Um novo Vingador

5 Amigos e Inimigos...


Notas iniciais
E então? Gostaram da ultima parte? Essa fic está dando um trabalhão, ainda bem que eu não trabalho, mas eu sei que o que você quer é ler, então boa leitura.

– Ah não, tantas ruas no Harlem e ele tem que estar justo aqui? – Falei olhando para Nate e sua gangue, o numero e o tamanho dos caras tinha aumentado.

– Ora, ora se não é o Kayque outra vez. – Nate disse com um sorriso maléfico no rosto.

– Quer outra noite no lixo Nate? – Perguntei de forma entediada.

– Não dessa vez. – Ele disse e tirou uma arma de dentro da calça. – Peguem a garota. – Ele disse para dois comparsas.

– Isso nunca. – Eu disse e estralei os dedos.

Nate chegou perto de mim e pôs a arma na minha cara.

– Aquele dia você tinha algo por baixo da camisa que fez minha faca quebrar, mas eu sei que uma bala te atravessa. – Ele disse.

– Talvez, mas duvido que tenha coragem de disparar. – Provoquei.

– Ah não? – Ele falou puxando o gatilho.

Eu peguei a mão dele e mirei a arma na minha testa.

– Vamos lá, está com medo? – Perguntei.

Pude ouvir Felicia dando risadinhas abafadas as minhas costas.

– Você é louco, mas ja que insiste. – Ele disse e disparou.

A bala bateu na minha testa e caiu, eu a peguei na mão.

– Acho que isto é seu. – Eu disse entregando a capsula amassada para ele.

A gangue inteira olhou assustada para a cena.

– Vamos acabar com ele rapazes! – Nate gritou ainda um pouco assustado.

Eles me cercaram.

– Eh, isso vai ser ótimo. – Falei.

O primeiro veio para cima e tentou me acertar, em vão, eu segurei o braço dele e o joguei por cima de mim, ele caiu no chão e praguejou de dor, o segundo veio com uma voadora, eu me esquivei e segurei a perna dele ainda no ar, eu o girei e arremessei em direção a outro cara, o terceiro veio querendo me bater de qualquer jeito, eu simplesmente me desviei e dei um soco na cara dele, ele caiu inconsciente.

– Agora você é meu! – Eu disse para Nate.

– Você vai ver só! – Ele gritou e veio em minha direção com um bastão de baseball.

Eu simplesmente abaixei os braços, Nate me bateu na cabeça com toda a força dele, o taco quebrou em pedaços, eu não ganhei nenhum arranhão.

– Mas que diabos é você? – Ele perguntou assustado.

Segurei ele pelo pescoço.

– O filho de Luke Cage. – Falei. – Agora você vai ter mais uma noite de sono no lixo.

Levei ele para um beco e o joguei dentro de um latão, amacei a tranca e as extremidades de um jeito que ele demorasse para abrir, saí do beco e Felicia bateu palmas para mim.

– Parabéns, foi lindo de se ver. – Ela disse.

– Obrigado minha fã N1#. – Falei. – Vamos?

– Vamos. – Ela disse e segurou meu braço.

Chegamos á Broadway pouco tempo depois, entramos no shopping e Felicia foi direto para uma loja de sapatos.

– E agora qual eu escolho? – Ela perguntou olhando feliz para a vitrine.

– Acho que vai ser uma noite daquelas. – Falei.

Ela me puxou para dentro da loja e começou a experimentar todos os tipos de sapatos, saltos, tênis, rasteiras, botas e etc.

– Vou escolher este. – Ela disse pegando um salto preto e branco era muito bonito. – Droga os malditos U$10,00. – Ela disse na hora de pagar, ela me olhou com um olhar fofo e um beicinho.

– Eu já ia ter que pagar mesmo. – Falei entregando o dinheiro.

Saímos da loja e passamos na frente de uma vitrine, Felicia parou e pareceu maravilhada com o que viu, era um conjunto de pijama, era uma camisa e shorts preto e branco com gatinhos desenhados, uma pantufa de gato e de por mais U$10,00 ganhava um gatinho de pelúcia, olhei o preço U$60,00.

