Notas iniciais
Consegui terminar antes do esperado…… Boa leitura….. PS: Agradeço pelos comentários *o*

Vinte e cinco anos no futuro.

Rangiku e Byakuya estavam no escritório do sexto esquadrão sentados no sofá. Ele estava a abraçando desde que os dois ficaram sozinhos. E um silencio dominava a sala, mas era tranquilo.

_ Byakuya será que ela está bem?... como será que reagimos ao saber que ela é do futuro?.... e se ela foi ao passado não devíamos lembrar? – Rangiku estava pela primeira vez falando desde que o Kurotsuchi saiu do escritório.

_ Não sei responder nenhuma dessas perguntas, mas de uma coisa eu sei é que ela vai te chamar de mãe, Hana nunca aprende por mais que eu repreenda ela. – ele diz olhando naqueles olhos azuis, e logo a beija tentando acalma-la.

_ Também sei que vou saber que ela é sua filha, e assim...

_ Vai saber o nome dela, eu sei, você é única, e mais inteligente do que os outros pensam, e também sei que ela não vai gostar de te ver agindo com sua mascara, acho que sua mascara irrita qualquer Kuchiki. – ele termina a frase e observa o pequeno sorriso dela e depois de alguns segundos encosta seu lábios nos dela sentido aquele aroma puro que só ela tem e enxuga as lagrimas da sua esposa com uma de suas mãos.

_ Acho melhor irmos para casa descansar, e ainda temos que explicar para os anciões e para a Rukia o que aconteceu. – fala se separando do beijo – e se der tempo matar o Kurotsuchi também, como ele deixa algo assim acontecer, e pra que ele quer uma maquina do tempo?

_ Penso da mesma forma, e temos que falar com a Yachiru que se tornou a melhor amiga da Hana. Estou vendo que amanhã vai ser um dia longo. – os dois se levantam do sofá, e se dirigem a porta.

Normalmente eles usam shunpo para chegar mais rápido na mansão, mas hoje eles estavam indo em uma caminhada lenta adiando o inevitável, quando chegarem na casa não verão o sorriso que acalmava o coração deles, e os faziam felizes apenas em olha-lo. Chegando na porta da mansão Byakuya pode ver Rangiku suspirar profundamente. Parecia o pior momento, pois quando ficavam até tarde no escritório tinha uma menina que vinha correndo no portão para abraça-los quando chegavam.

Adentraram a mansão, e um dos anciões estranhou o fato da pequena Hana não estar na casa ainda. Byakuya pediu uma reunião com os anciões para depois do jantar. Os dois foram para o quarto e depois de um banho e estarem sem o uniforme, vão para a sala de jantar, onde encontram Rukia já sentada. E para o alivio de Byakuya, Renji não estava presente.

_ Renji não vem hoje? – Pergunta tentando evitar da Rukia perguntar da Hana.

_ Rangiku não te falou que ela o mandou em missão no Rukongai hoje e que provavelmente só volta amanhã? – Rukia parecia brava com Rangiku por te mandado seu marido em uma missão nesse final de semana.

_ Desculpa Rukia, mas essa missão que foi designada ao oitavo esquadrão só poderia ser comandada por mim ou meu fukutaicho e ele se ofereceu dizendo que era a melhor opção, e você sabe que ele ama lutar, e também sei que no fundo ele queria evitar uma discussão oposta no jantar. – Rangiku e Rukia riem pois sabem que iria ser pior se ela tivesse ido na missão, provável que Byakuya matasse Renji no jantar.

A risada de Rangiku dura pouco, pois lembra de sua pequena Hana, então olha feio para Byakuya, que também se sentia culpado de mandar a menina levar papelada para o cientista louco. Então os dois olham para Rukia.

_ Rukia.... – Parece que ele não consegue relatar o que aconteceu a sua irmã

_ O que foi Onii-sama? – ela se desespera ao ver lagrimas no seu irmão mais velho. Rangiku percebe que Byakuya não conseguiria dizer mais nada então respira fundo para ter coragem.

_ Hoje Hana saiu em missão, não era nada perigoso, só levar uma papeladas ao Kurotsuchi taichou... – Respira mais uma vez antes de continuar – Aquele cientista louco estava trabalhando em uma maquina do tempo, e quando ela chegou no escritório dele, aquela coisa mandou a minha Hana para vinte e cinco anos no passado.

_ Como? – Rukia parecia aterrorizada, ela amava aquela menina com todas as forças, era sua pequena sobrinha e afilhada, e a menina fazia tão bem para seu irmão. – Vou matar aquele maldito Kurotsuchi. E vou buscar minha sobrinha eu mesma.

_ Rukia temos que evitar de qualquer um ir ao passado – Byakuya tentando explicar que viagens temporais são extremamente perigosas. – E ela foi numa época de paz, mesmo que vinte cinco anos no passado eu e Rangiku não estávamos juntos, creio que ela ficará bem, me conhecendo não deixarei nada acontecer com ela.

_ Eu sei Onii-sama, e me conhecendo também essa garota vai me conquistar com o primeiro sorriso, como fez quando nasceu. – Tenta parecer que está bem, mas sua expressão de preocupação fica clara.

_ Agora temos que explicar para os anciões. – Byakuya parece mais desanimado ao dizer essas palavras.

Na reunião com os anciões Rangiku preferiu não participar, e se dirigiu ao jardim que adorava passar horas com sua filha. Já na reunião Byakuya e Rukia explicarão o que aconteceu, e que em breve conseguiriam mandar uma mensagem para o passado, e que Hana estava bem. Terminada a reunião Rukia se dirige ao jardim onde encontra Rangiku sentada perto de alguns lírios.

_ Como foi Rukia? – Pergunta Rangiku

_ Desculpa não queria que me percebesse aqui….. Ocorreu tudo bem Byakuya conseguiu explicar, os anciões não parecem contentes mas aceitaram a situação afinal ela é a herdeira do clã. – Rukia se senta ao lado de Rangiku que está olhando as estrelas.

_ Muito obrigada Rukia, e desculpe sei que seria mais fácil passar por isso se Renji estivesse aqui....

_ Rangiku se você não estivesse aqui o Onii-sama estaria perdido e estaria se sentindo mais culpado, e outra eu tenho a melhor cunhada do mundo, e que deu a luz a sobrinha mais maravilhosa, que agora deve estar tentando entender como os pais boboca dela ainda não estão juntos.

Depois da declaração de Rukia as duas riem, mas o riso de Rangiku se torna em um choro que ela não consegue mais segurar, Rukia a abraça tentando acalmar a mulher que nos vinte e três anos se tornou uma de suas melhores amigas, e graças a ajuda de Rangiku que ela conseguiu se casar com Renji, sem os anciões se intrometerem. Rangiku acaba caindo no sono em meio ao choro, Byakuya chega e vê a cena, fica parado por alguns segundos admirando duas das três mulheres que ele mais amava e admirava a amizade das duas.

_ Obrigado Rukia!

_ Não precisa agradecer Onii-sama, sei que vocês dois fariam o mesmo por mim.

Byakuya pega Rangiku no colo e a leva para o quarto. A deita delicadamente na cama, e logo em seguida se deita também. Tudo o que os dois precisavam era que Hana estivesse segura, ou melhor com eles.