Notas iniciais
Voltei com mais um capitulo,espero que esteja gostando da história e goste da proxima parte, boa leitura ^^

Isa pulou nas minhas costas, ela se agarrou no meu pescoço e eu segurei as pernas dela na minha cintura.

- Primeiro preciso pegar uma camisa nova. – Eu falei.

- Vamos ter que ir até o AP? – Felicia perguntou entediada.

- É claro que não, só preciso de uma ligação. – Eu disse.

Tirei meu celular do bolso, por sorte ele não tinha quebrado, eu disquei o numero da Jess.

- Oi Jess! Será que pode me fazer um favor? – Eu perguntei a ela.

- É claro, o que é? – Ela perguntou.

- Pode me trazer uma camisa, é que a minha eu rasguei no treinamento. – Eu respondi.

- Ok querido, já estou levando. – Ela respondeu.

Não deu nem 2 minutos e Jess já estava ali e me entregou a camisa, quando Isa desceu Felicia olhou para ela.

- Sabe, essas orelhinhas são um ótimo enfeite, onde você comprou. – Felicia disse e puxou uma delas.

- Aiii Felicia! Isso dói! – Isa disse afastando a mão de Felicia.

- Elas são de verdade?! – Felicia perguntou assustada.

- São, mas quase que eu tenho uma a menos. – Isa reclamou.

Quando eu vesti a camisa Isa voltou para as minhas costas, eu não sei por que, mas ela estava mordendo a minha nuca com força, é claro que eu não sentia nada, mas se eu fosse normal já estaria me contorcendo de dor.

- Mas o que aconteceu com você? – Felicia perguntou.

- O K já ouviu a história mas eu conto de novo. – Isa disse. – Eu sou uma Hanyou, é a mistura de um Youkai com um ser humano normal, os Hanyous tem uma semelhança com os gatos, por isso as orelhas e os caninos, você só não notaram por que eu estava usando um gorro quando o K me salvou, continuando, quando eu fiz 17 anos eu fui levada para um tempo para aprimorar minhas habilidades, eu tenho reflexos instantâneos, sentidos apurados e um treinamento de combate a um nível superior, eu tenho uma força maior devido a minha parte Youkai, mas em consequência eu tenho reflexos menores devido a minha parte humana, por isso não consegui sentir a plataforma caindo sobre mim naquele dia, se não fosse pelo K eu estaria morta agora. – Isa terminou.

Felicia processou tudo, e Isa voltou a me morder. Nós andamos pela mansão até chegarmos as piscinas, tinha uma pequena loja que dava roupas de banho de graça, eu coloquei um calção azul muito bonito, Felicia pôs um biquíni branco, e Isa um biquíni azul, eu e Isa adorávamos azul, entramos em uma banheira confortável com hidromassagem.

- Esse lugar é tudo de bom! – Eu disse relaxando.

- Nya! Depois que tal um lanche? Eu estou morta de fome. – Isa perguntou.

- Mas é claro que vamos, o K que paga! – Felicia disse.

- Parece que você não perde o habito não é? – Disse sorrindo para Felicia.

Ficamos ali conversando e rindo, contando nossas histórias enquanto estávamos separados. Saímos dali, depois de nos vestirmos de novo nós fomos para a lanchonete da mansão, lá tudo era motorizado, eu comi tudo que tinha vontade, quando já era noite Tony nos chamou.

- Felicia, você vai para sua primeira missão solo. – Tony disse a ela.

- Certo, me diga o que tenho que fazer. – Ela disse.

Tony explicou a missão para ela e então ela partiu.

- Agora tenho uma para vocês dois. – Tony disse.

- Recebemos uma ligação do departamento de policia dizendo que tem alguém fazendo um tumulto em uma festa no Soho, mas a policia não consegue achar o cara, eu escolhi Isa pois ela tem bons olhos, e você Kayque vai dar apoio se for por acaso um super-vilão. – Tony explicou.

- Entendido. – Eu disse e saí com Isa para fora da mansão.

Entrei no carro com Isa e dirigi em direção ao Soho, quando chegamos lá era um festa tradicional, mas não conseguia saber de qual país era, naquele momento me lembrei de algo.

