Notas iniciais
Mais uma parte da história, espero que esteja gostando, boa leitura.

– Francamente. – Felicia disse se levantando, ela pegou o meu braço e me puxou para fora do apartamento.

Felicia me levou até a sala de jogos do Hotel, era enorme e tinha todo tipo de jogo, eletrônico, de tabuleiro, de cartas, de mesa e muitos outros.

– Já que você não treinou hoje, vamos fazer um aeróbica no Kinect. – Felicia me disse.

Eu levantei uma sobrancelha.

– Ah é foi mal, Kayque, te apresento o Nintendo Wii, o Xbox 360, o PS3 e etc. – Ela disse me apontando os videogames.

Fizemos o exercício de aeróbica e fomos para a academia do Hotel, eu só iria me alongar, correr na esteira e usar a bicicleta já que fazer exercícios com pesos não iria adiantar nada, simplesmente por fazer só isso alguns garotos riram da minha cara.

– Eu prometi a Luke que não faria isso, mas vou ter que fazer esses moleques quebrarem a cara. – Eu disse para Felicia.

Ela sorriu.

– Vai nessa tigrão. – Ela disse e me deu um tapa na bunda.

Eu fui mais para perto deles e vi que peso eles carregavam, 10 kg, eu senti pena deles, peguei dois pesos de 20 kg e comecei a socar o ar segurando eles como se não tivesse peso algum, eu olhei para o peso com desdém e olhei para eles, fiz menção ao peso indicando “Isso está leve, quer pra você?”, eu guardei os pesos e fui para outra maquina, estava escrito na placa, “Supino Barra” coloquei 50 kg de cada lado e levantei como se fosse nada, enquanto os garotos não sabiam onde enfiar a cara Felicia ria, eu passei por eles com um sorriso sem dentes no lado do rosto, eles olharam todos para direções opostas, eu pus o meu braço direito ao redor dos ombros de Felicia e saí.

– Cara, muito engraçado o que você fez, mas você está abusando do seu poder. – Ela disse.

– Desculpe, fui esparro a vida inteira, poder finalmente ganhar em alguma coisa é ótimo, mas é a ultima vez que vou fazer isso. – Eu falei.

– E eu sou a Viúva Negra. – Ela disse.

– Séria ótimo se você fosse, eu iria andar com uma super gata. – Falei.

Felicia deixou claro no olhar que não gostou.

– Eu também adoraria sair com o James. – Felicia retrucou.

– Touche. – Eu me rendi.

Nós subimos para assistir TV (Ninguém é de Ferro... Só o Tony Stark). Depois de mofar o resto do dia, fomos jantar, e depois o professor Edwards me deu uma aula, mas foi “A Aula” por que eu deixei um dia passar em branco, eu fui com a cabeça girando para a cama, Felicia desarrumou o meu cabelo e foi se deitar, eu fiz o mesmo.

Na manha seguinte acordei, mas Felicia não estava na cama, nem na sala, nem na cozinha.

– Felicia foi para casa? – Perguntei para Jess que estava na cozinha.

– Ah sim, a mãe dela a chamou para conversar. – Jess me respondeu, eu posso parecer egoísta, mas eu queria que Felicia passasse o dia comigo.

Eu passei pela frente da sala, mas não liguei a TV, fui direto para o quarto, vesti uma roupa e peguei minha carteira, eu decidi sair pra algum lugar, sozinho, “Acho que estou sendo grudento demais, tenho que dar um tempo para ela”, pensei. Saí do hotel, fazia uma linda manha de sábado eu não tinha tomado café, então fui até a cafeteria mais próxima, uma bela garçonete me atendeu quando eu entrei, ela parecia um ano mais nova do que eu, devia estar fazendo um estagio ou sei lá, ela sorriu para mim.

– O que deseja? – Ela perguntou.

Se eu fosse um larapio eu diria “Só você já é o suficiente”, mas como sou educado pedi.

– Um café expresso com açúcar e creme, com uma bandeja de rosquinhas doces. – Pedi.

– Trago em um minuto. – Ela disse.

– Não tenha pressa.

Eu esperei um pouquinho e a garçonete me trouxe o que eu pedi.