– Que sonho. – Ela disse.

Ela estava tão focada naquilo que nem percebeu que eu entrei na loja comprei o pijama, a pantufa e o gato de pelúcia.

– Ei se ficar aí muito tempo, não vai dar para chegar em casa e usar isto. – Eu disse mostrando a bolsa a ela.

– Você comprou pra mim?! Ai obrigada te amo, te amo, te amo. – Ela disse me beijando no rosto e me abraçando.

– Tudo bem, agora vamos ver um filme e fazer um lanche. – Falei.

Ela dava pulinhos enquanto andava com o gato de pelúcia nos braços, eu andava do lado dela parecendo um idiota, então Felicia parou de repente.

– Ana, Gina! – Ela Gritou, pegou minha mão e me puxou correndo em direção a duas garotas.

Elas se abraçaram e começaram a dar gritinhos e pulinhos, “Que roubada que eu me meti”, pensei.

– Ai que saudades de vocês. – Felicia disse a elas.

– A gente também estava. – Uma delas disse.

– A me deixem apresentar para vocês, esse é o Kayque. – Ela disse a elas.

– Hum até que ele é gatinho hein? – Uma delas perguntou.

Eu fiquei meio sem graça com o comentário.

– Kayque, essas são Ana. – Felicia apontou para uma das garotas, ela era da mesma altura que Felicia, tinha cabelos longos e castanhos, tinha a mesma forma física que Felicia, mas não era tão bonita. – E Gina. – Ela apontou para a outra garota, era um pouco mais baixa, tinha cabelo curto e loiro e só um pouco mais "cheinha".

– Oi. – Eu disse.

– Oi. – Elas disseram sorrindo para mim.

– Olha o que eu tenho meninas. – Ela disse mostrando a bolsa com o pijama.

– Você comprou? – Ana perguntou.

– Não, ele me deu de presente. – Felicia disse apontando pra mim.

– Sua sortuda! – Gina disse para Felicia. – Eu também queria que um garoto me desse um presente.

– Bom, pois vocês podem vir com a gente para a praça de alimentação, o Kayque paga. – Felicia disse.

Dei um olhar significativo para Felicia, enquanto íamos para a praça de alimentação eu me abaixei até o ouvido de Felicia.

– Não conte a elas sobre mim, pelo que notei elas seriam piores do que você. – Sussurrei.

Felicia acenou com a cabeça e sorrindo.

– Hmmm, já conversam cochichando, que romântico. – Gina disse cheia de malicia.

– Não é nada disso sua metida. – Felicia disse. – E se fosse o que você tem haver com isso?

– Ei, ei acalmem-se garotas, não precisam discutir por algo tão fútil. – Falei. – Agora vamos comer.

– Essa é a parte que Gina gosta. – Felicia provocou.

Eu engoli em seco enquanto Gina olhava torto para Felicia.

– Vocês tem certeza que são amigas? – Perguntei.

– Você não viu nada. – Ana disse para mim.

Sentamos para comer, eu e Felicia sentamos de um lado da mesa e Ana e Gina do outro, começamos a comer, as garotas botavam o papo em dia, enquanto eu comia meu hambúrguer e roubava o máximo de batatas fritas possíveis de Felicia, quando acabamos eu pus as bandejas no lugar e nós fomos em direção à saída, na porta estava começando uma discussão entre um garoto e outros dois, só de olhar eu sabia que ia dar problema.

– Espera ai. – Felicia disse. – Aquele é o Leo!

– O Leo? – Gina perguntou.

– Você conhece o garoto Felicia? – Perguntei.

– Ele é um amigo nosso da escola, ajuda a gente com matemática. – Felicia disse.

– Outro coitado que é hipnotizado por charme. – Falei, Felicia riu do comentário.

– Parece que ele vai apanhar feio, olha só os outros dois. – Ela apontou.

– Não ele não vai. – Falei.

Os dois garotos deram o primeiro soco, Leo cambaleou então eles foram para cima de novo, um deles tentou outro soco, mas eu parei no ultimo segundo.