- Tony não disse que tipo de tumulto era, pois não tem nada visível aqui. – Eu disse.

Mas Isa simplificou tudo.

- Ali! – Ela apontou.

Uma sombra entrou em um beco que ela estava apontando.

- Aquele cara roubou uma carteira, e como ele é rápido pra fazer isso, eu quase não percebi. – Isa contou.

Nós entramos no beco.

- Saia de onde estiver, nós vimos você roubando! – Eu chamei.

Ouvimos um barulho no vento, um papel brilhando em purpura caiu aos nossos pés, era uma carta de baralho, uma dama, eu não entendi nada, mas então ela brilhou mais forte por um momento e eu percebi.

- Pro chão! – Gritei.

Eu abracei Isa fazendo uma parede entre ela e a carta, a carta explodiu e nos caímos no chão.

- Você está bem? – Perguntei a Isa.

- Estou, mas essa explosão acabou com meus ouvidos. – Isa disse esfregando suas orelhas.

- Orra, Orra, me parrece que temos alguém forte aqui. – Ouvimos uma voz sarcástica com sotaque francês falar.

Duas botas apareceram na luz, mas o corpo estava nas sombras a não ser os olhos que brilhavam com uma cor vermelha.

- Quem é você? – Isa perguntou.

- Pardon ma cherie. – Ele disse, se eu fosse garota eu diria que ele estava querendo seduzir Isa. – Eu me chamo Gambit.

- Gambit? – Isa perguntou. – Que nome estranho... Mas não importa, você roubou de alguém e isso eu não tolero.

- Orra, por favor, ma cherie, não se chateie comigo, sou um humilde gatuno que perrambula pelas ruas procurrando alguns trocados. – Ele disse com toda a educação.

- Então arrume um emprego, não tire dinheiro de quem trabalha. – Eu retruquei.

- Com licença seu cabeça de croissant, mas eu por acaso lhe dirrigi a palavra? – Ele falou em tom seco para mim.

- Ora seu... – Eu disse indo na direção dele.

Eu desferi um soco, mas ele se desviou usando o bastão de ferro que carregava, ele girou no ar se apoiando no bastão e desferiu um chute certeiro no meu nariz, é claro que eu não senti nada, mas cambaleei para trás.

- Orra, orra, vejo que tem algum poder, non? – Ele perguntou. – Que bom, mas eu também tenho um.

Ele tirou um maço de cartas de dentro da capa dele, ele pegou uma, não três cartas na mão, elas brilharam e eles a arremessou em mim, elas vinham em direção ao meu rosto, eu sabia o que ia acontecer, eu coloquei meus braços na frente do rosto formando um “X” as cartas explodiram, mas eu não senti muita coisa, então sem nem ver o que aconteceu, Gambit estava em cima de mim, mas algo o empurrou no ar, Mika, Gambit rolou no chão e ficou de novo de pé, eu fui à direção de Mika.

- Mika para trás, não quero que se machuque. – Eu disse passando a frente dela.

- Como disse? Acha que eu preciso de proteção? – Mika perguntou incrédula.

- Orra, o garotão quer proteger a pobre gatinha? – Gambit perguntou arrogante.

Aquilo deixou Isa furiosa.

- Não haja como se eu fosse uma garota indefesa! Eu sei me defender sozinha! – Mika berrou para mim.

- Não estou dizendo que você não sabe se defender! – Eu disse olhando para ela. – Você viu o que ele faz? Ele pode explodir cartas, e se você se machucar?

- Eu me machucar? Não seja ridículo! Eu sei me proteger, não preciso de ninguém pra me proteger, e isso inclui você!

Isa estava começando a me deixar nervoso, então ouvi um ruído, olhei na direção onde estava Gambit, mas ele havia sumido.

- Viu o que sua teimosia fez? Ele fugiu! – Gritei nervoso.

- A culpa é sua de achar que eu sou fraca! – Isa retrucou.

Eu segurei os meus cabelos e quase os arranquei da cabeça. Isa olhou para o chão para não me encarar.

- O que é aquilo? – Isa apontou.

