Notas iniciais
Oi gente. Bom, espero que gostem desse capítulo. Irá aparecer um nome aí que talvez não seja tão importante agora, mas acho que no futuro vai ser. E também irá ter conversas entre: Bianca - Alina - Helena. Tá. Chega de falar. Boa leitura!

– Acorda Alina! Para de ser dorminhoca! Ou vai querer perder sua primeira aula?

Abri meus olhos, ainda com muito sono. Quando acordei, tomei um susto com a Helena: ela estava me chacoalhando na cama.

– Ei, ei, ei. Eu já acordei. Não precisa ficar me balançando igual uma maluca! — eu disse bocejando e me levantando. Vi que Larissa não estava em sua cama — Onde a Larissa está?

– Ela já se levantou. E você também já deveria ter se levantado.

– Ai Helena, me deixa em paz. Eu sei muito bem o que eu estou fazendo.

– Sério? Então eu só vou te dar um recado: são 7:45 e a próxima aula começa as 8:00. Adeus.

– Como assim "adeus"? Eu não sei nada sobre esse colégio.

– Mas você não disse que sabe o que está fazendo? Então se vira!

Ela bateu a porta e foi embora.

– Que m*rda! To f*rrada! E a Helena ainda vai e me deixa aqui sozinha.

Tomei um banho e coloquei meu uniforme. Já era 7:50. Abri a porta e olhei para os caminhos que havia, tentando adivinhar em qual deles que tinha os armários para pegar meu material. Quando estava quase tomando uma decisão, alguém apareceu na minha frente.

– Oi garota. Está perdida? — era a diretora. Por um momento, achei que podia ser o Rafael ou a Larissa. Respondendo a pergunta dela: não, claro que não. Estou aqui olhando os diversos caminhos só por olhar mesmo, porque é tão legal observar seu magnífico colégio. E como eu sou aluna nova, é claro que eu sei onde estão os armários e a sala de aula.

– Na verdade, sim. Minha amiga mandou eu me virar e eu não sei onde são os armários para pegar meu material.

– Bom, seus materiais estão aqui. Pelo jeito, agora é aula de inglês. Leve seu material até seu armário e pegue o necessário para a aula. Vou te levar até a sala de aula. É lá no 1 andar.

Ela foi na frente e eu a segui. No caminho, ela foi falando algumas coisas sobre a escola, que nem prestei muita atenção. Quando estávamos chegando, ela me disse que as aulas eram feitas em duplas. Torci para que a Helena não tivesse nenhuma dupla ainda. Guardei meu material no meu armário e peguei o livro de inglês, o estojo e o caderno. Quando cheguei na classe, vi que ela estava sozinha.

– Oi Helena. Posso me sentar com você?

– Pode. Como você conseguiu chegar até aqui?

– Eu segui meu instinto e acabei chegando aqui. Viu como eu sou boa nessa coisa de '' seguir seus instintos'' ?

Ela me olhou com uma cara que parecia que estava dizendo: "Ah claro, e eu sou o bozo. Agora fala logo a verdade".

– Ta...bom, para minha sorte, uma pessoa chamada Susana veio até meu quarto e me levou até aqui.

– Ah. Achei que fosse seu namorado.

– Quem?

– O Rafael.

– P*rra, ele não é meu namorado. E por falar nisso, você tem um por acaso?

– Não. E estou feliz solteira.

Ficamos conversando até a professora chegar. Acho que não avisei, mas eu sou do 2 médio. Ela começou a dar aula, e depois de uns cinco minutos, alguém bateu na porta. Quando ela abriu, vi que era o Rafael.

– Desculpa professora. Não tinha visto a hora e acabei me atrasando — parecia que ele tinha vindo para sala correndo.

– Desculpa nada. Você sabe muito bem que não se deve atrasar nem três minutos nesse colégio. Qual é seu nome?

– Rafael.

Ela pegou o caderno dele de sua mão e acho que mandou um comunicado.

– Muito bem Rafael. Pode ir esperar a próxima aula. Hoje você vai ficar na Detenção na hora do intervalo.

Ele saiu da sala e a professora bateu a porta quase na cara dele. Ela se virou novamente para a classe e perguntou se tinha alunos novos. Eu levantei a mão, e vi que mais quatro pessoas fizeram o mesmo.

– Bom, então aí vai um recado: se vocês chegarem depois que o professor tiver chegado, vai acontecer o mesmo que aconteceu agora com esse garoto.