– Ei, dois contra um não é uma luta limpa. – Falei encarando eles.

– E você vai fazer o que seu idiota? – Um deles provocou.

– Por que não tenta me bater e descobre? – Devolvi a provocação.

Ele se esquentou e me deu um soco na cara, eu olhei para ele de novo.

– Acho que minha amiga ali bate mais forte que você. – Eu disse apontando para Felicia. – Minhas vez. – Falei.

Eu dei um soco no nariz dele, ele voou alguns centímetros até cair de costas no chão, o outro partiu de chute para cima de mim eu desviei, segurei a perna e o joguei em cima do amigo.

– Agora saiam da minha frente seus idiotas! – Gritei para eles.

Eles se levantaram e foram embora, eu fui na direção de Leo.

– Você está bem? – Perguntei a ele.

– Estou. – Ele disse. – Quem é você?

– Amigo delas. – Falei apontando para Felicia e suas amigas.

– Felicia, Ana, Gina! – Ele disse. – Que bom ver vocês.

As garotas vieram até nós.

– Kayque aquilo foi muito legal. – Gina disse. – Não achou Felicia?

– É, seu amigo é bem fortinho. – Ana disse.

– Ah que é isso, só estava defendendo o amigo de vocês. – Falei.

– De qualquer forma, valeu mesmo. – Ele disse. – Está ficando tarde eu preciso ir.

– Eu e o Kayque também. – Felicia disse. – Garotas, por que não vão com o Leo?

– Parece uma boa ideia. –Gina disse, ela e Ana seguraram uma em cada braço de Leo.

Nos despedimos de todos, quando chegamos à rua, Felicia deu uma tremida.

– Que frio faz de noite por aqui... Ainda bem que eu tenho você aqui. – Felicia disse se aninhando em mim.

– Pelo menos não sirvo apenas de massagista e guarda costas. – Falei.

Uma hora depois chegamos ao Hotel, deixei Felicia na porta do apartamento, ela se despediu com um abraço e um beijo no meu rosto, eu subi mais um andar e entrei em casa, todos pareciam estar dormindo, eu fui para o meu quarto e fiz o mesmo.

Acordei com um soco na cara, só que esse eu senti de verdade.

– Acorda sua serra elétrica, vamos almoçar. – Luke gritou.

– AU! Bom dia pra você também. – Eu disse.

Eu levantei, me arrumei e fui almoçar, a comida estava ótima, depois eu fui para a sala assistir TV, como num movimento automático eu botei minha mão esquerda perto da minha perna, como se Felicia estivesse deitada ali.

– Nossa, ela faz falta mesmo. – Falei para mim mesmo.

Esperei uma eternidade até as três da tarde, tomei um banho, me vesti e desci, andei na direção da escola, o dia estava lindo, o sol brilhava, as ruas estavam limpas, os carros passavam, as pessoas andavam com pressa, a New York de sempre, eu virei na E 57th St, tudo estava normal e calmo, bem no normal de New York eu quero dizer, depois de mais um tempinho, entrei na 1st Avenue, a rua não estava muito cheia, não demorei muito e vi uma garota de cabelo branco e comprido a distancia dei um sorriso para mim mesmo, mas arranquei-o da cara na hora depois que cheguei perto.

– Me solta Tom! – Felicia gritava zangada para um garoto.

No grupo estavam Felicia, Ana, Gina e três garotos, um deles parecia se chamar Tom, ele estava segurando o braço de Felicia com força, e ela não estava gostando nem um pouco, ele e os amigos riam daquilo, a risada deles me dava vontade de explodir, eu cheguei mais perto.

– Eu já falei pra me soltar! – Felicia disse esperneando.

– Ei! Se você esta chateando uma garota você deve ser muito gay! – Eu gritei para ele.

Felicia olhou feliz na minha direção, Ana e Gina fizeram o mesmo.

– O que foi que você disse seu idiota? – Ele perguntou irritado.