No chão havia uma carta de baralho, uma dama, nela tinha algo escrito:

“Desculpe em sair sem me despedir, mas a briga de vocês me entediou... Em todo o caso eu sei que é você que pegou a carta, cabeça de croissant, agora antes de tudo... Bonne Explosion!”

- Bonne Explosion? – Perguntei confuso e levantei a cabeça.

Só então eu vi brilhos purpuras na minha frente e de uma vez só 6 cartas explodiram no meu corpo, eu literalmente voei para trás, Mika fez questão de não me segurar, quando eu cai no chão ainda arrastei por alguns metros até parar, aquilo tinha doido bastante, o beco ficou negro com a fumaça, eu fiquei no chão um tempo.

- Bem feito pra você! – Isa disse passando por cima de mim, pisando em todos os lugares possíveis.

Eu me levantei e fui para o carro, a minha camisa estava em farrapos e a minha calça chamuscada.

- Agora vamos voltar pra mansão, falar que por sua culpa nós falhamos na mansão. – Ela disse enquanto eu começava a dirigir.

- Minha culpa? Você que é toda orgulhosa e a culpa é minha? – Eu perguntei.

- E você se acha o machão só por que tem superforça, escuta aqui, superpoderes não são tudo sabia? – Ela perguntou.

- Mas eu tenho 100X mais resistência que você! – Eu disse. – Ele luta com cartas explosivas!

- Grande coisa, se ele não me acerta nada acontece. – Ela disse.

- Ele parece ser super-habilidoso com aquele bastão. – Eu disse.

- Dane-se ele não ganha das minhas garras e do meu veneno. – Isa disse.

Ficamos um tempo em silencio.

- Ele estava te cantando também, e eu não achei nada legal. – Eu disse.

- Por favor, K, eu estou carente, mas não tanto pra namorar um ladrão... Apesar de ele ser lindo... Charmoso... E ter uma voz sedutora... – Isa disse.

- Não tem como piorar... – Eu disse.

Eu estava terrivelmente errado, quando entrei na mansão Tony nos esperava, eu não podia encara-lo depois do que aconteceu.

- Como foi? – Ele perguntou.

- Por culpa DELE, o bandido fugiu. – Isa disse fazendo menção para mim.

- Se você engolisse o seu orgulho quem sabe a gente tinha pegado ele! – Eu disse.

Nós dois começamos a discutir e Tony ficou visivelmente irritado.

- CHEGA! – Ele gritou com a voz grave. – Vocês parecem duas crianças! Kayque, o Luke me pediu para colocar você quando fosse um adulto, a alguns dias atrás eu achei que você fosse um, mas acho que não passa de um garoto brigão!

- Mas Tony, foi a Isa que começou. – Eu disse incrédulo.

- Não me interessa quem começou! E Isa, eu confiei em você, coisa que eu acho difícil de fazer, confiar em um vigilante geralmente é furada, e é assim que retribui? Tendo o orgulho acima de tudo? Isso foi a atitude mais infantil entre adultos que eu já vi! – Tony disse severo.

- Mas... – Eu e Isa dissemos.

- Sem mas! Se quiserem ser crianças serão tratados como crianças! Kayque, peça desculpas a Isa por menospreza-la! E Isa, peça desculpas ao Kayque sua falta de disciplina em relação a seu orgulho! – Tony falou como se fossemos irmão mimados e ele o nosso pai.

- Desculpa K. – Isa disse para mim séria.

- Desculpa Isa. – Eu respondi no mesmo tom.

Eu e Isa sabíamos, aquele pedido de desculpas não tinha sido verdadeiro.

- Oi gente! – Ouvi a voz de Felicia.

Ela deu um abraço apertado em Isa e me deu um beijo, eu e Isa sorrimos por um momento, mas quando encontramos os olhos um do outro nós dois viramos a cara. Felicia notou, depois que reportou a missão solo dela ela veio na minha direção.

- O que está errado? – Ela perguntou.

- Nem quero comentar. – Eu disse.

- Eu explico. – Tony disse para Felicia.

Ele explicou toda a situação, do jeito que ele falava fazia parecer que a briga tinha sido ridícula, o que foi mesmo.

- Mas que raios vocês estão pensando? – Felicia disse. – Façam as pazes agora!

- Prefiro tomar veneno. – Eu disse.

