Um pequeno presente do futuro
32 Capítulo 32 – O caminho para o futuro.
Notas iniciais
Rangiku chega na mansão Himegami mais ou menos as quatro da tarde, ela tinha passado no oitavo esquadrão e organizado alguns documentos. A primeira coisa que Rangiku vê é Haruka com um sorriso, mas logo depois é vê uma Rukia brava, irritada, que a única movimento que ela tem é sorrir para a menina que parecia que ia mata-la.
_ Rangiku onde esteve o dia inteiro? – Rukia pergunta se aproximando da cunhada, se Rangiku não fosse mais alta talvez ficasse intimidada.
_ Tive algumas coisa para resolver......
_ Eu sei que você foi no oitavo........caramba Rangiku é seu casamento, nem o onii-sama foi trabalhar hoje......
_ Rukia como você disse é meu casamento, então fique calma tudo vai dar certo, já imagino você no seu casamento deixando todos estressados... – Rangiku ri
_ Não sei como você pode rir num momento como esse.......
_ Rukia, deixa eu levar a Rangiku para o banho dela, ela precisa se arrumar, não vai adiantar nada se vocês duas ficarem brigando, e seu kimono vai ficar bagunçado.....
_ Tudo bem Haruka........
Haruka sorri e mostra o caminho para Rangiku, durante a caminhada no corredor da mansão as duas ficam num silencio. Haruka abre a porta de um dos quartos onde a Rangiku se arrumará, e lá elas encontram Chihaya sorrindo para elas.
_ Olá Rangiku, eu acabei de trazer seu kimono.......um presente da Senjumaru, ela disse que não poderá vir, nenhum do esquadrão zero na verdade, mas te desejam felicidades – Chihaya disse sorrido e apontando para o kimono.
_ Obrigada mãe....
_ Não precisa agradecer meu anjo, agora vá se lavar.
Haruka abre outra porta que mostra um banheiro luxuoso, com uma banheira já cheia e com muitas espumas. Haruka sorri enquanto Rangiku passa por ela.
_ Ran-chan.....eu sei onde você foi, mas..........
_ Está tudo bem onee-sama, eu precisava me despedir.......
_ Fico feliz por você. Agora não demore no banho se não sua nova cunhada vai ficar louca....
_ Pode deixar.
Rangiku entra na banheira e se acomoda, seus pensamentos vão a diversos lugares, mas sempre a mesma pessoa está lá sorrindo para ela. Byakuya..... quando se conheceram, quando viraram amigos, quando ela colocou a mascara, e junto com esse pensamento uma lágrima escorre, pensando o tempo que ela desperdiçou. Quando conheceu a Hisana, é claro foi um contato só as duas, ele nunca soube que a Hisana tinha a convidado para um chá. Quando conheceu a Rukia, ou quando a Hana apareceu e mudou todo seu destino, seu coração começou a disparar e mais lágrimas escorreram, então ela depositou a mão direita sobre seu ventre para poder sentir a reatsu da pequena que era o grande motivo disso tudo estar acontecendo.
_ Minha Hana......... – Rangiku sentiu suas lágrimas caírem mais intensamente, até alguém bater na porta.
Ela saiu da banheira, e se enxugou, olhou no espelho e percebeu que seu cabelo tinha crescido um pouco, agora estava um pouco abaixo dos ombros, e que seus seios já demonstravam a gravidez. Ela saiu do banheiro enrolada na toalha e com a ajuda da Chihaya logo estava vestida no seu kimono, um kimono branco por inteiro, assim como toda noiva mostrando a pureza, e na parte inferior do kimono havia várias pétalas de sakura que para ela simbolizava que ela já pertencia ao Byakuya. Ela se sentou numa cadeira por ordem da Chihaya que logo fez seu penteado, um coque meio solto e algumas pequenas flores de cerejeira do lado direito da cabeça, enquanto Haruka ajuda com a maquiagem, uma bem simples apenas para valorizar a beleza da Rangiku. Com tudo pronto ela se olha no espelho e acaba ficando sem palavras.
Rukia adentra o quarto em desespero, pois agora só faltava quinze minutos para o casamento, mas ao ver Rangiku pronta seus olhos enchem de lágrimas.
_ Rukia se você chorar eu vou chorar, e borrar toda a maquiagem, então.....
