Um novo mundo

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Comentem para saber se a forma como estou encaminhando a história, está agradando-lhes, comentem o que quiserem (sem contar que ajuda na divulgação da fics) Se puderem, favoritar a história ou recomendar. Obrigada desde já.

Seria fácil dizer que sai ileso, porém não seria verdade, perdi totalmente a visão do meu olho esquerdo, faria qualquer coisa para invés de eu sobreviver, que minha filha estivesse viva, tenho certeza de que seus tios cuidariam bem dela (a minha menina) ela conseguia em um mesmo momento ser gentil e firme, sempre sabia o que queria mesmo sendo apenas uma criança, a garotinha mais inteligente que conhecia (teve sorte de se parecer mais com sua mãe, tanto por fora, como por dentro).

— Steve! — Disse Dr. Marlon, tirando-me de meu devaneio.

— Steve, o que faremos agora? Ele era nosso melhor aprendiz, não demoraria muito para se tornar um grande cientista — percebi em seu tom o desespero, lembro-me bem daquele dia só havia uma coisa a fazer.

— Vamos rápido coloquem as roupas especiais ninguém mais pode se ferir! — Disse dirigindo-me para a pequena sala que havia atrás da câmara.

Fui o primeiro a se vestir, rapidamente encaminhei-me para a sala de vidro onde o camundongo se alimentava, quando cheguei a porta percebi algo muito estranho.

O camundongo retornou a mesma posição habitual, vagando lentamente (sem deixar os ruídos de fora), mas eu sabia que teria que enfrentá-lo.

Levei comigo uma pequena rede e uma gaiola de animais, abri a porta e me preparei para que ele pulasse em mim, não pulou, naquela época acreditava que o motivo para ele não ter me atacado seria a satisfação, mas eu estava enganado outra vez, fui andando lentamente para me aproximar dele, depois de uns três pequenos passos, tinha apenas saído de perto de George, ele me olhou com aquela cara de maníaco, admito que me assustei um pouco, mesmo sabendo que ele não poderia me ferir, com a eficaz ajuda do Dr. Marlon prendemos o animal rapidamente.

Fomos todos ao encontro da Dr. Andry, especialista em comportamento animal, para realizar alguns testes, expliquei a ela toda a história, senti a falta do Dr. Tiberium (Como tio de George, ele estava la sentado ao lado do corpo, sabia que devia consolá-lo por mais difícil que esta tarefa parecesse ser, era minha obrigação, dirigia-me para a sala de vidro, mas quando eu estava a uns 20 metros da construção pude ver claramente George mover os dedos da mão direita, fiquei imobilizado por uns 2 segundos, minha segunda reação foi correr gritando:

— Tiberium, saia já dai, fique tranquilo seu sobrinho está vivo, mas de uma maneira diferente agora. — Não queremos perder mais um colega, pensei, mas George havia agarrado a perna de Tiberium.

Comecei a puxá-lo, empurrando a cabeça de George, para que não conseguisse ferir Tiberium, assim que ele soltou com a ajuda do meu amigo conseguimos lacrar a porta.

Analisei a perna dele havia um pequeno arranhão e a marca da mão do garoto, como poderia ele ter ficado tão forte, nada daquela experiência consegui explicar naquele primeiro momento, mas diria que agora poderia ser um perito no assunto.

Naquele dia, ficaram no laboratório apenas eu e a Dra. Andry, os outros foram para suas casas tentarem recuperar-se daquela experiência traumática.

Ficamos analisando e fazendo vários exames naquele animal durante uma semana, mas não havia nada que pudesse explicar sua mudança repentina de hábitos, agilidade e, além disso, da onde conseguirá tamanha força. Faríamos outros testes logo, eu preciso analisar os resultados dos últimos testes realizados.

Além disso, havia lembro-me claramente que eu estava preocupado com outra coisa além do camundongo, tamanha preocupação que tirei o dia de folga para visitar meu amigo Tiberium, não aparecia no laboratório a três dias, disse que estava com enjôo.

Chegando la fui falar com a esposa dele:

— Olá, você deve ser o Dr. Steve, meu nome é Susan, já ouvi muito sobre você, acredite dentro desta casa o Doutor tem um fã — percebi que estava sendo gentil, mas eu queria mesmo ver o meu amigo.

— Ora, ora! Desse jeito fico até sem graça, nem pude me apresentar, mas por favor me chame só de Steve, como está o Drak — Nunca consegui entender o porque dele não gostar de seu primeiro nome.

— Venha ver, está de cama há três dias não quer saber de comida desde então, já tentei forçá-lo a comer, mas não adianta — Disse Susan com uma tristeza na voz.

— Deixe-me vê-lo, por favor.

— Claro, fique a vontade — Disse enquanto me acompanhava pelo corredor quando cheguemos à porta do quarto de Drak, ela abriu a porta e assim que eu entrei, foi fechando lentamente — Vou deixar vocês sozinhos.

— Olha onde você foi parar, estou preocupado com você, tem certeza que não quer que eu ligue para um médico, ou até mesmo leve você até um hospital?

—Não! Não! Não! — Repetia aquela palavra inúmeras vezes.

— Se acalme! O que está havendo.

— Quem é você, não adianta não conseguirão me pegar, eu posso sair voando por aquela janela — Estava delirando, lembro que tive que me segurar para não rir dessa, porém sabia que o assunto era sério.

— Não se lembra de mim, sou eu Steve, crescemos junto, você não pode se entregar assim tão facilmente, preciso de você, por mais que isso possa parecer egoísmo da minha parte você é a única ''família'' que me restou.

Já era tarde Drak começou a tremer, seus olhos estavam virando simultaneamente ele começa a vomitar — Steve — lembro de ter ouvido-o falar antes de cair perante a mim, deixando também um pequeno caderno cair, naquele momento não teve como conter minhas lágrimas. Parecia uma criança precisando de colo, após ser rejeitado pelo mundo.

Não conseguiria aguentar nem por apenas um minuto naquele lugar, abri a porta com o caderno em mãos e sai correndo, não tinha como esquecer-me daquele dia estava sozinho, sem rumo, perdi minha esposa, minha filha e meu melhor amigo era demais pra mim. Dirigi-me para casa, onde fui ler as ultimas palavras de meu amigo.

Notas finais
Obrigada por acompanhar minha história.