Um novo mundo
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Estávamos radiantes com a chegada de nosso novo equipamento.
Será que daria certo?
Aposto que essa pergunta passava pela cabeça de todos, mas só haveria uma forma de verificarmos a eficácia da maquina. Testando.
Após a longa espera de quatro horas para a montagem e preparação do equipamento, para garantirmos também nossa segurança. Iniciamos o primeiro teste.
Um pequeno camundongo.
Após solta-lo em companhia de sua comida favorita – milho – que estava envenenada, já que para nossas experiências precisaríamos dele morto, fechamos e lacramos as duas portas de acesso para a pequena sala de acesso que era inteiramente de vidro reforçado, para a nossa segurança se ocorrer da experiência sair de nosso controle e de certo modo sendo vidro, poderíamos ter uma melhor visualização.
O camundongo demorou em torno de uma hora para se alimentar – deduzo que havia percebido o veneno, mas se entregou pela fome – com isso iniciamos nossos testes, com o nosso novo equipamento criamos uma substância, em consistência de um gel. Sendo que a própria máquina com apenas apertando em um pequeno posso imediatamente injetar esta substância no corpo do camundongo.
Neste momento ligamos todos os nossos equipamentos ligados a sinais vitais, batimentos cardíacos, reações cerebrais e até mesmo o fluxo do gás oxigênio.
Sabíamos que a substância seguia de um processo lento em contato com o organismo animal, mas não sabíamos que a demora seria tanta.
Senti como se estivesse segurando um peso imenso em minhas costas, já que a idéia de realizar testes em seres mortos havia partido de mim.
Uma palavra que ecoava em minha mente. Sou um fracasso.Todos sentirão vergonha de mim.
– Olha doutor, veja, isto é incrível – Exclama o Dr. Marlon com tamanho entusiasmo capaz de tirar-me de meus devaneios.
– Incrível – não fui capaz de dizer outra palavra.
Pude ver com meus próprios olhos aquele pequeno camundongo mover sua pata esquerda, depois a direita de uma forma desajeitada, desleixada, como se estivesse dando os seus primeiros passos – o que de certa forma não era totalmente mentira – só havia algo que estava me incomodando.
– Veja, seu cérebro emiti sinais, posso ouvir alguns ruídos saindo de sua boca, mas seu coração me parece imutável – Comenta Dr. Charlie.
– Como isso é possível? – Disse quase que de uma forma automática, estava boquiaberto.
Permanecemos observando, saindo apenas para dormir e se alimentar.
Permanecemos desta maneira durante três meses.
Nada novo.
Percebi em todos a tristeza, não podia ser diferente, aquele camundongo já estava começando a apodrecer, porém caminhava quase que simultaneamente com os doutores que lhe observavam porém mais lentamente, começamos a perceber que havia perdido completmente o interesse pelo milho, não sabíamos como alimentá-lo.
Logo ele morreria.
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