_ Pode deixar Rangiku.. – Rukia enxuga as lágrimas – vamos, não queremos deixar ninguém esperando não é?
Elas caminham até o portão da mansão Himegami, onde Renji esperava com uma carruagem para transportá-las. Elas sobem no veiculo que levam elas até o portão da mansão Matsumoto. Rukia e Renji logo entram na mansão e vão para seu lugares no meio aos convidados. Haruka e Chihaya ajudam Rangiku a descer da carruagem, depois Haruka dá um leve beijo na testa da Rangiku, e vai se juntar aos convidados. Chihaya ficou com o dever de entregar a noiva ao noivo. Ela sorri para Rangiku que sorri em resposta. As duas começam a caminhar lentamente em direção ao jardim onde ocorrerá a cerimonia. Uma música leve tocada por vários instrumentos orientais e acompanhado de um piano, diz a todos que a noiva está chegando. Rangiku e Chihaya caminham pelo corredor florido até chegarem ao altar onde Chihaya entrega Rangiku ao noivo dizendo “ Cuide dela” e ganhando em resposta “Sempre”. Finalmente os dois no altar, ficam um breve momento num olhar profundo de azuis para os olhos violeta dele, até encararem o sacerdote que fara a união, e não é nenhuma surpresa que o realizador da cerimonia era o sotaichou.
_ Primeiramente gostaria de agradecer a presença de todos. – Kyoraku diz iniciando a cerimonia — Essa é minha primeira vez realizando um casamento, mas fico muito feliz de fazer parte dessa união. Não existem muitos guerreiros shinigamis que tenha minha mais profunda admiração, e posso dizer que vocês dois sempre tiveram, Byakuya, Rangiku. Bom vamos para os votos, Byakuya.
_ Eu, Byakuya Kuchiki prometo que a amarei por toda minha vida, que serei sempre fiel e a protegerei mesmo quando não houver perigo, a respeitarei e serei sempre grato por receber seu mais lindo sorriso.
_ Rangiku.
_ Eu, Rangiku Matsumoto prometo que sempre o amarei, que estarei ao seu lado a cada instante, que te farei feliz, e o protegerei sempre, o respeitarei, que serei fiel a você e sempre serei grata por você estar ao meu lado, por isso hoje abandono meu nome Matsumoto e recebo o seu para informar a todos que somos um.
_ Te recebo hoje e sempre como Rangiku Kuchiki.
Logo eles trocam as alianças, como parte do ritual.
_ Então pelos poderes dados ao sotaichou, vos declaro marido e mulher, pode beijar a noiva – Kyoraku diz com um sorriso – eu sempre quis dizer isso....
Byakuya se aproxima da Rangiku e com um gesto apaixonado ele a beija, agora como sua esposa no mais lindo por do sol que ele pode se lembrar. Todos no jardim aplaudem, depois Rukia mostra onde seria a festa de casamento levando todos para o salão ao lado, uma festa simples e aconchegante. Com músicas para todos os estilos. Byakuya e Rangiku receberam o cumprimento de alguns colegas, assim a festa foi ocorrendo. Rangiku foi a pequena varanda olhar a lua, depois de alguns minutos ela recebe a companhia do seu marido.
_ Está tudo bem se formos para casa?
_ Se é o que você quer, Rangiku. Estarei disposto a abandona a festa. – Ele sorri para ela – só acho que podemos informar sua mãe e meu avô.
_ Peço para a Onee-sama.
_ Falando nela.....
_ Espero que seja algo bom – Haruka pisca para os noivos.
_ Sempre... Onee-sama, eu e o Byakuya iremos para casa......
_ Vão me deixar como garoto de recados........ Boa noite de núpcias pra vocês..
_ Haruka!!!!!
_ Onee-sama!!!!
_ O que? Bom vão logo antes que eu me arrependa de liberar vocês.
_ Obrigada Haruka.
_ Obrigada Onee-sama.
Assim os dois vão para a mansão Kuchiki, para o quarto que agora seria dos dois. Ao chegarem percebem em como ansiavam para estar sozinhos. Um beijo apaixonado eles dividem antes que toda a roupa do casamento se encontrem no chão, se entregam ao amor que um tem pelo outro, depois acabam caindo no sono, mas completamente felizes por estarem juntos.
