Um novo amor

9 Capítulo 08 —


Notas iniciais
Mais um capítulo *--* (Infelizmente já tô tendo ideias para o ULTIMO capítulo, felizmente talvez ele demore um pouquinho mais ^^). Ele já estava pronto, mas eu mostro primeiro para as minhas amigas. Elas me ajudam nas ideias e erros que o capítulo contém! Espero que gostem *--* Boa leitura!

Ryosuke POV.

Na noite anterior, quando a Nagisa segurou a minha mão, ela realmente me machucou, mas eu não me importei. Quando eu percebi que ela inconscientemente estava me encarando, eu também não me importei. O que importava era o que ela estava fazendo, mas não importava como.

Quando eu fui “obrigado” a ensiná-la à andar de bicicleta, eu comemorei, mas não fazia a mínima ideia de como ensinar alguém a fazer aquilo. O Atsushi disse que eu havia ensinado à peste do meu irmão mais novo à andar de bicicleta, mas foi ELE e não eu.

Então, quando fui ensiná-la, percebi que estava com minha personalidade verdadeira. Rindo muito e tirando onda de tudo — e eu não queria que ela percebesse que eu sou igual a ela —, eu estava à vontade, e aproveitei isso.

Mas, quando eu soltei-a e vi que ela já estava andando normalmente, sorri orgulhoso de mim e dela. E então vieram os momentos de pânico. Uma mulher idosa entrou na frente da Nagisa, e ela teve que desviar bruscamente da mulher, fazendo a bicicleta cair e ela bater a cabeça em um banco de concreto.

Eu cheguei perto dela e comecei a tentar acordá-la. Eu estava desesperado.

— NAGISA! —comecei a chacoalhá-la, desesperadamente— Nagisa sério! Acorda, por favor! — percebi que estava chorando e algumas lágrimas caíam no rosto dela, tratei de limpar tanto as minhas quanto as que haviam caído. — Yamano! Responde, por favor!

Várias pessoas se reuniram no local, eu liguei para a Yuuka, que veio muito rápido. Ela ligou para a ambulância e não perguntou nada sobre a minha cara de choro. A ambulância chegou e eu e ela fomos até o hospital. Ela avisou ao Atsushi o que havia acontecido. A Yuuka mandou eu ir para casa e depois voltar.

Cheguei em casa, péssimo. Minha mãe perguntou o que havia acontecido, e ganhei um abraço do meu irmão mais novo. Expliquei à ela que, uma ‘amiga’ minha havia sido nocauteada por um banco de concreto, e que eu estava ensinando-a a andar de bicicleta, e agora a garota estava no hospital.

— Você gosta dela. — ela disse, sem mais, nem menos — Tá escrito no seu rosto.

— O quê?!

— Ai que fofo Ryosuke! É aquela Yamano Nagisa? Aquela garota tem cara de ser muito legal! Você está todo corado, filho!

Ela não estava ajudando muito, só piorando.

— Eu vou tomar banho e ir para o hospital, ficar com ela, ok? — falei, meio irritado e constrangido pela minha mãe se meter naquele assunto.

— Kouha Ryosuke, permaneça sentado nessa cama, até segunda ordem. — ela falou, com tom muito autoritário. — Sabe, essa é o que... a segunda vez que você gosta de uma garota de verdade! Eu quero saber sobre ela! Eu sei que você chorou quando ela caiu — gelei, eu realmente estava com cara de choro? — e que você quer ir o mais rápido possível para aquele hospital, mas você vai me contar tudo! TUDO SOBRE VOCÊ E ESSA GAROTA!

E eu contei. Desde o dia em que nos conhecemos — e que passamos a nos odiar —, omiti os segredos dela (eu gostava de saber que era o único que sabia do problema com seus pais), mas disse que ela me contou coisas importantes sobre sua vida, porque queria desabafar com alguém, e que dali já havia algo diferente. Contei sobre quando eu fui para a sorveteria com a galera, quando eu vi o capitão tentando beijá-la, quando eu a beijei, sobre a briga que ela teve com a vizinha da gente — a Mishiya — e que ela pegou na minha mão, me encarou na praça, até a parte em que eu me desespero quando vejo ela desacordada.

