Um porto seguro.
7 A confissão
Notas iniciais
Assim que chegamos ao restaurante ficamos um pouco na limusine pelo fato de Eddie receber um telefonema, depois que ele desligou parecia um pouco tenso e não me falou quem era. O motorista levantou-se e foi diretamente onde se encontrava a porta do lado em que eu estava ele abriu a porta da limusine pra mim e sai de lá agradecida. Entrei com Edward e sentamos em uma mesa que já havia sido reservada, ele continuava tenso e eu tentei puxar um pouco de assunto:
– Eddie, com essa correria nem deu tempo de responder sua pergunta. – ele percebeu que eu estava falando do pedido de namoro e começou gaguejar, mas logo me disse...
– Bom, não sei como te falar isso m-mas vou ser direto. Eu sou bissexual e eu não gosto de você, só não queria te decepcionar depois de tudo que li naquele diário e queria te ajudar, a saber, de toda verdade.
– Então você também sabia que eu era adotada? E além de tudo deixou que eu me apaixonasse mais e mais por você sem me contar até hoje sobre suas opções sexuais?
– Me desculpa meus pais sempre me falavam que era segredo e que não era apropriado que você soubesse sobre sua adoção, annie me desculpa de verdade.
– Beleza – Falei e levantei tomando meu rumo até a entrada do restaurante, imediatamente o motorista da limusine perguntou se eu gostaria de ir a algum lugar e eu o ignorei andando como uma louca sem saber bem onde estava indo. Edward me ligou e disse “Eu realmente sentia uma atração por você... por favor, me diz onde é que você se meteu!?” e desliguei imediatamente. Comprei uma garrafa de vinho, tirei o calçado e comecei andar até que cheguei a uma rua escura e deserta de Veneza onde havia sempre quatro dependentes químicos, ou seja, usuários de drogas. Um estava tão ocupado fumando seu baseado que nem notou que eu estava chegando próximo a seu grupo, sinceramente ele só ouviu meus gritos quando os seus parceiros queriam abusar sexualmente de mim:
– EI EI EEEEEI, parem com isso já! Desde quando vocês colocaram na cabeça que tem que abusar de qualquer bêbada que passar por aqui? Não quero isso e é a ultima vez que falo. – tentei me manter calma e eles me soltaram, ele jogou a bebida que estava na minha mão e disse para que eu o seguisse e eu obedeci morrendo de medo da situação. Ele ligou sua moto e os seus comparsas me ajudaram a subir, assim ele ligou ela em alta velocidade me levando em uma mansão um pouco distante do hotel onde eu estava com Eddie. Quando cheguei todos ficaram me olhando e ele explicou que eu quase havia sido “comida” ou “devorada” na rua por andar sozinha tão tarde da noite. Ele tinha uma bela casa e uma linda família, Seus pais se chamavam Senhor e Senhora Beadles; Seu irmão se chamava Enzo e a empregada Marie tinha me preparado um banho e um café bem forte. Depois do banho todos sentamos na sala de visitas e começamos a conversar:
– Por que você andava sozinha afinal? – perguntou a sra beadles.
– Bem, eu briguei com meu melhor amigo assim que entramos em um restaurante. Não gostei muito do assunto que ele tinha colocado sobre a mesa e sai de lá sem mais nem menos.
– Você deve ser bem louca – disse Enzo, ao levantar e subir imediatamente para o seu quarto sem pedir ao menos licença.
– Acho que ele não gostou da minha presença. – falei um pouco constrangida.
– Fique calma, o seu quarto já está preparado, amanhã conversaremos mais. – disse o Sr beadles enquanto o seu filho que era um tremendo viciado me levava até o tal quarto de visitas.
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