Fiquei assustada. Parecia que as regras eram bem rígidas nesse colégio. Agora tinha entendido porque a Helena me acordou daquele jeito hoje. Quando eu achei que a aula ia começar novamente, a professora se apresentou e disse que o nome dela era Rosângela, mas podíamos chamar ela de Rose. Ela tinha cabelos pretos bem curtos e era bem alta. Então finalmente, ela começou a dar aula. Até que não estava tão chata. Ano passado as aulas de inglês eram uma chatice. Dava até sono. A aula acabou. Descobri que cada aula dura 1 hora. Eu e Helena fomos pegar o material para a aula de ciências e fomos até a sala esperar o professor chegar. Enquanto ele não chegava, ficamos conversando.

– Você já foi para a Detenção? — perguntei.

– Sim. Nem lembro em que ano foi. Acho que foi no 9. Naquela época tinha um cara chamado James. Ele impedia todos de passar para ir a aula. E um dia, uma dessas pessoas foi eu. Nós nos atrasamos, e ele liberou a passagem 7 minutos depois de começar a aula. Eu e mais 9 pessoas nem fomos para a classe. Já fomos direto para a Detenção.

– E como é lá? Sabe, eu já vi em filmes isso, mas eu quero saber como é aqui.

– Bom, na Detenção os alunos são obrigados a ficar na escola até mais tarde, perder intervalos, e em casos mais complicados, ir para a escola aos finais de semana e ficar estudando. Conversar e dormir durante as aulas, não entregar deveres de casa, atrasar e falar palavrões são os motivos para pegar uma detenção.

– Então quer dizer que o Rafael vai ficar sem o intervalo hoje?

– Sim!

– E que horas são o intervalo?

– São das 12:00 até as 14:00.

– Nossa! Quanto tempo. Dá até para fazer lição de casa.

– Pois é. E sobre a Detenção..não se preocupe, você vai com certeza ir alguma vez. Não tem ninguém dessa escola que nunca foi. Agora fica quieta que o professor chegou.

Já era 9:05. A aula de ciências terminava as 10. Até que foi divertido. Nós fizemos uma brincadeira em que só podíamos falar em forma de desenho. E também fizemos uns exercícios no caderno para entregar. Quem não tinha terminado ( tipo eu ) , deveria entregar na quinta, já que temos aula de ciências segunda, terça e quinta.

Eu e Helena fomos até os armários e pegamos o material de português. Tivemos a aula que terminava as 11, e fomos aos armários de novo para pegar o material de geografia. Nós ficamos fazendo um exercício no caderno usando um mapa. Quando finalmente acabou a aula ( que já tava me dando sono ), vi que era 12:00: hora do intervalo. Estava morrendo de fome. Queria almoçar logo.

Meu almoço foi: arroz, feijão, frango e salada. E de bebida, suco de maracujá. Eu e Helena fomos até uma mesa vazia e começamos a almoçar. Quando terminamos, resolvi fazer minha lição de ciências. Deu 14:00. Até as 16:00, iria ser aula de matemática. Peguei meu material e me sentei com Helena. A professora chegou,e todo o barulho que tinha acabou.

– Boa tarde alunos! Bom, hoje iremos fazer uma atividade, por isso pedi para trazerem somente o estojo. Irei mudar as duplas.

A professora foi mudando e eu estava achando que iria ficar com a Helena mesmo. Só que aí a professora falou quem seria minha dupla, e eu fiquei em choque: se você pensou no Rafael ou na Larissa erraram. Mas se pensaram na Bianca...parabéns! Você acertou.

A professora entregou uma folha para cada dupla e começamos a fazer.

– Aii, não acredito que a professora colocou nós duas juntas. Mas tudo bem. E então Alininha, o que eu irei fazer? — ela disse com um tom meio falso na voz.

– Bom, são 30 contas. Portanto, você faz as 15 primeiras e eu faço as 15 últimas.

– Pode ir fazendo, porque eu só vou fazer depois.

– Como assim ''só vai fazer depois''? — eu já estava ficando nervosa com ela.

– Presta atenção. Aqui na folha tá escrito que quem não terminar hoje, pode terminar amanhã. Portanto, vou fazer no meu quarto na calculadora. E você também vai, não é? — ela disse com um sorriso.

– Não. Eu vou começar aqui. Eu posso até terminar no meu quarto, mas eu não irei fazer na calculadora.