Na manhã seguinte, eles acordam e vão para um banho relaxante. E logo estão prontos para o trabalho, vão até a sala de jantar onde encontram Rukia, que ao ver os dois fica completamente corada, e isso faz com que o casal pense na noite anterior, talvez tenham sido mais barulhentos do que queriam.
_ Bom dia Rukia. – Rangiku dá um sorriso para a cunhada, tentando disfarçar a vergonha.
_ Bom dia senhora Kuchiki, e não precisam dizer que a noite foi boa acho que todos da mansão puderam ouvir. – Rukia diz ficando ainda mais vermelha.
_ Eu darei um jeito nisso não se preocupe Rukia. – Byakuya diz seriamente – Ouvi dizer que no mundo humano existe uma forma de fazer o quarto ser aprova de sons, se é necessário farei o meu ser assim.
Rangiku não pode deixar de rir do marido, ela nunca imaginou ele fazendo algo assim para poder deixar a irmã ter uma boa noite de sono.
_ Rukia tenho um pedido a fazer a você. – Byakuya diz ainda carrancudo.
_ Pode falar onii-sama.
_ Gostaria que você ajudasse a Rangiku com o quarto da Hana.
_ Claro onii-sama – Rukia quase pula da mesa de tanta felicidade.
_ Rangiku e sobre sua licença maternidade?
_ Byakuya podemos ver isso mais tarde, não quero discutir com você.
_ Mas...
_ Sem mais Byakuya, agora você estragou meu apetite, bom Rukia você pode passar no oitavo mais tarde, tudo bem?
_ Claro Rangiku......
_ Se me dão licença tenho trabalho a fazer. – Rangiku diz antes de seguir seu rumo ao oitavo esquadrão.
Depois do casamento os dias foram passando, as semanas foram passando, os meses foram passando, e nesse período Rangiku não teve nenhum problema com nenhuma ancião, talvez tenha sido a ajuda de Ginrei, que sempre apoiava qualquer decisão que ela tomava. Depois de um mês de casado os anciões que não sabiam sobre a gravidez a descobriram quando ela passou mal quase todas as manhãs, e seu corpo começou a demonstrar que ela estava grávida. Assim que souberam sobre a futura líder da família Kuchiki ele começaram a aceitar ela na família. O oitavo esquadrão recebia visitas frequentes do Byakuya, e em quase todas as visitas eles acabavam brigando, e normalmente precisava de uma terceira pessoa para separá-los. A mais grave das brigas foi quando Haruka interferiu, e disse que se ocorresse mais uma briga entre os dois ela levaria a Rangiku para morar na mansão Matsumoto até que a Hana nascesse. Depois disso eles só discutiam no café da manhã, almoço ou jantar. Virou uma rotina, ele querer proteger ela e ela não querer proteção.
Era dia três de fevereiro, e na manhã daquele dia Rangiku tinha ido ao oitavo esquadrão antes mesmo do Byakuya acordar, ela sabia que como aquele era supostamente a data de nascimento da Hana ela seria incapaz de sair da cama se ele acordasse primeiro. Ela estava tranquila fazendo os documento, enquanto sabia que Nira estava de olho em qualquer movimento que ela fazia.
_ Nira, a onee-sama pediu pra você me vigiar?
_ Taichou temo que a resposta seja positiva, e mesmo que ela não tivesse feito nenhum pedido eu estaria de olho em você, principalmente hoje.
_ Entendo, não precisa.................... – Rangiku foi interrompida pelo próprio grito, e logo depois sentiu um liquido escorrendo pela pernas – não pode ser.....
_ Rangiku está tudo bem? – Nira pergunta se aproximando da Rangiku.
_ Sim, mas acho que a bolsa estourou............. – ela diz com um pouco de dor.
Nira simplesmente envia uma borboleta infernal enquanto ajuda Rangiku chegar até o sofá do escritório. Logo Haruka chega junto com Isane, elas examina a Rangiku e chega a conclusão que ela não terá tempo para levar elas até o quarto esquadrão então com a ajuda da Isane, elas preparam a sala para receber a Hana. Haruka pede que Nira envie uma borboleta infernal para o Byakuya.
Byakuya estava em seu escritório um pouco irritado pela sua esposa ter saído antes que ele acordasse, e Renji podia sentir a tensão e sabia que o líder do clã Kuchiki só não foi ao oitavo esquadrão porque não queria brigar com a esposa. Ao ver uma borboleta infernal entrar em seu escritório, Byakuya já pensa no pior, e logo coloca seu dedo para que a borboleta lhe passe a informação. Antes que Renji perguntasse o que aconteceu ele desparece com um passo de shunpo em direção as duas mulheres que ele mais ama. Renji pega a mensagem com a borboleta e logo vai avisar a Rukia, e metade da seireitei enquanto está a caminho da namorada.
