Um novo amor

7 Capítulo 06 —


Notas iniciais
Me desculpem pelo atraso, sério! Eu não tenho muito o que postar aqui, só pedir desculpa pra vocês que acompanham a história mesmo e dizer que amo muito vocês

Nagisa POV.

Eu cheguei à casa cansada e exausta. Aquela sombra era, claramente, uma pessoa. Agora, quem, exatamente, era ela? Ela me deixaria em paz? Era alguma fanática pelo Kazumi? Algum outro aluno do colégio?

Ah... O Kazumi.

Ele não é uma pessoa na qual eu imaginei. Não mesmo. Ele parece àqueles galãs de filmes para adolescentes, que a protagonista sempre se apaixona, achando que ele é as setes maravilhas do mundo, e no final, é sempre um idiota.

Mas eu não sou apaixonada por ele, então mais um ponto para mim e isso é mais um ponto para mim.

Fora isso, havia a Mishiya. Isso havia sido ontem, mas mesmo assim eu lembrava perfeitamente do momento. “Saia de perto do Ryosuke-kun”. Era praticamente impossível. Da minha parte, e da dele. Nós nos odiávamos, mas, sinceramente, nos marcamos, durante nossas brigas. Ele não se esqueceria de mim tão fácil. Nem eu dele...

Eu não queria me torturar com o que sei lá aconteceria no dia seguinte, então para afogar os meus pensamentos torturantes, fui tomar uma ducha. Embora eu quisesse, os meus pensamentos não eram levados pela água do chuveiro. Meus problemas iriam continuar mesmo depois de um banho lento e demorado. E a conta de luz também iria aumentar, o que não seria legal.

Logo após meu banho, coloquei meu pijama. Olhei-me de frente ao espelho. Aquele pijama... Eu havia usado ele para encontrar o Kouha na praça, no dia do cinema. Foi lá onde tudo aconteceu... Quando ele, infelizmente, descobriu o meu lado ridículo. O meu lado “obscuro”. O meu lado frágil. Praticamente me joguei na cama depois disso, e quando eu estava tentando dormir, ouço barulhos altos. Pessoas gritando. Meus pais brigando mais uma vez.

— Saia daqui! SAIA! Você nunca vai tomá-la de mim, Akemi! — Ouço um barulho frequente de choro — A justiça não deixará a Nagisa ficar com uma mulher louca que saí quebrando tudo por aí!

Eles estavam lutando por mim! SEM SABER O QUE EU QUERO? Sem nem ao menos perguntar o que eu acho?! Uma raiva absoluta tomou conta de mim. Eu não queria escutar aquilo.

— Você não pode! ELA É MINHA! MINHA! — ela gritava cada vez mais alto. Calem-se! Calem-se, pensei apavorada — Eu já perdi o Natsu! E-eu... Eu não quero perdê-la também!

Natsu? Quem é Natsu?! Eu me sentei na cama. Não aguentava ouvir aquilo. Como assim “Já perdi o Natsu’’”? Eu me apavorei. O que era aquilo? Eu comecei a chorar muito, mas não saia nem um som, o que era ótimo, pois eu não queria que eles soubessem que eu estava chorando. Eu não sou frágil. Eu não posso ser frágil.

* * *

Eu acho que estava cansada demais ou minha mente que achou um jeito de fugir daquela situação. E o jeito foi dormir. Apagar. Eu senti uma última gota cair em meu rosto e esquentar por completo meu ser. Eu estava fria, meu coração estava frio, mas meu rosto estava quente. As lágrimas esquentaram.

— Ryosuke POV —

Eu não falei com a Nagisa. Na verdade, eu falei bem pouco com ela depois desses dias. Depois de que eu pensei que falar com ela sobre algo “novo” acontecendo em mim – que tem a ver com ela – eu, simplesmente, não fiz nada.

E ontem... Eu vi coisas que preferia não ter visto. Mas também vi coisas legais, como um filme na televisão e... a Nagisa rejeitando o Kazumi. Foi bem legal de se ver, mas mesmo assim, alguma coisa me deixou com raiva. De quem? Da Nagisa e do Kazumi! Incrivelmente mais da Nagisa, do que do capitão.

Quando eu estava no colégio, ouvi alguém me chamando.

— Ryosuke! — alguém havia me chamado, e quando virei, era o Kazumi.

— Que é? — perguntei, irritado. O Kazumi estranhou, afinal, para ele eu era um ser sorridente, amigo de todos, que nunca sentiu raiva. Mas óbvio que ele não sabe que (a) eu o vi tentando beijar a Nagisa, (b) que eu estou com raiva.

Não haveria treino de vôlei à tarde, mas de todo jeito ele estava com a bola.

— Onde está a Nagisa? Eu... Quero falar com ela! — ele disse sorridente. Uma raiva tremenda tomou conta de mim. Fiquei com vontade de dar um soco na cara dele, mas como ele não sabia que eu tinha visto aquela cena toda, fiquei quieto — Ela é bem legal, e muito linda, não é?

Eu devo ter feito a pior reação do mundo. Como se tivesse levado uma tapa, ou uma facada na barriga, mas ele não havia percebido, e então eu falei que não sabia. Fui atrás do Atsushi.