– Aqui está, você é novo por aqui? É que nunca te vi aqui por perto. – Ela me perguntou.

– Eu moro com meus pais adotivos no hotel ao lado, meu nome é Kayque. – Eu me apresentei.

Como não tinha quase ninguém na cafeteria, a garçonete se sentou para conversar comigo.

– Eu sou Ophelia, prazer em conhecê-lo, você era órfão? – Ela perguntou.

– Digamos que garoto de rua é o termo certo. – Falei.

Eu contei um pouco da minha história, ela fez uma expressão igual a de Felicia quando contei a história a ela.

– Nossa, que coisa horrível. – Ela disse demonstrando que estava chateada, ela pôs a mão dela por cima da minha.

Eu ia falar alguma coisa, mas fui interrompido pela porta da cafeteria se abrindo de forma violenta, Felicia entrou zangada e quando me viu ali com Ophelia ela hesitou e depois parecia que ia soltar fogo pela boca.

– O que você pensa que está fazendo? – Ela perguntou irritada.

– Dando uma volta. – Eu disse calmo.

– Sem mim? – Ela perguntou indignada.

– Bom é que eu pensei que...

– E ainda por cima por cima rola o maior clima com outra garota. – Ela disse olhando para a mão de Ophelia em cima da minha, ela recolheu a mão rapidamente.

– Me desculpe, mas você é a namorada dele? – Ophelia perguntou calma para Felicia.

– Não lhe dirigi a palavra. – Felicia a cortou com frieza.

– Ei Felicia calma aí, não tem nada de mais rolando aqui. – Eu disse para acalmar os nervos.

– Então é assim? Ótimo, pode ficar com a sua amiguinha aí! – Felicia disse e se virou, ela foi embora com raiva, mas pude perceber que também estava magoada.

– Desculpe Ophelia... – Eu comecei a me desculpar.

– Tudo bem, eu não entendi muito bem o que aconteceu por aqui, mas acho que foi minha culpa por pegar sua mão.

– Não tem problema, isso não é nada de mais. – Eu a poupei de desculpas. – Mas eu preciso falar com Felicia, bom conhecer você.

Ela sorriu para mim, eu deixei o dinheiro do café (que eu nem encostei o dedo) e voltei para o hotel, bati na porta do apartamento de Felicia e a Sra. Hardy atendeu.

– Felicia está aqui? – Perguntei.

– Está, mas duvido que vá querer ver você. – Ela alertou.

– Eu vou arriscar. – Disse entrando.

Eu bati na porta do quarto de Felicia.

– Vá embora Kayque, eu não quero ver você. – Ela gritou soluçando do quarto.

– O que diabos está acontecendo? – Eu perguntei.

Ela não respondeu.

– Abre a porta! – Eu pedi.

– Não! – Ela gritou.

– Sra. Hardy, não se preocupe, eu vou pagar a porta. – Eu disse olhando para a mãe de Felicia.

Eu soquei a porta e ela ficou em pedaços, Felicia estava sentada em cima da cama abraçando o gatinho de pelúcia que eu tinha dado a ela.

– O que foi Felicia? – Perguntei preocupado.

– Como você pôde sair assim? Sem me chamar. – Ela perguntou.

– Não me lembro de você ser a minha mãe. – Eu disse.

– Mas eu sou sua melhor amiga, você tem que me chamar quando quiser sair. – Ela falou como se fosse a coisa mais obvia do mundo.

Eu não acreditava no que estava ouvindo.

– Espera aí, aquele escândalo foi por que você teve ciúmes? – Perguntei indignado, ela não respondeu. – O que você está pensando? Que só você é minha amiga? Que só você pode me confortar? Que só você tem que ser a melhor de todas? Sabe como eu me senti agora a pouco? Como um cachorro em uma coleira, aquilo foi a coisa mais egoísta que já ouvi.

Eu me virei para sair, mas parei quando Felicia me abraçou quando eu estava de costas, ela deitou a cabeça em mim.

– Kayque espera, não vai, eu gosto muito de você, por isso fiquei zangada quando vi aquela garçonete com você. – Ela falou.

Eu me virei e abracei Felicia com força.

