Um novo fim
2 Reencontro
Notas iniciais
– Ei, não atire, não atire por favor.
–Quem é você? — Rick se aproximou e encostou a arma na cabeça da menina.-
Ela era linda, quando a viu Carl sentiu estar caindo de um penhasco, sentindo o vento gelado batendo em seu rosto, por um instante esqueceu do caos que estava vivendo.
–Eu sou Bia, esse é meu nome, por favor não atire, por favor. — Lágrimas começaram escorrer de seus olhos.-
***
Todos estavam novamente na prisão, Daryl havia conseguido alguns peixes, o suficiente para eles conseguirem sobreviver aquela noite.
–Mas quem é essa menina? Que merda, você mesmo disse que não era para trazer estranhos aqui !
–Daryl, nós vamos conversar com ela! Não podemos deixar uma menina lá fora, ela não tem nem uma faca, acha que vai conseguir sobreviver uma noite sozinha ? NÃO PODEMOS DEIXA-LA !
–Carl, vá chamar a garota, agora !
Assim que os dois chegaram a menina assustada começou contar o que aconteceu...
– ...Nosso acampamento ficava, mais ou menos, 2 quilômetros daqui.- Começou chorar, um choro que dava para perceber o medo e a angústia que a menina estava sentindo. — Mas um bando de zumbis que veio do leste acabou nos encurralando, nós estávamos desprevenidos, eu vi eles dilacerarem minha mãe, meu pai e minha irmãzinha, eu e Peter nos escondemos em baixo da camionete , mas quando a gente estava tentando fugir, alguns zumbis nos viram, então fomos correndo para a floresta, mas acabamos nos perdendo um do outro...- A menina secou as lágrimas que escorriam dos seus olhos azuis.-
–Quantas pessoas estavam no grupo?- perguntou Rick com um olhar frio.
–Oito.
–Quantos sobreviveram?
–Eu e Peter, se é que ele ainda está vivo.
Rick fez mais algumas perguntas para ter certeza de que estava fazendo a coisa certa em deixar que ela fizesse parte do grupo.
***
Assim que a conversa foi encerrada, Carl foi com Bia, até o bloco de cela para mostrar a ela onde iria dormir.
–Carl...
– O que ?
–Você não me reconheceu mesmo não é?
– Não, deveria?
– Escola Fusion, professor Jay.
–Bianca Smith ? – Carl estava pálido, não sentia suas pernas, uma leve tontura o fez pensar que iria despencar no chão gelado da prisão.
– Também pensei que você estivesse se transformado em uma daquelas coisas. É bom re vê-lo.- Bia sorriu.-
Carl começou se lembrar da amiga que não via desde que tudo começou.
–Você está diferente. Não iria te reconhecer nunca.
–Pois é, fiquei um pouco mais feia durante esses três anos.- Bia deu uma risada, a risada que Carl mais gostava de ouvir.-
O garoto sempre teve uma queda pela amiga. Os lisos cabelos negros que caiam como cachoeiras por cima dos ombros, os olhos azuis como o céu, ela estava linda !
–Carl... Carl... Ei garoto acorda.
–Foi mal, tava pensando longe.
–Deu para perceber. Vamos lá fora. Já vai escurecer e faz tempo que não vejo tanto espaço sem ter um zumbi tentando me morder.- A risada contagiante voltou soar nos ouvidos de Carl.-
No mesmo momento em que Bia parou de rir, Carl ouviu tiros e gritos.
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