente, como se o mundo fosse acabar ali naquele instante.

Depois de 15 minutos de viagem.

Taxista:

— Você chegou ao seu destino.

Elisa:

— Quanto é por favor?

Taxista:

— R$ 40 moça

Elisa:

— Como é? Mas que absurdo, não posso me desligar 6 meses do mundo, que a porra toda sai fora do lugar. Isso é um roubo. Tome aqui R$ 20, e se você reclamar, vai a merda.

Naquela hora eu juro que mostrei o dedo do meio para aquele rapaz, ele mereceu gente. R$ 40 qual é? Estou me perguntando, o que tanto aconteceu aqui neste mundo, enquanto eu estive ausente. Será que caiu um meteoro do céu e destruiu metade do pais, e por isso estão aumentando o preço de tudo, ou é o povo do islã que está governando o Brasil, para não nos matar? Governando não né, nos roubando, pelo amor de Deus.

Enquanto eu caminhava pela cidade pensando na vida, avistei uma casa noturna, que fervia de gente para o lado de fora. Então decidi entrar ali, seria o melhor lugar para mim já que estava disposta a me divertir.

Estava seguindo em direção a porta da boate, quando meu pé se enfiou num buraco e me derrubou, fazendo-me ralar os braços no chão cimentado. Que cena triste, cai justo no meio dos rapazes, que mico. Queria chorar naquele momento quando olhei para cara deles e vi todos rindo da minha desgraça.

Eu não conseguia tirar meu pé daquele buraco, eu estava sentindo muita dor, já estava entrando em desespero, quando de repente duas moças se aproximaram de mim.

Chaiene:

— Oi moça, meu nome é Chaiene, vi quando você tropeçou neste buraco, e ninguém se habilitou a te ajudar. Você precisa de ajuda?

Elisa:

— Eu preciso sim, está doendo muito.

— Como é seu nome? – Perguntou a outra menina acompanhada de Chaiene.

— Meu nome é Elisa e o seu?

— O meu é Vanessa – Respondeu dando risada

— Do que é que você está rindo, por acaso meu nome é engraçado? – Retrucou Elisa cheia de raiva.

— Desculpa é que não deu para segurar, foi muito engra você caindo nesse buraco. – Respondeu Vanessa.

— Você é nova na cidade? – Perguntou Chaiene.

— Não porquê? – Respondeu Elisa.

— É que a cidade toda já sabe deste buraco, saiu até no jornal. – Disse Chaiene

— Não gosto de jornal – respondeu Elisa

— Olha vai doer um pouquinho, segura forte. – Disse Chaiene, arrancando o pé de Elisa daquele buraco, e destorcendo.

— Aaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiii, sua louca solta meu pé. – Gritou Elisa, escandalosamente.

— Desculpa, foi necessário. Melhor? – Indagou Chaiene

— Sim, melhor. –Respondeu Elisa

— Ótimo, agora precisamos tratar desses ferimentos. – Disse Chaiene

— Você é médica? – Perguntou Elisa curiosamente.

— Trabalho como enfermeira no hospital da minha mãe. – Respondeu Chaiene.

— Gente já chega, vamos entrar, estamos perdendo a balada. Você vem com a gente Elisa? – Perguntou Vanessa

— Ah, eu ...

— Vamos logo garota, não tenho tempo – disse Vanessa arrastando Elisa para dentro da boate.

— Calma, Calma – Surtou Chaiene

— O que foi Chai? – Perguntou Vanessa

— Os ferimentos dela, pode pegar uma infecção, e o consultório da minha mãe fica próximo daqui. – Chaiene

— Mas Chai, vamos perde a balada, os homens gostosos. Sabe quanto tempo eu esperei por esse dia? – Vanessa

— Gente, não está doendo tanto assim, é melhor vocês irem, eu me viro por aqui. – Elisa

— Não, nada disso. E Vanessa o Dj só chega as 10h e ainda são 8h30

— Ta legal, então vamos. – Vanessa.