Minha mãe abriu um sorriso maior do que o rosto. Fui tomar banho, e quando me arrumei, ela estava cozinhando.

— Você não precisa vim para o jantar hoje, Ryosuke, você é o acompanhante da Nagisa, vai dormir lá.

— Ok mãe — peguei meu casaco e dei um beijo na bochecha dela — Obrigado.

* * *

Senti alguma coisa mexendo suavemente no meu cabelo. Quando eu cheguei a Nagisa ainda estava desacordada, então fiquei conversando com o Atsushi e a Yuuka. A Yuuka estava feliz — o que eu não entendi — e o Atsushi dava sorrisos maliciosos para mim — esses eu entendi e não gostei. E, peguei no sono quando estava lendo.

Olhei para o lado meio sonolento. Era... de madrugada? Estava claro, mas não estava claro mesmo. Supus ser cinco ou seis horas da manhã. Me levantei, e então vi a Nagisa. Estava acordada e mexia no livro que eu estava lendo mais cedo.

— Nagisa? — ela me olhou e soltou o livro.

— Por que eu estou aqui? — ela viu que eu estava confuso — Quer dizer, eu estou com o cabelo preso e tem uma faixa cobrindo boa parte da minha cabeça. E dói muito. O que está acontecendo?

— Você caiu a bicicleta e bateu a cabeça. Eu tentei te acordar, mas você havia desmaiado então eu liguei para a Yuuka e ela ligou para ambulância. Por isso você está aqui.

Ela se encostou ao travesseiro, deitando, e então eu percebi que (a) ela estava mexendo sim no meu cabelo e (b) tinha um aparelho que lê as batidas do coração.

— Ah cara! Que legal! — falei do nada, e ela se assustou, o batimento dela subiu um pouco.

Aquilo era muito legal.

Nagisa POV —

O Ryosuke dormiu aqui no hospital. Eu tenho uma leve impressão de que ele se sente culpado pela minha queda. Antes de ele acordar, eu fiquei mexendo no cabelo dele, que estava meio molhado ainda e é muito macio.

Peguei um livro dele e comecei a ler. E então ele acordou, me explicou o que tinha acontecido e percebeu que tinha um eletrocardiograma conectado em mim.

Ele para ver, ficou quase em cima de mim (que estava deitada), e ficou apontando para a máquina. Era constrangedor, porque, à medida que ele se aproximava de mim, meu batimento ficava mais rápido, e ele percebeu.

O Kouha parou, e olhou a máquina. Meu batimento estava muito alto. Ele me olhou, eu estava muito, muito constrangida e meu rosto deveria estar vermelho, mas muito vermelho. Ele foi se aproximando de mim e do meu rosto — eu esperava que fosse apenas para verificar se meu batimento cardíaco estava alto por causa dele, mas ele estava a ponto de me dar um beijo —, mas foi interrompido pela enfermeira que entrou no quarto.

Ela sorriu ao ver aquela situação bastante... Sem palavras para descrever. Ela mandou o Ryosuke sair do quarto, pois ela teria de fazer exames em mim, e ele pareceu irritado.

Eu sorri ao vê-lo assim. Mas, claro, a enfermeira não percebeu.

Ryosuke POV —

Maldita hora em que a enfermeira ousou entrar naquela enfermaria! A Nagisa estava com os batimentos cardíacos altos por minha causa, e aquilo era o máximo! Mas aquela filha da mãe da enfermeira chegou na melhor parte para estragar tudo. Ao menos agora, eu sei mais algumas coisas em relação à Nagisa...

Quando eu saí, fui para a lanchonete do hospital. A Yuuka e o Atsushi estavam lá conversando e eu fui para a mesa deles. Os dois olharam para mim e sorriram.

— Ryosuke-kun! — a Yuuka disse com um sorriso maior do que o rosto. Cumprimentei os dois e ficamos conversando. Os dois estavam muito felizes.

— E então... Você e a Nagisa... — o Atsushi sorriu e então eu entendi o porquê deles estarem tão sorridentes — Você já sabe se ela gosta de você?

