Notas iniciais
Título do capítulo: O Salvador de Cães.

Novembro, 2013

Segunda-feira o dia mais odiado pela população, o dia que temos que retorna a maldita rotina, o dia que temos que dar continuidade no que paramos. Para mim a segunda é uma fuga, é o dia que posso sair de casa, é o dia que posso me libertar das mesmices do almoço de domingo, dos programas patéticos que só passam no domingo, enfim do domingo. Eu gosto das segundas-feiras, para mim significa a primeira oportunidade da semana.

E assim são todas minhas segundas, o despertador sempre toca 5 minutos atrasado, e eu fico 10 minutos rolando na cama, querendo que tenha mais 10 minutos, pensando nos meus objetivos e algum motivo que me faça querer realmente aproveitar o tão maravilhoso dia de 1° oportunidade da semana. Até que os meus pensamentos são bagunçados pelos gritos escandalosos da minha mãe :

– ACORDA MELANY O SCOTT FUGIU! Me levanto em um pulo desço as escadas correndo, me deparo com a minha mãe na porta de roupão descabelada se preparando mais uma vez para gritar, olho assustada para ela sem entender muito, pois ainda não havia acordado e mais uma vez ela disse ainda gritando:

– ACORDEI E FUI JOGAR O LIXO FORA, ASSIM QUE ABRI A PORTA O SCOTT SAIU CORRENDO LOUCAMENTE. Olhei para ela tentando processar as palavras e sai sem pensar pela porta. Meu cabelo em um alto coque, ainda vestida com um pijama florido e uma pantufa de panda velha e surrada. Sai correndo pela calçada e gritando o nome do Scott. Quando de longe avistei a imagem dele. Graças a Deus era o Scott mais ele não estava sozinho. Havia um garoto junto a ele segurando uma coleira uns dez tamanhos a menos da coleira do Scott. Corri em direção a eles. Assim que Scott me avistou saiu correndo em minha direção, eu o agarrei em um abraço forte, ele me enchia de lambidas na cara.

– Você me deixou preocupada fujão. Falei acariciando sua cabeça.

– Vejo que esse rapaz achou sua dona! Falou o garoto com os olhos fitados em mim. Olhei para ele. Me levantei pois Scott havia me derrubado ,ajeitei minha roupa e meu cabelo.

– Pois é. Muito obrigado. Ele sempre foge de casa quando consegue. Falei sorrindo. Queria passar a boa imagem que eu não era uma dona imprudente que não conseguia tomar conta de golden retriever de 1 ano, que sempre com uma grande facilidade fugia de casa para fazer xixi em árvores , porque sua dona (eu) não sai com ele para passear. O garoto ainda me fitava então se ajoelhou chamou Scott com um assoviu e então Scott obedeceu e ficou na sua frente, tão comportado, como eu nunca tinha visto. Como ele podia fazer isso obedecer um estranho que nem ao menos sabia o seu nome e não obedecer sua dona que catava seu cocô e o deixava dormir na cama, pensei. O garoto acariciou sua cabeça e com delicadeza retirou aquela coleira que no entanto parecia ser muito apertada. Se levantou com a coleira na mão e disse:

– Aonde você mora?

– Logo ali. Respondi apontando o dedo para minha casa, que estava as umas 4 casas dali.

– Te levarei lá. Ele falou sem ao menos saber se eu queria que ele me levasse. E então ele pegou Scott no colo e começou a caminhar. Eu sem muito entender acompanhei ele.

– Como é o nome dele? Ele perguntou

– Scott.

– Que nome de cachorro! Comecei a rir. Então ele sorriu para mim de volta (por sinal que sorriso lindo.)

– E que eu não sou muito boa para escolher nomes.

– E o seu nome? Ele perguntou

– O meu? Respondi meio envergonhada

– De quem mais seria?!

– Melany... Melany Kanel e o seu?

– Caleb Maslow. Assim que ele disse seu nome Scott pulou de seu colo e correu para minha varanda. Minha mãe ainda estava na porta com os cabelos ajeitados em rabo de cavalo, assim que ela o viu o abraçou forte e ele como sempre a encheu de lambidas. Minha mãe se arrumou passando as mãos na roupa e no cabelo e colocou Scott para dentro e fechou a telinha da porta e então disse:

– Aonde ele estava? Caleb sem ao menos me dar espaço a falar respondeu:

– Eu o encontrei fuçando no meu lixo, e então peguei a coleira do meu cachorrinho e deixei que ele me guiasse e no caminho encontrei sua filha, falou me olhando, envergonhada ajeite meu cabelo. Então só ai percebi o quanto estava desajeitada e sorri envergonhada e entrei na varanda.

– Muito obrigado, se não fosse por você, não sei se teríamos encontrado, pois ele sempre sai em um velocidade da luz que é bem difícil de acompanhar. Isso sempre acontece sabe, já falei para Melany passear mais vezes com ele, mais ela nunca me obedece.

– Que isso! Não foi nada. Ele se despediu, dizendo que tinha que ir para escola e então foi embora. Minha mãe me apressou pois eu já estava atrasada e ela precisava trabalhar. Entrei no banho, me arrumei, tomei meu café no carro. Mas aquele garoto não saia do meu pensamento, como eu nunca tinha visto ele, ele era tão bonito, estiloso e por sinal muito cheiroso, de poucas palavras, mais engraçado e aquele olhar me intrigava pois ele me olhava com um mistério. Eu queria, eu necessitava conhecer mais aquele garoto, ele despertou em mim uma vontade de quero mais. Realmente essa foi uma "segunda-feira" de oportunidade.

Notas finais
Esse foi o começo, eai o que acharam? Estou aberta a criticas, elogios. Agradeço que está lendo, muito obrigado. XOXO