– Eh? Então você também não gosta de homens? Você então só pode ser um zoófilo, que nojo! – Eu disse.

As garotas gargalharam com a minha piada.

– Hunf?Tá querendo aparecer é? Você deve ser muito fraco, aposto que te quebro em dez segundos. – Ele provocou sorrindo para os dois amigos.

– Eh? Outro idiota que julga pela aparência. – Falei. – Vamos ver se é tão durão.

– Felicia, minha gata, espere aqui que eu vou acabar com aquele idiota. – Ele falou sorrindo maliciosamente para Felicia, soltando o braço dela.

– Ele é quem vai acabar com você. – Ela falou.

– Engula suas palavras. – Ele disse.

– Tom cuidado! – Um dos amigos dele avisou, mas era tarde demais.

Eu enfiei um soco na cara dele, ele voou e rolou alguns metros no chão, os amigos deles se irritaram e vieram para cima, eu me afastei um pouco para ganhar terreno, eles tentavam me bater, mas eu desviava então peguei a cabeça dos dois e choquei uma com a outra, eles caíram no chão, eu os arrastei para perto de Tom, que estava sentado no chão limpando o sangue que escorria do lado da boca, eu joguei os dois garotos em cima deles.

– Se eu ver algum de vocês encostando em um fio de cabelo da Felicia, vou chutá-los até a florida seus otários! – Ameacei.

Eles me olharam, se levantaram e foram embora.

– Kayque você é incrível! – Felicia disse pulando em mim. – Aquele cara é um saco, vive me importunando.

– Ainda bem que eu cheguei, precisava aquecer um pouco. – Brinquei.

– Caramba, que soco forte. – Ana disse. – Você não parece ter tanta força.

– Ah... É que... Eu estava com raiva. – Disfarcei. – Quando estamos com raiva, podemos dobrar nossa força.

– É, você tem razão. – Ana engoliu o que eu disse.

– Bom meninas, agora estou muito bem acompanhada, vocês já podem ir. – Felicia disse para as amigas.

Elas se despediram e foram embora.

– Eu esperei uma eternidade por você na frente da escola, mas você não apareceu, então fui andando para casa. – Felicia me disse enquanto caminhávamos.

– Quanto tempo esperou? – Perguntei.

– Um minuto. – Ela respondeu simplesmente.

Eu olhei para ela fazendo uma careta indignada, ela riu.

– Eu esperei bem pouco para achar o Luke, só quatro anos. – Falei.

Ela mostrou a língua pra mim, quando nos demos conta já estávamos na Madison Avenue.

– Você vai ir para o seu AP primeiro? – Perguntei.

– Vou, estou um caco, primeiro dia de aula com educação física, não da pra tomar uma ducha descente na escola. – Ela falou.

Chegamos no Hotel e subimos, ela me deu um beijo no rosto e foi para o apartamento dela, eu subi e cheguei em casa.

– Correu tudo certo? – Luke perguntou.

– Correu, só tive que socar a cara de três valentões que estavam importunando Felicia e as amigas dela. – Falei.

– Mas você é um imã pra encrenca hein moleque? – Ele perguntou rindo.

Eu levantei as mãos sinalizando que a culpa não era minha, eu me sentei no sofá e cochilei, depois de um tempo senti alguma coisa encostando na minha perna.

– Acha mesmo que vai dormir comigo aqui? – Uma voz perguntou.

– Mas que... Felicia não me assuste assim. – Eu falei.

– Tanto faz, anda logo que eu estou tensa com o primeiro dia de aula. – Ela reclamou.

Eu afaguei a cabeça dela, ela deu uma tremidinha e um suspiro.

– Só falta você começar a ronronar, aí vai ser uma gata completa. – Falei.

– Eu SOU uma gata, olha só pra mim, sou perfeita. – Ela se gabou.

– Na aparência sim, já a personalidade... – Falei parecendo avoado.

Ela me deu um tapa na cabeça.

– Quero te agradecer de novo pelo pijama, nunca dormi com um pijama tão confortável como aquele. – Ela falou.

