Um novo começo
18 Conversas...
Notas iniciais
POV:Nico
Acordei sobressaltado com alguém batendo na porta da minha cabine.Me sentei,esfreguei os olhos e fui até o banheiro onde fiz minha higiene matinal.Peguei uma camisa preta,uma calça jeans e calcei um tênis.Me sentei na cama e gritei:
–Entra! — a porta se abriu e o garoto me fitava encostado no portal.
–Que demora. — disse se aproximando.
–O que você quer,Percy? — perguntei indo direto ao ponto.
–Uou. — respondeu levantando as mãos. — Relaxa,Nico.Annie mandou te chamar para o café da manhã.
–Mandou VOCÊ me chamar? — enfatizei.
–Não. -admitiu. — Ela falou com o Jason,mas eu o prendi na sala.
–E por que? — perguntei.
–Queria saber como você estava. — ele me encarou. — Como vocês se tornaram tão próximos?
–Eu e o Jason? — perguntei confuso.
–O que?! — ele coçou a cabeça. — Não,cara.Você e a Reyna.Por que eu perguntaria sobre o Jason?
– Anh,esquece.Respondendo a sua pergunta,começamos a conversar bastante desde a nossa volta para o Acampamento.
–Mais ela foi embora. — concordei. — mensagem de Íris?
–Não,Percy.Eu viajava pelas sombras até o SPQR e depois voltava. — contei.
–Você gosta mesmo dela. — sussurrou e eu assenti. — Isso é...
–Estranho? — tentei completar a frase. — Está tão surpreso assim?
–Sim...Digo,não...É que...vocês começaram a conversar não faz muito tempo e você já está enlouquecendo com o sumiço dela.Creio que está apaixonado,mas não foi...hm,rápido?
–Acho que não. — Ele me fitava confuso e eu ri. — Percy,desde quando você é apaixonado pela Annabeth? — perguntei.
–Desde que Luke matou Cronos,eu acho. — Percy sendo o Percy.
–Não seu lerdo,desde quando você a ama.Não perguntei desde quando vocês estão juntos.
–O QUE? — virei os olhos e ele continou. — Como assim?
–Deuses!!!!DESDE QUANDO VOCÊ AMA A ANNABETH CHASE!!! — gritei.
–Ah... — ele corou. — Desde que eu a vi pela primeira vez. — sorri.
–E vocês conversavam? — negou.
–Ela me odiava. — ele riu e eu o acompanhei.
–Pois bem.É aí onde eu quero chegar.Tempo. — ele me fitou.
–Mas viramos amigos — disse. — Nos aproximamos depois,não foi de repente.
–Então não foi de repente que o seu coração começou a saltar quando a via ou ouvia sua voz? — ele se sentou.
–Foi... — sussurrou.
–O que estou tentando te dizer é que você não precisa conhecer uma pessoa a muito tempo para ela se tornar única e inesquecível. — me sentei ao seu lado. — E foi isso que a Reyna se tornou para mim.
–É...Eu te entendo. — ele se levantou e estendeu a mão me levantando. — Mesmo.Sei que deve ser difícil pra você e se quiser conversar é só aparecer. — arqueei a sobrancelha. — Ok,não sou o melhor para aconselhar,mas passei pela mesma coisa,certo?Devo conseguir te ajudar de algum jeito.
–Você está ajudando,Percy. — disse colocando a mão em seu ombro. — Agora vamos,estou com fome.
–Vamos. — ele me lançou um sorriso e saímos da cabine.
POV:Reyna
Acordei e tinha um corte em minha testa.Coloquei a mão na ferida,mas retirei rapidamente pois era como se estivesse me queimando.Busquei forças para me levantar,em vão.Fui para junto de uma parede e me sentei pensando nos ultimos dias.Eu não sabia o que tinha acontecido.
