Um porto seguro.
5 O primeiro vôo
Notas iniciais
Antes que eu pudesse responder sim o telefone tocou, era do mesmo hospital onde levei Edward quando ele passou mal. Cheguei lá e fiz os exames necessários antes de olhar como Renata estava:
– Pra que são esses exames? – perguntei olhando em seus olhos -
– Estou com câncer, e isso passa de geração em geração na nossa família. Mas preciso te contar uma coisa muito importante.
– Renata, pode falar.
– Você precisa saber que seus pais não morreram. Você só precisa descobrir a verdade, procure-os! não fique aqui como uma retardada me olhando.
– Até em uma cama de hospital faz piadas? m-mas... como posso encontra-los?
– Não contei porque tinha medo de que algo acontecesse com você se fosse a procura deles, se quiser encontrar seus pais terá que procurá-los em Veneza. – ela me olhou nos olhos e continuou. – Sei que vai se sair bem, e vai descobrir tudo aos poucos! Boa Sorte.
Depois que ela falou isso, virei e sai correndo aos prantos até chegar ao carro. Edward já estava me esperando lá e perguntou o que aconteceu, Expliquei tudo e fomos até a casa de Eddie pra pegarmos umas malas.
– Depositaremos muito dinheiro em uma conta para vocês utilizarem em Veneza, não se preocupe. – Respondeu Pattie ao me envolver em um abraço.
– Tomem cuidados, espero que nada de mal aconteça. – Completou Jeremy ao se juntar a nós duas e a Eddie em um abraço.
Depois das despedidas pegamos um taxi e fomos diretamente para o aeroporto. Havia uma fila enorme e eu como sempre não conseguia me segurar e chorava muito. Pegamos a primeira classe do primeiro vôo para Veneza, queríamos chegar o mais rápido possível. O avião era enorme e a primeira classe era como um quarto; tinha uma cama de casal do tamanho suficiente para dormirmos bem, tinha uma mesinha com duas cadeiras, um mini banheiro, e uma pequena televisão com fones de ouvido onde podíamos ouvir tudo que passava nela. Assim que entrei eu me apaixonei, era minha primeira viagem de avião e tudo estava perfeito (menos o fato de ter sido praticamente abandonada). Entrei na mini-suite e tomei um banho de cabeça pra ver se aquela raiva passava, logo em seguida enquanto me organizava esperei por Edward para que começássemos a conversar.
– Você está melhor Annie?
– Estou pensando, - respondi enquanto o abraçava – Como eu pude ser tão inocente todo esse tempo? Até agora a única coisa maravilhosa que me aconteceu foi você. – falei e não consegui mais uma vez esconder as lágrimas.
– Eddie me abraçou e disse: — Amor estou aqui com você. Vai dar tudo certo.
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