- Eu tenho um perfeito pra você na minha bolsa. – Isa provocou.

Eu queria agarra-la e sacudi-la até eu arrancar aquela arrogância dela, eu só queria ajudar, será que é difícil entender isso?

- Eu vou pra dormir aqui hoje, vou para o meu quarto. – Eu disse. – Você vem amor?

- Vou sim. – Felicia disse.

Felicia olhou para Isa, mas ela estava rígida como uma pedra, Felicia suspirou.

- Você tem que se desculpar com ela. – Felicia disse quando entramos no quarto.

- Ela que veio com aquela arrogância dela. – Eu retruquei. – Agora vem aqui minha gata, eu quero ficar um pouco com você.

Eu beija-la, mas ela beliscou os meus lábios com os dedos fechando-os e formando um bico de pato.

- Eu não vou beijar você até fazer as pazes com a Isa. – Felicia disse me olhando nos olhos.

- Como é?! – Indaguei.

- Foi exatamente oque você ouviu. – Ela disse. – Isa é sua melhor amiga, e é minha melhor amiga também a partir de agora, e melhores amigos não se brigam.

- Por que EU tenho que me desculpar? Eu só queria ajuda-la, protege-la! E ela foi completamente arrogante comigo, por que EU tenho que me desculpar? – Eu perguntei.

- Isa é cabeça dura, mas eu entendo o por que... – Felicia disse.

- E por quê? – Perguntei.

- Ela quer provar o valor dela, pra você. – Felicia respondeu.

- Hein? – Perguntei.

- Você é lerdo hein? Isa quer provar pra você que ela pode ser forte como você, ela não quis sua ajuda por que dessa vez ELA quis te ajudar. – Felicia esclareceu.

A minha ficha caiu.

- “Eu ainda vou retribuir o seu favor...” – Felicia ressaltou.

Aquelas palavras retumbaram na minha cabeça, e eu mergulhei no passado, no dia em que eu tinha salvado a vida da pela primeira vez, “Eu ainda vou retribuir o seu favor...” a voz dela saiu nítida na minha mente.

- Eu a salvei daquela vez... Agora o que ela quer é provar que pode me salvar uma vez também... Que droga! Como eu pude ser tão idiota com ela?! – Eu disse irritado.

- K, tudo bem... – Felicia disse para mim. – Você estava nervoso, nunca ia lembrar de algo assim.

- Chame a Isa... Eu preciso dizer a ela tudo o que tenho para dizer. – Eu pedi a Felicia.

Felicia teve que trazer Isa arrastada para o quarto, então ela jogou Isa para dentro e trancou a porta.

- Isa, me desculpe... – Eu comecei.

- Desculpas... Acha que é simples assim? – Isa indagou.

- Eu sei que não é... Eu errei... – Eu continuei.

- Tá bom, é mais fácil um cavalo voar do que você admitir que errou. – Isa disse. – Que tipo de chantagem a Felicia te fez?

- Nenhuma, a minha ficha caiu... – Falei.

- Agora eu tarde, vou indo nessa. – Ela disse andando na direção do tubo de ventilação.

Eu respirei fundo.

- If you ever leave, baby… - Eu cantei um verso.

Isa parou.

-Leave some morphine at my door… - Ela continuou.

- Cause it would take a whole lot of medication… - Continuei.

- To realize what we used to have… - Ela continuou com a voz ficando um pouco fraca.

- We don’t have it anymore! – Terminamos juntos o primeiro trecho.

Isa se virou e se sentou ao meu lado, ela pousou a cabeça no meu ombro, uma lagrima corria do olho dela, enquanto cantávamos o resto da musica “It Will Rain” do Bruno Mars, a primeira musica que eu havia cantado para ela antes de ela sumir no mundo. Isa olhou para cima com os olhos com algumas lagrimas prontas para sair.

- Pisque. – Eu pedi.

Ela piscou e uma lagrima saiu de cada olho, eu limpei o rosto dela.

- Eu sei o que estava tentando fazer... – Eu disse. – Você queria mostrar que era capaz de me proteger, assim como eu protegi você no passado...

Isa assentiu e me beijou no rosto.