Vanessa e Chaiene eram amigas de infância, que por acaso se reencontraram quando estavam no 1 ano do Ensino médio. Vanessa tinha se mudado pra minas ainda pequena, e voltou 2 anos atrás. Chaiene sempre morou na cidade, sua mãe é medica, e faz faculdade de direitos, Chaiene é bem diferente das outras pessoas, ela tinha bondade no olhar, sonhos e desejo a realizar. Ela sonha em ser médica como sua mãe. Claro né, desde de pequena acompanhando a mãe salvar a vida das pessoas, até eu. Mas ela era diferente, ela tinha um brilho verdadeiro no olhar. Percebi quando ela cuidava de meus ferimentos.

— A quanto tempo você trabalha aqui? – Elisa

— 1 Ano, por que? – Chaiene

— Por nada, só curiosidade. Você aprendeu com sua mãe? – Elisa

— Poucas coisas, mas faço curso de enfermagem a um ano e meio, não se preocupe, está em boas mãos. – Chaiene

— Hahaha, tudo bem então – Elisa.

O Consultório naquele momento se silenciou. E perguntou Elisa.

— Vanessa você também trabalha?

— Sim, eu trabalho numa empresa, antes que você pergunte. – Vanessa

— Qual? – Elisa

— Vaspp. – Vanessa

— Vaspp? – Elisa

— Vagabundos anônimos sustentados pelos pais – Vanessa.

— Hahaha, engraçada sua piada. Você é sempre assim? – Elisa

— Não, só estou tentando sua paciência, até onde é capaz de me aguentar. – Vanessa

— Ah então era isso? – Elisa

— Mas estou vendo que não deu muito certo. – Vanessa

— Estou achando rápido demais, porque comigo levou dias – Chaiene

— Rápido o que? – Elisa

— Você costuma ser lerda também? – Vanessa

— Às vezes, eu acho. –Elisa

— Estamos prontas, bora meninas. – Chaiene.

— Boraaaa – Respondeu Elisa e Vanessa Juntas.

Vanessa olhou para Elisa sorrindo, e lhe disse

— Não importa o que acontecer esta noite, não importa o que vai acontecer amanhã, se nos veremos ou não. O importante é que hoje eu vou cuidar de você. Convenhamos que uma garota toda costurada e enfaixada, não deve ficar sozinha por aí.

Elisa soltou um grande sorriso de agradecimento as meninas, pois ninguém no mundo faria o que eu elas fizeram por ela. Creio que ainda existe pessoas bondosas no mundo, porem difícil encontra-las. Se o mundo fosse todo coberto de amor e bondade, o mundo seria menos cinza, teria mais cores, e floresceria então as rosas do milagre, o milagre do mundo, o milagre do amor e da bondade infinita.

—______________________________________________________

Alguns minutos depois, elas trocaram números de telefone, pois queriam se conhecer melhor, e para ela era uma saída para todos os seus problemas. Conhecer gente nova, sair, se divertir. E ter alguém do lado para compartilhar seus momentos incríveis.

—______________________________________________________

O Desejo de Vanessa foi se tornando mais achegado, estávamos próximas da boate, o que para ela era motivo de pular e gritar, pois adorava uma balada de vez em quando.

Chaiene não estava tão feliz quanto Vanessa, ela parecia meio triste, eu queria poder perguntar, mas não tive tanta coragem, até porque eu não oconhecia direito, e ficaria meio chato, chegar já perguntando da sua vida e etc.

Chegando na Boate, vi os olhos de Chaiene brilhar como se quisesse chorar, mas não podia, não naquele momento. Senti entãoum grande aperto no meu coração, que por alguns instantes senti sua dor queimar em meu peito, e de repente se unirem as minhas. Eu tentei me manter firme ao lado dela, mas não pude, não resisti ao cheiro que passara perto de mim, eu pude reconhecer, eu sabia de quem era aquele cheiro. Eu me virei tentando encontrar o indivíduo que usava aquela fragrância, passei os olhos rapidamente em cada um que estava próximo ali, quando sem querer reconheci um ser. Meus olhos encheram de lagrimas, a garganta secou, eu queria gritar, eu queria fugir...

Notas finais
Quem sera que a Elisa viu ???

Não se esqueçam de comentar queridos leitores, deem opiniões, peçam spoilers, façam tudo. Vale lembrar que não aceitarei nenhum tipo de comentário maldoso. E é isso galera, semana que vem posto o próximo capitulo. Beijos até logo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.