– Mas por que não? A calculadora dá o resultado exato. E não precisa de conta nessa atividade. Se você fizer na sua mente, você pode errar e a gente não vai tirar um 10,0. E eu quero tirar um 10,0. Portanto, se a gente não tirar um 10,0, a culpa irá ser toda sua e dessa sua mente.

– Mas eu confio na minha mente. Eu faço as contas com calma.

– Você quem sabe Alininha. Mas se as minhas estiverem certas, e as suas erradas, algo irá acontecer com você. E não vai ser algo bom. Agora se me dá licença, cansei de conversar com você. Não converso com pessoas tolas. Acho que vou dar uma lixadinha nas minhas unhas.

E foi isso mesmo que ela começou a fazer. Comecei a fazer algumas contas, e vi que elas demoravam muito e eram muito difíceis. Não queria falar isso, mas não tive escolha.

– Olha Bianquinha — já que ela vive me chamando de Alininha, resolvi chamá-la de Bianquinha. Mais só agora — você me convenceu. Eu irei fazer na calculadora.

– Aaaaaaai, minha amiguinha. Viu como é bom me escutar?

– Mas eu só fiz isso porque as contas são grandes e difíceis. E também porque eu tenho muito mais o que fazer de tarde, em vez de ficar fazendo conta.

– É isso aí. Eu também tenho muita coisa a fazer. Sou uma garota muito ocupada, sabe?

– Você tá falando assim comigo como se eu fosse sua melhor amiga.

– Mas eu quero ser sua amiga. Eu irei ficar bem popular com você ao meu lado. Não sei se você sabe, mas vários garotos te acham linda e maravilhosa. E você deveria aproveitar, em vez de ficar com meu namorado!

– Mas eu não estou ficando com seu namorado. O Rafael é apenas meu amigo!

– Bom que seja só isso mesmo, porque ele já tem dona. E aliás, eu tenho que ver para acreditar. E o que eu estou vendo e várias outras pessoas também é você querendo ficar com ele. Mas se não for assim, talvez a gente pode ser BFFs. O que você acha?

– Ah, sei lá. Primeiro você vem falar comigo como se eu fosse sua inimiga; agora você tá com papo de BFFs. E aliás, eu já tenho uma grande amiga, que é a Helena.

– A nerd? Haha me poupe.

– A Helena não é nerd.

– É que você entrou agora no colégio Alininha. Mas quando as matérias começarem pra valer, você vai conhecer o lado nerd da Helena. Sempre que tem uma pergunta, ela tá lá com a mão levantada.

– Mas eu não tenho nada contra os nerds. Por acaso você tem?

– Não..claro que não! Mas ela teve muita sorte. Ela não tinha quase nenhum amigo antes de você chegar.

– Eu não to nem aí. A Helena vai continuar sendo minha amiga mesmo ela sendo nerd, rockeira, gótica ou sei lá o quê. Ela está sendo verdadeira comigo.

– Por enquanto né? Porque depois...

– Chega! Para de falar dela. Por que a gente não fala sobre você?

Neste exato momento, o sinal tocou.

– Nossa, que pena. Eu adoraria falar sobre mim, mas o sinal tocou, as aulas acabaram por hoje. Que tal outro dia, não é? Beijos Alininha, depois a gente se fala.

Foi quando a coisa mais bizarra aconteceu: ela me abraçou como se fôssemos melhores amigas que não se viam praticamente nunca. Não é por nada não, mas acho que ela está sendo bem falsa comigo. Voltei ao quarto e vi que Helena já estava lá.

– E aí, como foi sua aula de matemática com a Bianca? — ela perguntou rindo.

– Foi muito bizarra! Sério! Ela estava me tratando como se fôssemos melhores amigas — disse arrumando meu cabelo — Ela até me abraçou quando o sinal tocou!

– Não acredite nesse papinho dela. Ela está sendo super falsa com você. E em falsidade, ela é mestre. Portanto, fica de olho nela. Acredite em mim. Experiência própria.

– Ela já fez algo parecido com você?

– Não interessa. Mas enfim..a minha aula foi até legal.

– Quem era aquela menina que estava em dupla com você?

– Era a Nicole. Ela é super legal. Eu já tinha falado com ela algumas vezes antes de você chegar aqui no colégio.

Nesse momento, alguém bateu na porta.

– Deve ser a diretora. Eu abro — disse a Helena.