- Sim K. – Isa disse. – Era exatamente isso que eu queria provar... Eu quero retribuir o que você fez por mim...

Eu me recostei na cama, Isa deitou a cabeça no meu peito e eu comecei a afagar entre as orelhas dela, aquilo a fez relaxar.

- Boa noite k. – Isa disse com os olhos fechados.

- Boa noite Isa. – Eu respondi.

Depois de um tempo Isa dormiu, eu a coloquei na cama ao lado e chamei Felicia.

- Vejo que finalmente se entenderam. – Felicia disse.

- Sim, graças a você meu amor, muito obrigado. – Eu disse.

Eu beijei Felicia, um beijo de completa satisfação, eu poderia beijar ela daquele jeito a semana toda, eu me deitei com ela na cama ao lado da de Isa e nós dois dormimos.

-Nyyyaa... – Ouvi um o que parecia um gato se espreguiçando, mas era somente Isa na cama ao lado.

Eu levantei, Felicia continuava dormindo, eu abri a porta e olhei para o corredor, alguém passava por ali.

- Você é o garoto novo? – Uma mulher loira com cabelos compridos me perguntou.

Ela era muito bonita, tinha olhos azuis, ela vestia roupas comuns.

- Sim, e você é? – Perguntei.

- Sou Carol Danvers. – Ela respondeu.

- A Miss Marvel? – Perguntei.

- Isso mesmo, o que acha da vida de herói? – Ela perguntou.

- Incrível, mas é um pouco perigosa. – Eu disse.

- Você se acostuma, vai fazer alguma coisa agora? – Ela perguntou.

- Não, por quê? – Perguntei.

- Eu estou indo treinar um pouco, me acompanha? – Ela perguntou.

- É claro, por que não? – Respondi.

Eu deixei um recado escrito para Felicia e fui para a sala de treinamento com Carol, chegando lá ela entrou no vestiário e saiu com seu traje, ela ficava bonita e sexy nele.

- Jarvis, uma zona aberta, por favor! – Carol pediu e o cenário da sala mudou para um campo aberto. – Vamos começar.

Miss Marvel avançou para cima de mim voando, eu desviei rápido, eu li sobre ela, ela usa ataques de energia, pode voar e tem superforça, ela se aproximou de mim e começou a tentar me acertar.

- Anda bonitinho, pode me bater, você não pode me machucar! – Carol falou.

Não é que eu não queria acerta-la é que eu não conseguia, ela era muito rápida. Ela deu um soco e acertou, aquele soco explodiu na minha cara eu rolei no chão até parar.

- É só isso que você pode fazer? – Carol disse pousando. – Que pena, achei que eu podia me divertir um pouco.

Ela ia em direção à saída da sala.

- Quem disse que acabou? – Eu disse me levantando.

- Hum, quer mais novato? – Ela perguntou.

Eu ergui o braço e a chamei para a briga.

- Pode vir moça. – Eu disse.

Carol deu um pequeno, ela pegou um impulso com as pernas e desferiu um soco, eu defendi, ele explodiu na minha mão, mas eu não soltei a mão dela.

- Não dessa vez. – Eu disse a ela sorrindo.

Eu dei um soco no estomago dela então a deixei cair no chão.

- Nada mão garoto... – Ela disse tossindo.

Eu estendi a mão para Carol, ela a segurou e eu a levantei.

- Você é bem fortinho, parece que aprendeu muito bem com Luke. – Carol me elogiou.

- Obrigado, mas ainda tenho que melhorar. – Eu disse.

Desligamos a sala e saímos, parada no corredor estava Felicia, ela olhou para mim e para Carol.

- Ahn... Acho que vocês tem que conversar... Vou indo nessa bonitinho, te vejo depois. – Carol disse e me deu tapinhas no rosto.

- Espe... – Eu disse, mas nem deu tempo, ela saiu voando dali, literalmente.

- E então? – Felicia perguntou.

- Eu só saí pra treinar um pouquinho. – Eu disse.

- E porque não me chamou? – Felicia perguntou. – Eu não sou boa o bastante?

- Não Felicia, não é isso, você estava dormindo, e eu não queria te acordar. – Eu respondi.

Felicia me encarou.

- E que história é essa de “Bonitinho”? – Felicia perguntou.