Balancei a cabeça negativamente. Os dois ficaram desapontados. Eu não fazia a mínima ideia se a Nagisa gostava de mim. Havia várias coisas que me faziam suspeitar. Como ela ter corespondido o beijo, ter pegado na minha mão umas duas vezes, ficar me encarando e ter um ataque de ciúmes — sim, eu considero aquilo ciúmes — em relação à Mishiya, ela ter mexido no meu cabelo enquanto eu dormia, e, por fim, os batimentos dela no eletrocardiograma... Mas, nada concreto.

Depois de algum tempo, nós fomos para o lugar onde a Nagisa estava e ela ficou feliz em ver os amigos ali — menos eu, porque eu já estava lá. Eles passaram algum tempo, e depois foram embora. Eu teria que dormir com ela, no hospital. Coloquei o meu casaco, que serviria de cobertor, e ficamos conversando sobre coisas idiotas, até que ela caiu no sono.

Eu a cobri e me arrumei na poltrona sofá que havia no local e fiquei olhando-a até adormecer. E então eu acordei com um barulho de choro. Arregalei os olhos e olhei para todos os lugares ao redor, mas o choro era da Yamano.

— Nagisa? — perguntei, olhando-a. Ela me olhou, com os olhos cheios de lágrimas e chorou ainda mais. — Ei! O que foi?

— E-eu... Não aguento mais, Ryosuke! — ela disse chorando mais ainda. Ela se levantou e ficou sentada na cama. O rosto dela estava gelado. — Meus pais... Estão cada vez piores. Estão... Se separando. Brigando por mim! E antes eu não sabia!

— Nagisa, calma. — falei, ela chorava cada vez mais e eu não sabia o que fazer para ajudar, meus pais não vivem brigando! A fiz contar à mim tudo, tudo mesmo. E ela fez isso.

— Teve um dia, que o Kazumi tentou me beijar — ah, isso eu sabia, e não gostei dela ter lembrado isso, mas era um bom motivo — E nesse dia, eu cheguei preocupada em casa, pois tinha visto alguém ver tudo o que tinha acontecido. Foi... Um dia antes de você ter... me b-beijado... — ela corou e eu sorri disfarçadamente, me lembrando da cena — Enfim, quando eu fui me deitar eu comecei a ouvir gritos de briga e coisas se quebrando... Eram os dois, brigando novamente, só que dessa vez pela minha guarda... Ryosuke... eles estão se divorciando e não me contaram nada.

Enquanto ela me contava, eu tinha a maior certeza de que as palavras que ela dizia estavam sendo difíceis. Ela falava como se estivesse vivendo aquele momento agora, e estava desesperada, chorando.

— E então, a minha mãe, disse algo como “Eu não quero perdê-la, como aconteceu com o Natsu”.

— Quem é Natsu? — perguntei.

— Eu não sei! — ela chorava mais ainda — Talvez eu tenha tido algum irmão, ou algo do tipo que sumiu! Ryosuke! O-oque eu vou fazer?! — ela estava chorando muito. Eu sabia que ela não gostava de parecer fraca, mas ela estava, novamente, tão frágil... Eu me senti com a obrigação de protegê-la, mas como? Naquele momento, a única coisa que eu encontrei foi abraçá-la.

Abracei-a, enquanto ela, que chorava também me abraçou. Não me importava se eram quatro ou cinco horas da manhã.

— E-eu... Não sei o que fazer... — ela disse. Sua fala saiu meio abafada, já que ela estava muito próxima à minha camisa — E... Eu sei que você também não sabe o que me dizer... Mas, obrigada, Ryosuke. — ela me abraçou mais forte e eu sorri, dando um beijo na testa dela (muito rápido, na verdade).

Dessa vez, eu enxuguei as lágrimas dela e fiquei mexendo no cabelo dela até dormir.

Notas finais
MDS QUE CAPÍTULO FOFOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO cof cof - limpa garganta -, enfim, já estou fazendo o próximo capítulo e eu não to com muitas coisas pra falar aqui '-' Então tchau pessoas lindas do meu kokoro