– Ela só estava tentando me confortar, igualzinho como você fez. – Eu respondi. – Tudo bem você sentir ciúmes, só não faça as coisas sem pensar antes.

– Acho que devo desculpas para ela. – Felicia disse.

– Ah deve mesmo, vamos mocinha, ou te boto de castigo. – Eu disse a ela em tom severo.

Nós descemos e fomos para a cafeteria, quando cheguei lá Ophelia hesitou nos atender, eu fiz sinal para ela, então ela veio em nossa direção.

– O que desejam? – Ela perguntou não fazendo contato visual direto com Felicia.

– Eu queria me desculpar com você. – Felicia disse a ela.

Eu reparei que o café e as rosquinhas que eu pedi continuavam na mesa, minha barriga roncou.

– Vocês podem conversar, eu volto mais tarde. – Falei a elas.

Fui correndo para a mesa e comecei a comer, Felicia e Ophelia se sentaram em outra mesa e começaram a conversar “Espero que eles não avancem uma na outra”, eu pensei, depois de um tempo eu terminei o café e fui sentar com elas.

– Já fizeram as pazes? – Perguntei.

– Já, e eu achei ela... demais. – Felicia disse depois de hesitar.

– Que bom, agora vamos voltar Felicia, juntos, não quero quebrar mais a porta do seu quarto. – Falei a ela.

Felicia sorriu, ela se levantou, ela fez um gesto para Ophelia e nos fomos embora, depois de sairmos ela agarrou o meu braço.

– Não se preocupe, eu não vou fugir. – Eu disse.

– Não é isso, é que seu braço é fofinho. – Ela disse encostando a cabeça no meu braço.

Não sei se encarava como um elogio ou uma critica por não ter um braço musculoso.

– Vou treinar depois do almoço, Luke já deve estar em casa. – Eu disse a Felicia.

– Eu vou com vocês. – Ela respondeu.

Eu e Felicia almoçamos com Luke, Jessica e Sandra.

– Aconteceu algo de interessante hoje? – Luke perguntou. – Por favor, digam que sim, minha manha foi um saco.

Olhei para Felicia, se ela não falasse eu também não falaria, ela só se voltou para o prato.

– Sinto muito Luke, não aconteceu nada. – Menti.

Luke pareceu desapontado, mas Jess me olhou fixamente nos olhos, ela viu que eu estava mentindo, achei que iriamos conversar mais tarde.

– Vamos treinar depois do almoço? – Perguntei a Luke.

– Claro, por que não? – Ele respondeu.

– Eu posso ir junto? – Felicia perguntou.

– Não – Jess intercedeu. – Quero bater um papinho com você.

Eu olhei para Felicia com cara que indicava “Ela não engoliu”.

– Tudo bem tia Jess, vou ficar para conversarmos. – Felicia disse a ela sorrindo.

Luke estava mais perdido do que cego em tiroteio, como ele era lento...

– Bom, acho que vamos indo então. – Eu disse a Luke para sair o mais rápido possível dali.

Nó fomos para a estação de trem, o treino de sempre, só que mais puxado, e Luke era ainda mais rígido com a minha postura, na hora do treinamento evasivo eu vi que tinha algo incomodando ele, pois ele jogava as esferas com tanta força que tinha certeza que se uma me acertasse na cabeça provavelmente ficaria sem ela.

– Espere Luke! – Eu pedi arrego.

– O que foi? – Ele perguntou.

– O que há de errado? Você está quase me matando aqui! – Eu falei.

Eu fui para perto dele e me sentei, ele fez o mesmo.

– Sei lá, eu estou meio entediado. – Ele disse. – O ataque do Destruidor e do Maça não teve graça, você acabou com eles, e Thor derrotou o Hood... Eu não tenho tido muita ação ultimamente.

– Está triste por não estar arriscando sua vida? Isso é a coisa mais estranha que eu já ouvi. – Eu disse a ele incrédulo.

– Não é o fato de arriscar minha vida, é que eu me sinto um velho, não tenho diversão há muito tempo... – Ela falou

– Sua diversão é só bater nos outros? Por que você não chama a Jess para sair? – Perguntei. – Por que vamos combinar, o relacionamento de vocês é o mais sem graça que eu já vi.