- Isso eu não sei, ela que quis me chamar assim. – Eu me defendi.

- Rum, ok, só não faça de novo. – Felicia disse meio zangada.

Eu escapei por pouco dessa, eu sabia como Felicia era ciumenta, mas mesmo assim eu a amava, ela foi para uma missão solo e eu fiquei solo também, mas não por muito tempo.

- K! – Isa pulou nas minhas costas.

- Oi Isa, está animada hoje hein? – Eu disse sorrindo.

- Eu sempre fico animada depois de fazer as pazes com alguém. – Ela respondeu.

Eu a carreguei nas costas até o Hall de entrada, eu vi Luke parado ali ele carregava uma maleta de ferro grande.

- Oi Luke. – Eu disse.

- Oi garoto, quem é essa? – Luke perguntou apontando para Isa nas minhas costas.

Isa parou de me morder e olhou para Luke.

- Oi tio Luke, sou eu a Isa. – Ela disse.

- Isa? Ora que surpresa! Bom, eu estou aqui para te dar um presente de aniversario, atrasado como sempre. – Luke disse sorrindo.

- E o que é? – Perguntei.

- Eu pedi para o Stark e o Tchala (Pantera Negra) fazerem isso. – Ele disse abrindo a maleta.

Dentro dela tinha um par de protetores de antebraço.

- São muito bonitos! Do que são feitos? – Perguntei.

- De Vibranium. – Ele respondeu.

Eu fiquei admirado, Vibranium era como o segundo material mais resistente do mundo, logo atrás do Adamantiun.

- Que legal, me deixa dar uma olhada. – Isa disse descendo das minhas costas.

Ela tentou erguer uma das proteções, mas não conseguiu.

- Que coisa pesada! – Ela exclamou.

- Tem uns 200kg cada, é muito resistente, ele absorve vibrações e energia, além de ser quase invulnerável. – Luke contou.

Eu coloquei as proteções, elas ficaram muito bem em mim.

- Obrigado Luke, adorei o presente. – Eu disse.

Luke saiu, eu fui até o AP com Isa, eu abri meu armário e peguei uma camisa preta justa e vesti uma calça jeans e um coturno.

- Então? O Que acha do meu traje. – Eu perguntei.

- Fica muito legal, mas tá faltando alguma coisa. – Isa disse para mim.

- Eu sei o que falta. – Luke disse entrando no quarto. – Que tal isso? – Ele perguntou e me jogou um estojo.

Eu abri o estojo e vi o que tinha dentro.

- Tá de brincadeira? É serio?! – Perguntei.

- Sim ele é todo seu. – Luke disse sorrindo.

Eu tirei os óculos escuros de Luke de dentro do estojo, eu os coloquei, aquilo era perfeito.

- Agora sim está ótimo. – Isa disse.

Meu celular tocou.

- Fala Tony. – Eu perguntei.

- Vá pro seu carro, Jarvis vai lhe dar as instruções da sua missão, leve Mika com você. – Tony respondeu e desligou.

- Mika vamos. – Eu disse a ela.

Entramos no carro e Jarvis nos contou que havia alguém armando confusão em um bar cassino no Soho. Eu dirigi até lá e eles disseram que o cara estava nos fundos, quando cheguei lá não vi ninguém.

- Orra, orra, mas que mundo pequeno non? – Ouvi uma voz nas sombras.

- Ah não você de novo? – Perguntei resignado.

- Sim, eu mesmo, seu cabeça de croissant. – Gambit disse saindo das sombras.

- Você não se cansa de roubar não? – Perguntei a ele.

- Ei, ei... Eu não estava roubando ninguém, só estava trapaceando no jogo! – Gambit disse inocente.

- Isso é roubar! – Eu disse.

- Não parra mim. – Ele disse indiferente.

- Não interessa dessa vez eu acabo com você! – Eu disse determinado.

- Ah é? Você vai deixar ele te proteger de novo ma cherie? – Gambit perguntou olhando para Isa.

- Cala essa boca! – Isa disse e avançou para cima de Gambit.

Notas finais
Gambit huh? O que será que ele quer? Bom isso você descobre nos próximos capitulos, até a próxima ^^