Byakuya entra no escritório, e logo vê Rangiku se aproxima da esposa.
_ Me desculpa, eu devia ter te ouvido – Rangiku fala.
_ Se tivesse eu saberia que tinha algo errado com você. – Byakuya sorri para ela – agora eu estou aqui com você, vamos dar boas vinda para nossa Hana.
_ Eu te amo Byakuya.........
_ Eu te amo Rangiku....
Depois da declaração dos dois a sala é envolta de um choro de bebê, a pequena Hana. Rangiku e Byakuya tinham os olhos cheio de lágrimas, aquela pequena de olhos azuis tinha feito os dois pais mais bobocas de toda seireitei muito mas muito felizes naquele momento. Haruka limpa a Hana e logo faz alguns exames antes de entregar aos pais. A menina era branquinha como os pais, seu cabelo era curto mas já podia ver que eram negros como a noite mais densa, e seus olhos ainda eram um tom de cinza azulado, mas logo iria ficar igual da Rangiku. Ela nasceu perfeitamente bem, como um bebê saudável.
_ Ela é tão linda........
_ Ela tem seus olhos.......... – ele beija a Rangiku antes de voltar os olhos para a filha.
_ Prazer em conhece-la Hana Inoue Kuchiki – Rangiku fala derramando todas as lágrimas que tinha.
_ Eu não sabia que ela tinha um segundo nome – Haruka fala rindo, mas segurando as lágrimas, agora ela sabia que ia ser a tia mais coruja, até mais que a Rukia.
_ Depois do que aconteceu achamos que era necessário – o Byakuya fala tentando esconder o rosto para que ninguém veja ele chorando.
Em poucos minutos o escritório da Rangiku começa a receber visitas, primeiro Renji e Rukia, que ficam bobos com a sobrinha e Rukia já a pega no colo, Byakuya e Rangiku apenas sorriem e choram de felicidades. Logo depois chega a Chihaya que fica parecendo a vó mais feliz do mundo, então Toushiro e Hinamori aparecem pra conhecer a nova herdeira Kuchiki, Nanao vem para ver se a amiga está bem, mas fica boba com a pequena Hana. Ichigo e Inoue chegam depois de algumas horas e encontram todos na mansão Kuchiki, eles estavam fazendo uma festa, mesmo que os principais motivos estavam no quarto. Inoue e Ichigo vão para o quarto conhecer a Hana.
_ Rangiku!, podemos entrar? – Inoue fala abrindo a porta.
_ Claro, Inoue, Ichigo – Byakuya diz.
Para Ichigo e Inoue aquela cena era a mais diferente possível, Rangiku deitada na cama com um bebê no colo e a amamentando, e Byakuya ao seu lado em forma de proteção, fazendo carinho na esposa.
_ Essa é a Hana? – Inoue pergunta se aproximando conforme Byakuya se levanta da cama.
_ Meu parabéns Byakuya, ela é linda. – Ichigo diz cumprimentando o shinigami.
_ Sim é a Hana Inoue Kuchiki – Rangiku diz e logo vê o brilho no olhar da Inoue.
_ Rangiku, eu........
_ Não precisa dizer nada Inoue, sem você ela não estaria aqui. – Rangiku retira a menina do peito e logo limpa a boquinha da menina.
_ Eu posso?
_ Claro!
Inoue pega a menina no colo e logo derrama algumas lágrimas.
_ Eu fico contente que ela está bem...... – Inoue diz levando a menina para o Ichigo conhecer.
_ Rangiku ela é linda..........
_ Obrigada Ichigo.
Logo Inoue entrega a pequena Hana para o pai e vai com Ichigo encontrar os amigos na festa. Byakuya gentilmente leva a filha que agora estava dormindo para um berço que eles tinham posto no quarto e perto da cama deles, e quando olha para a esposa percebe que ela estava dormindo, ele se aproxima dela e dá um leve beijo na testa e se acomoda na cama junto com ela. Assim os dois dormem tranquilos em saber que a filha eles tanto amavam estava do lado deles.
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