– Você acha? – Ele perguntou.

– Cara... O máximo que eu vi vocês fazendo é dar bom dia e um beijinho, tem que animar um pouco você não acha?

– Você tem razão, vou chamar Jessica para sair hoje à noite. – Luke disse determinado. – Mas quem vai cuidar de você?

– Luke... Eu venci o Maça sozinho, acho que não preciso de uma babá. – Falei a ele.

– Isso é o que me preocupa, e se você destruir a casa? – Ele perguntou.

Eu mandei um olhar desaprovador para Luke, ele só riu.

– Agora preciso falar com você. – Ele disse para mim. – No Hospital você disse que não podia ficar parado enquanto Felicia corria perigo e depois se corrigiu dizendo que os alunos também não.

– Bom e o que tem? – Perguntei.

– Olha, na vida de um herói você deve salvar a todos, não só quem é importante para você. – Ele disse.

– Mas eu salvei o resto da escola você viu. – Retruquei.

– Me responda sinceramente, se Felicia não estudasse lá, você sairia correndo para socorrer os outros alunos? – Ele perguntou.

Aquilo me acertou em cheio, era a pura verdade, eu não iria sair correndo para salvar quem eu nem conhecia.

– Não Luke, eu não iria... – Eu respondi desapontado.

– Não tem problema, agora você não precisa salvar a todos, mas quando for um vingador vai ter que pelo menos tentar. – Luke falou.

– Tudo bem Luke, vou ser mais responsável quando entrar para os vingadores.

– Certo vamos nessa, precisamos ir para casa. – Luke disse indo para o carro.

Chegamos ao apartamento e tudo estava como sempre, Felicia no sofá, Jess e Sandra na cozinha... Tudo na mesma, eu estava louco para falar com Felicia, queria saber sobre o que ela e Jess tinham conversado.

– Então o que aconteceu? – Perguntei ansioso.

– Olá pra você também. – Felicia disse sarcástica.

Eu me sentei e ela deitou no meu colo (como eu disse a mesma coisa de sempre).

– Ela perguntou por agimos de forma estranha no almoço. – Felicia contou.

– E... – Disse para que prosseguisse.

– Eu contei tudo o que houve hoje de manha. – Felicia falou.

– E o que Jess disse?

– Ela achou engraçado e fofo.

– Que bom, pelo menos não nos encrencamos. – Falei aliviado.

– Eu não me encrenquei, mas você sim. – Ela disse sorrindo.

– Por quê? – Perguntei.

– Acha que a porta do meu quarto se conserta sozinha?

Me lembrei que tinha “Arrombado” a porta de Felicia.

– Ah não tem problema, Luke pode pedir para consertar a porta. – Eu disse, mas Felicia já balançava a cabeça.

– Eles vão comprar a porta, mas quem vai botar ela no lugar é você. – Felicia disse. – Alias a porta e as ferramentas estão prontinhas esperando você lá em casa, vamos.

– Crianças, eu e Luke vamos sair hoje á noite, não quebrem nada certo? – Jess disse.

– Tudo bem tia Jess, o Kayque vai arrumar a minha porta agora, vamos lá. – Felicia disse.

Eu fui de má vontade, mas fui, eu cheguei e nem sabia por onde começar, peguei o manual e comecei a ler.

– E eu quero bem feito. – Felicia disse passando por mim e se deitando na cama.

– Vai pro inferno tá bem? – Falei a ela. – Você deveria estar me ajudando, se você não fosse tão ciumenta quem sabe eu não teria quebrado sua porta.

– E você acha que vou estragar minhas unhas com isso? Não se preocupe, quando você acabar eu te dou um abraço e um beijinho bem gostoso, o que acha?

Eu abaixei a cabeça e peguei as ferramentas, Felicia ligou o som, as musicas do 30 Seconds to Mars tocavam e aquilo me animava, eu comecei a montar as peças e colocar a porta, eu achava que seria mais difícil, mas também não foi nada fácil, eu demorei meia hora para concertar a porta.

– Se você vivesse de montador de móveis estaria morto. – Felicia disse depois que eu acabei.

– Já não falei para você ir para o inferno? – Perguntei.