Tudo o que me lembro é de estar a caminho do CHB e então tudo ficou escuro.Não sei por quantos dias fiquei desacordada ou se acordei antes desse momento.Bufei frustrada.Não sou o tipo de pessoa que não liga para o que aconteceu e como aconteceu,alguns me chamam de controladora,mas querer saber o que houve com você é ser controladora?Certo que as vezes sou meio mandona e admito que gosto de ter o controle de tudo,mas não sou controladora!
Fui tirada do meu devaneio por um barulho vindo da escuridão.Forcei minha vista para tentar enxergar algo,nada.Revirei os olhos e então vi um vulto.Estremeci.Geralmente não sou medrosa (para tudo tem a primeira vez),mas naquela situação o medo me consumia aos poucos a cada ruído.
–Quem está aí? — perguntei me mantendo firme.Sim,é uma pergunta idiota,mas o que mais eu podia fazer?
Isso estava me deixando louca!Por que eu não conseguia levantar?O que era esse corte na minha cabeça?Onde eu estou?Quem está comigo?...Mil perguntas passavam pela minha mente e nenhuma delas vinha acompanhada de uma resposta.Me encolhi junto a parede e mergulhei a cabeça entre minhas mãos,eu não ia chorar,continuei na mesma posição,masdepois de um tempo,um nome apareceu:Nico.Levantei a cabeça e olhei para os lados.Não sabia daonde ele tinha vindo.Podia ser da minha cabeça ou não.
–Nico... — sussurrei.
Eu me lembro...Me lembro dos sonhos que tive com ele,de vê-lo acorrentado,correr até Dakota e então partir em direção ao CHB.No meio da viagem,algo me acertou em cheio e então aqui estou,sentada,esperando por ajuda ou por minhas forças.Fiquei presa em meus pensamentos,onde havia o Nico em todas as partes,e então uma tigela de água deslizou até parar ao meu lado.Bufei e joguei a água fora.
–Ao invés de tentar me dar água,por que não aparece? — desafiei. — Ou está com medo de que eu me vingue assim que sair dessa maldita gruta ou seja lá o que for.
–Medo? — indagou uma voz que provocou um frio em minha espinha. — Não tenho medo de meios-sangues.
–Presumo que você não seja um então. — disse séria.Eu iria obter informações.
–Nunca! — exclamou. — Criaturinha insignificantes.
–"Criaturinhas" — repeti. — Ou você está debochando ou é grande.Ficarei com a segunda opção.Você deve ser um gigante. — supus.
–Como sabe o que sou? — perguntou a voz assustadora.
–Bem,você é grande,perverso e não dá a mínima para semideuses. — expliquei. — De fato não é um deus,então é um gigante.
–Você é esperta,garotinha. — sorri internamente. — E sabe qual gigante eu sou?
–Ah isso eu não sei. — respondi. — Você não me deu muitas dicas...
–Isso é verdade... — a voz disse. — Tem alguma ideia de quem eu seja?
–Talvez. — não é muito seguro conversar com um gigante,mas era necessário. — Vejamos...Você está aqui me vigiando então deve ser um dos importantes.Que tal Encedalo?
–Encedalo?HAHAHA — gargalhou. — Não garotinha,sou muito importante para me opor à Atena/Minerva.
–Certo...
–Vou lhe dar uma dica — disse. — Eu quero o filho do deus do mar morto. — pensei um pouco.Eu não me lembrava do seu nome e então uma memória apareceu em minha cabeça.Percy me contando sobre a viagem contra Gaia...
–Você é Polibotes. — respondi baixo e ouvi aplausos.
–Bravo,garotinha. — ouvi seus pés se arrastando para próximo de mim. — Uma pena que você tenha que morrer.
Me encolhi ainda mais e então fechei os olhos como se eu tentasse fugir de um pesadelo,não queria ver Polibotes ou a minha morte.Um ultimo pensamento veio a minha cabeça e então sussurrei.
–Sinto muito,Nico. — senti uma lágrima brotando no canto do meu olho. — Teremos que remarcar nosso encontro. — depois disso,tudo ficou escuro.
Fale com o autor