Quando ela abriu, vi que era a Bianca. Só fiquei observando as duas conversando.

– Oi nerdzinha. Tudo bom com você? — Bianca disse com um sorriso.

– Estou bem, mas meu nome não é esse.

– Sério? Nossa, que pena. Então eu esqueci seu verdadeiro nome. Poderia me dizer?

– Não. Mas eu acho que eu esqueci seu nome também. Você poderia me dizer?

– É claro. Não sou mal educada igual você. Meu nome é Bianca. Nome lindo, não acha? — ela disse mexendo em seus cabelos.

– Sério? Então acho que você está enganando todos, porque seu nome é piranha, não é?

Estava me controlando para não rir. Não só do que a Helena disse, mas da cara da Bianca. Estava muito engraçada!

– Está bem Helena — a Bianca disse. Acho que ela não gostou do que a Helena tinha acabado de falar — A Alina está?

– Está sim. Mas ela não quer falar com você.

Sei que a Helena estava meio que me protegendo, mas eu não tinha dito nada disso.

– Pode deixar Helena. Eu tomo conta da Bianca — disse fechando a porta para conversar com a Bianca, enquanto Helena me olhava brava e ia sentar em sua cama — E aí Bianca? O que você quer?

– Nada de mais. Só quero saber se nesse final de semana você vai para algum lugar — ela disse sorrindo.

– Na verdade sim. Irei para minha casa. Por quê?

– É que eu ia te convidar para ir ao shopping comigo. Mas pelo jeito não vai dar — ela me olhou com uma cara triste. Me lembrei do que a Helena disse sobre a Bianca e sua falsidade.

– Pois é. Mas por que você não convida outra pessoa?

– É que a maioria das pessoas vão para suas casas nos finais de semana.

– Hm..por que você não convida a Helena? Ela não vai para a casa dos pais dela nesse final de semana.

– A HELENA? — ela disse gritando — Não. Eu não vou levar ela. Eu nunca vou levar ela para sair comigo em qualquer lugar que seja. Eu odeio ela e... — antes de completar a frase, parece que algo passou na mente da Bianca, que rapidamente mudou de ideia — Quer saber? Esquece o que eu acabei de dizer. Vou convidar a Helena agora mesmo. Pode me dar licença para eu entrar em seu quarto? — ela disse com um sorriso. Isso foi muito bizarro.

– Claro! — eu disse com um sorriso falso na cara.

A Bianca entrou no quarto, e se sentou na cama da Helena, começando a falar com ela de um jeito bem meigo.

– Oi Heleninha. Então...que tal nós duas írmos no shopping nesse final de semana? O que você acha?

– Nós duas? Shopping? Haha me poupe. Nós nos odiamos. Por que você vai me convidar para ir com você enquanto você pode ir com quem quiser? Eu te conheço muito bem, Senhora Falsidade — parece que Helena conhece algo da Bianca que ninguém mais sabe.

– Fica quieta, sua inútil! — ela disse bem baixo que quase não deu para eu ouvir — Eu sei que nós nos odiamos. Não sou bobinha igual você. Mas é que eu não gosto de ir sozinha no shopping. É tãão chato. Por isso eu vim te convidar. Não vou fazer nada de ruim com você. É só um passeio. E se você aceitar, pelo menos finja que somos um pouquinho...amigas. E aí? Você topa?

– Hm..topo! Mas só para descobrir qual é a sua intenção, porque eu sei que você queria ir com a Alina.

– Idiota! Até sábado Heleninha. Tchau Alininha meu amor — então ela me abraçou. De novo! E foi embora.

– Meu Deus! Não sabe nem fingir — Helena disse meio estressada.

– Hahaha! Boa sorte '' Heleninha '' — eu disse imitando a voz da Bianca.

– Obrigada. Mas eu não sou boba como ela disse. Mas eu vou te avisar outra vez Alina: fique longe da Bianca! — ela disse e foi para a biblioteca. Como eu estava sem nada para fazer, resolvi ir também. Mas antes de eu sair do quarto, alguém desligou a luz e trancou a porta.

Notas finais
Gostaram? Não deixem de comentar. Descobriram o nome que eu falei nas notas do capítulo? O que acharam da Bianca nesse capítulo? Vcs acham que a Helena sabe algo da Bianca? E quem será que trancou a Alina no quarto? Comentem pfv, e até o próximo capítulo!