— Fala, Ryosuke! — ele disse com um sorriso no rosto. Meu amigo é tão retardado.

A Nagisa e a Yuuka estavam lá também, conversando felizes. Apoiei-me na parede, olhando para as duas, com as mãos no bolso, observei de longe a Nagisa. Enquanto a Yuuka falava alguma coisa (que pelo visto para ela não era nada interessante), ela olhava para o chão e o sorriso desaparecia.

E ela poderia não se lembrar, mas eu sabia que havia algo errado.

Mas eu estava com raiva dela, estava irritado com a situação que eu vi ontem, e não fui falar com ela, porque eu ainda tenho orgulho, e por causa disso, ignorei ela completamente.

Eu a vi algumas vezes olhando para mim, mas, eu não olhava para ela, e só conversei com a Yuuka, com o Atsushi, a Mishiya e com outros meus outros colegas e, por incrível que pareça, ela percebeu e não veio falar nada.

— Ryosuke! — a Yuuka veio falar comigo, enquanto eu estava saindo do vestiário, com a roupa do vôlei — Você está ignorando a Nagisa?

Me surpreendi com a pergunta dela, não por ser a maior das verdades, mas por ela ter sido tão direta no assunto, algo que eu nunca tinha visto.

— Não. — menti e depois sussurrei mais para mim, do que para ela — Ela possui mais segredos do que você imagina. — ela me olhou de um jeito estranho, sem entender aquilo, e ignorando-a, fui até a quadra jogar; a Nagisa estava lá, e o Kazumi estava falando com ela.

Irritado, peguei uma bola e saquei tão forte que fez um estrondo que ecoou pela quadra inteira, fazendo todos que estavam ali me olhar assustados, inclusive o ‘casalzinho’ de plantão. E então eu entendi o óbvio: eu não estava com raiva, eu estava com ciúmes, o que é algo que eu não tenho com frequência.

Depois de ter entendido, fiquei com mais raiva ainda, mas felizmente não descontei na coitada da bola, que não tinha culpa de nada. Ninguém voltou a olhar para mim, e eu voltei a treinar meus levantamentos e saques com o resto do time.

Quando as atividades do clube acabaram, eu estava quase indo para casa, uma garota de cabelo meio comprido, olhos castanhos fixos no chão, e que quando eu saí do vestiário — isso não já aconteceu hoje mais cedo? — ela veio falar comigo.

— Ryosuke... — ela falou olhando para mim — eu quero falar com você.

— Fale.

— Não aqui! — ela falou meio desesperada olhando para os outros garotos e garotas que passavam por ali, então me levou para um lugar longe de pessoas, e meio constrangida começou a falar — Quando eu disse para você voltar a me odiar, eu não esperava que você levasse isso tão a sério! É estranho você me ignorar, já que sabe o que acontece comigo! E você fica... Me ignorando... É muito estranho, você já é um amigo para mim!

— Você me manda te odiar, e acha estranho que eu te ignore? — falei rindo e ela corou. Então eu me lembrei, que, a uns dois dias atrás, eu deduzi que gostava dela, e que iria falar com ela. Então, criando coragem, falei tudo o que eu tinha que falar.

— MAS O ESTRANHO É JUSTAMENTE ISSO, KOUHA! — ela gritou, muito antes de eu falar o que tinha que falar — Eu queria que você me ignorasse, como fazia antes, só que agora eu não estou mais certa sobre isso! Eu... Eu só quero uma resposta.

Aquilo foi tudo. Eu não precisava dizer, nada, e enquanto ela me olhava, eu segurei a sua mão e puxei-a mais perto de mim, dando-a um beijo. Ela também segurou na minha mão e, incrivelmente, correspondeu.

— Eu gosto de você, Nagisa — falei, ainda segurando a mão dela, que além de estar muito corada, me olhava nos olhos, um pouco assustada, e dando um sorriso bobo e torto para ela — E, mesmo que pareça fácil dizer que eu gosto de você, quando você aparece na minha frente, minha personalidade desperta e se torna o meu maior obstáculo.

Ela ficou sem reação, e soltando a minha mão ficou me olhando — provavelmente pra saber se eu estava ou se não estava tirando onda com a cara dela —, e depois de perceber que eu estava falando sério, foi se afastando de mim, mas ainda olhando para mim e andando de costas, pegou a mochila e começou a correr.

O que foi que eu acabei de fazer?

Notas finais
Só que, provavelmente, sem beijo. Afinal, é agora que o casal começa a se juntar mais, porque antes era um chamando o outro de idiota *3* Ah sim! Uma frase que eu esqueci de colocar na história a frase mais importante que eu tirei do mangá Tonari no Kaibutsu-kun - Eu me inspirei no Sasayan e na Natsume para fazer o Ryosuke e a Nagisa *u* por isso a capa da história! ''Só se pega na mão de uma pessoa quando se gosta muito'', sério, eu achei essa frase perfeita, porque é um fato. Até o próximo capítulo *u* E gente, o que foi isso no começo? A Nagisa... Natsu? QUEM DIABOS É NATSU? PORQUE ELE NÃO APARECE NA HISTÓRIA? ELE ESTÁ VIVO? COMO ASSIM PERDEU? veja sexta, no globo repórter.