Um novo recomeço.
4 Capítulo 4 - Right to be wrong
Notas iniciais
Ela me encarou. – Isso de namoro fake tem que acabar! Eu não posso fazer isso. Não quero te machucar. – Vi Karina começar a ficar nervosa.
– Por que isso Cobra? Você não vai me machucar. Da onde tirou isso? – Disse ela tensa e com os olhos marejados.
– Eu só não posso fazer isso. Me entende! – Eu disse e escorreguei minha mão por seu braço. – Karina, eu não quero e nem posso te machucar. – Me aproximei dela. – Eu e a Jade nos beijamos hoje mais cedo. Acho que vamos voltar. – Eu disse, me arrependendo de cada palavra que havia proferido. Aquilo tinha surtido efeito, ela tinha os olhos marejados, eu não queria ter feito isso. Não sei como vou ficar sem a K, mas eu preciso afastá-la.
– Cobra, você realmente gosta dela. – Dizia ela afirmando, tentando se convencer daquilo.
– Cobra! – Ela me olhou e eu virei para ela. – Sim, Karina. Eu gosto da Jade, estávamos separados, mas agora eu vi que não consigo ficar sem ela. – Eu entendo, ta tudo bem. – Cobra, você merece ser feliz. – Disse ela, saindo de perto de mim, indo até a porta. Quando ela estava saindo do QG, corri até ela. – Me desculpa K, por favor, não quero te ver mal. – Eu disse com a voz embargada.
Ela simplesmente levou sua até meu rosto, acariciando meu rosto de leve, não tive como não olhar. – Ainda amigos? Diz ela, com um sorriso triste. – Sempre K! – Falei com a mão nos cabelos dela, bagunçando. – Eu tenho que ir. – Ela disse, e eu assenti, vendo ela sair do QG.
NARRADOR POV
Karina deixou o QG ainda abalada com tudo que o Cobra falou, ela não podia imaginar que ele e a Jade voltariam, isso a deixou sem chão. Ela se sentou um pouco no banco da praça e ficou lá por um tempo tentando colocar seus pensamentos em ordem, entre algumas lágrimas que começaram a rolar em seu rosto.
Ela se recompôs e seguiu em direção a sua casa, para a sua sorte seu pai havia saído com a Dandara e a Bianca estava dormindo.
Karina tomou um banho longo e logo deitou-se na cama, o dia é de amanhã seria bem cansativo.
KARINA POV
Acordei pela manhã, tomei meu café tranquilamente. Meu pai, Dandara e Bianca estavam na Ribalta, organizando algumas coisas da festa, a mesma festa que eu levaria o Cobra, só que já era tudo. – Bufei, com os cotovelos em cima da mesa.
Terminei meu café e me arrumei super rápido, saí de casa rumo a agência do Murilo. Passei pelo QG e vi ele fechado, me preocupei, mas não podia me arriscar a ir lá agora e eu ainda estou chateada com o Cobra.
Cheguei até a agência e Murilo me recebeu com um sorriso nos lábios. Eu nem me lembrava que o sorriso era tão lindo. – Sorri com o meu pensamento. Ele me mostrou todos os lugares da agência e foi super legal comigo. Chegando até o estúdio de fotografia, observei tudo em volta. – Então não deu para o meu pai vim, mas ele assinou uma declaração. – Entreguei o papel rapidamente para o Murilo, esperando que ele acredite que foi o meu pai mesmo que assinou, o que é óbvio, que era mentira. Meu pai nunca aceitaria isso, lembrei quando Bianca fez o tal vídeo.
Me sentei em uma cadeira e me deparei com um monte de maquiagem a minha frente. Murilo pediu para eu me maquiar , eu não sabia quase nada sobre make e essas coisas de menininhas, mas tinha aprendido alguns truques com a Bianca e com Dandara. – Pelo menos isso né, Bianca? – Pensei comigo.
– E aí, Karina. Pronta? – Ouvi ele dizer e me virei, ficando de pé, arrumando meu vestido. Era um vestido diferente daquele que usei na festa, quando todos me viram de vestido pela primeira vez, era um vestido preto, coladinho no corpo, com detalhes de boquinhas.
– Ai, meu Deus do céu! Vou fazer um pose de revista. – Disse, rindo e sem jeito , indo até o espaço demarcado para tirar as fotos. Murilo segurou a minha mãe e me guiou. Eu nem tinha reparado o quanto ele era bonito.
Começamos a sessão de fotos e eu comecei a fazer umas poses muito nada a ver, ele ficava me incentivando, falando que estava ficando lindo, quando ele me elogiou pela segunda vez, eu travei. Ele parou a sessão por uns 5 minutos, eu coloquei outro look e continuamos tirando mais algumas fotos, eu já estava ficando um pouco incomodada, era tanta foto e aquela roupa tava me apertando demais.
– Não, vamos lá de verdade. – Disse ele, com as mãos no queixo, me olhando. – O que você mais gosta de fazer? – Ele indagou. – Ah, cara, essa é fácil, lutar muay tai na academia do meu pai. – Eu disse com um sorriso enorme. – Isso, isso. Esse sorriso que eu quero! Vai lá, fingi que você ganhou um campeonato. – Diz ele apontando pro meu sorriso.
– Mexi no meu cabelo e fiz várias poses, enquanto só ouvia o barulho dos flashes. – Aí, linda! – Ele disse animado. – Pronto Karina, terminamos. Ele arrumou as coisas no estúdio e fez questão de me acompanhar até o ponto de ônibus.
– Então, com quem você mora? – Diz ele, puxando assunto. – Eu moro com o pai e a minha irmã. – Disse, fazendo uma careta quando falei sobre a Bianca. Caminhamos até o ponto de ônibus, ele tinha me oferecido uma carona, mas eu recusei, claro.
– Chegamos. – Eu disse, me afastando dele, esperando o ônibus chegar. Ia me despedir, quando ele se aproximou de mim.
– Obrigada pela manhã, viu? – Falou ele, colando seu corpo no meu, tentando me beijar. – O empurrei nervosa. – Ei, o que é isso? Ta maluco? Ta pensando que eu sou o que? – Falei com a cara fechada, cruzando os braços, estava quase dando na cara dele. – Você é uma gatinha linda, sabia? – Disse ele, sorrindo. – Vai te catar moleque. Ta pensando que é só chegar e pegar assim, com essa conversinha mole, sou piriguete não. Avistei o ônibus e entrei rapidamente. – Tchau. – Gritei pra ele, dando risada.
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