– Para de reclamar, vem aqui, senta do meu lado. – Ela me chamou.

Eu me sentei na cama ao lado dela, me recostei, ela me deu um beijo na bochecha e se aninhou em mim.

– Você é tão fofinho, não quero que você vá embora nunca. – Felicia disse.

– Que bom que está gostando de mim. – Eu disse a ela.

– Gosto tanto de você que quero que vá até a cozinha e peça para minha mãe fazer um lanche. – Felicia disse.

– Estava demorando muito. – Eu disse sarcástico.

Eu fui até a cozinha e encontrei a mãe de Felicia.

– Sra. Hardy, sua filha está com fome, e me pediu para pegar um lanche. – Eu falei a ela.

– Ah sim, é que estou ocupada aqui. – Ela disse enquanto colocava as compras nas prateleiras.

– Me deixe ajudar você. – Eu disse pegando as compras.

– Obrigada, você é mais gentil do que as amigas de Felicia. – Ela disse.

– Obrigado, o que eu preciso guardar? – Perguntei.

– Guarde essas sacolas maiores dentro daquele armário, elas são muito pesadas.

Eu peguei as sacolas, eram leves como grãos de areia.

– Você é bem útil pra varias situações sabia? – Sra. Hardy me disse.

– Ah, obrigado. – Eu agradeci.

Eu terminei de ajuda-la peguei o lanche e voltei para o quarto.

– Nossa finalmente você chegou, demorou tanto assim pra fazer só isso? – Felicia perguntou.

– Ao contrario de você, eu ajudei sua mãe. – Eu retruquei.

– Que bom, assim eu não preciso fazer mais nada hoje.

Eu queria jogar o lanche inteiro em cima dela, eu me sentei outra vez ela me abraçou rapidamente.

– Você parece uma sanguessuga agindo assim. – Eu brinquei.

– Vai me dizer que você não gosta? – Ela perguntou levantando a sobrancelha.

Eu fiquei calado, por que eu adorava quando ela ficava grudada em mim.

– Okay moça, você pode ficar aí o quanto quiser. – Eu falei.

– Eu sei que eu posso. – Ela disse convencida.

Ficamos ali um tempo, eu adorava estar ao lado de Felicia, eu tinha desenvolvido mais do que um simples afeto de amizade, eu comecei a ama-la de verdade, mas não sabia o que ela iria dizer se eu dissesse o que sentia, então decidi deixar como estava por hora.

– Você está aí? – Felicia perguntou me tirando da linha de pensamento.

– Ahn? Estou sim, desculpe disse alguma coisa? – Perguntei.

– Não é que você estava me olhando de um jeito muito estranho, muito estranho...

– Ah não é nada, deixa pra lá. – Eu disse mudando o assunto.

Depois de comermos tudo fomos para a cozinha da Sra. Hardy, deixamos tudo lá e Felicia foi tomar banho, eu voltei para o meu AP, Felicia ia dormir ali o que era ótimo, eu me sentei no sofá para assistir TV.

– Hummm que preguiça. — Felicia disse se deitando no meu colo, eu comecei a afagar a cabeça dela.

– Você é muito mole sabia? – Falei a ela.

– O que quer dizer? – Ela perguntou.

– Olha só pra você, vive cheia de preguiça e nunca se exercita, só come o dorme.

– E o que você quer que eu faça?

– Entre na academia aqui do hotel.

– Está dizendo que estou gorda e preciso fazer academia? – Ela perguntou me botando na linha de tiro.

– Não foi isso que eu disse, mas olha só o seu braço. – Eu disse dando uma pancadinha nele, o braço dela ficou balançando por uns dois segundos até parar. – Está mais do que na hora de endurecer esse corpinho, ela não vai ficar assim para sempre.

– Okay, amanha eu começo então... – Ela disse se entregando. – Mas é só por que você pediu com educação.

Luke e Jess não estavam em casa, então ficamos acordados até tarde, roubamos o sorvete da geladeira e comemos tudo, fomos dormir a meia noite.


Notas finais
O que está achando? Não esquece de comentar, se gostou bastante recomenda, isso vai ajudar muito, até a próxima parte.