– Que bom que gostou, mas eu não vejo diferença em dormir de pijama, pois só durmo de cueca. – Falei.

– Nesse frio? – Ela perguntou se encolhendo.

– Gata eu sou muito “Quente” – Falei como se fosse um rapper.

Felicia deu uma gargalhada.

– Ah tá bom acredito em você. – Ela disse rindo.

Ficamos vendo TV, não demorou muito para Jess aparecer.

– Olá crianças. – Jess nos cumprimentou.

– Oi tia Jess. – Felicia respondeu.

– Jess, quando o café sai? – Perguntei.

– Daqui a pouco. – Ela respondeu e saiu.

Depois de um tempo fomos tomar café.

– Que horas você vai para a aula? – Perguntei para Felicia.

– As sete. – Felicia respondeu. – Por quê?

– Porque eu vou com você até lá, quero ter certeza que aqueles idiotas não vão mexer com você de novo. – Respondi.

– Own que fofo que você é Kayque. – Jess falou. – Faz tempo que o Luke não se preocupa assim comigo. – Ela falou lançando um olhar gelado para o marido.

– Eita! – Eu falei cerrando os dentes. – Alguém vai dançar.

Luke me encarou com cara de mau.

– Bom eu vou acabar logo por que tenho que me preparar para a aula. – Falei.

Depois do jantar eu e Felicia ficamos assistindo TV, não demorou muito e o professor Edwards chegou.

– Boa noite professor. – Eu o convidei para entrar.

– Boa noite Kayque. – Ele respondeu.

Sentamo-nos á mesa da sala para começar.

– Luke já deve ter te explicado do nosso programa de supletivo, quatro meses cada série até você terminar o ensino fundamental. – Ele falou.

– Ensina direitinho pra ele professor, preciso de alguém para pegar cola no ano que vem. – Felicia disse.

– Pode deixar Felicia. – O professor disse sorrindo.

A aula começou, como da ultima vez a explicação foi ótima, peguei bem o conteúdo das matéria que ele passou, quando me dei contar eram dez e meia da noite, o professor foi embora.

– Eu já vou indo também, te vejo amanha as sete. – Felicia disse me beijou no rosto e saiu.

Eu fui para cama um tempo depois e dormi tranquilamente. Acordei e olhei o relógio, seis e meia da manha, levantei e tomei uma ducha, me arrumei e fui para o apartamento de Felicia, uma mulher me atendeu.

– Bom dia, você deve ser a Sra. Hardy, certo? – Perguntei

– Bom dia, você deve ser o Kayque, Felicia me falou muito de você, pode entrar. – Ela falou. – Felicia esta no quarto, me acompanhe.

O apartamento de Felicia também era bonito, mas era um pouco menor, entrei no quarto dela e meu corpo foi invadido por preto e branco, gatos e rock, o quarto dela era incrível tinha paredes brancas e pretas, tinha pôsteres de rock por todo o lado, tinha bichos de pelúcia e o radio tocava rock.

– Bom dia, gata. – Falei.

– Bom dia Mr.musculo. – Ela respondeu. – Já estou terminando.

– Até que para uma patricinha você tem bom gosto. — Falei olhando em volta.

– Que bom que gostou, agora vamos, quero acabar a aula para comprar o novo CD do 30 Seconds to Mars que foi lançado ontem a noite. – Ela disse pegando minha mão e saindo do quarto.

Descemos até a rua, apesar de cedo New York estava como sempre, movimentada.

– Mal posso esperar por esse CD. – Felicia disse animada. – Nem vou passar na frente da loja de CDs não quero quebrar a vidraça.

– Ok, estou vendo que você quer muito esse CD. – Eu falei.

– Já estou esperando há meses. – Ela respondeu.

Viramos na E 57th St.

– Acho que vou começar a acordar cedo, não vou me acostumar sair tão cedo de casa. – Comentei.

– Nem me fala, a pior hora da manha é ter de levantar cedo. – Felicia concordou. – Você vai ver só, segunda vai ser sempre o pior dia da sua vida quando começar a ir para a escola.

– Como está se saindo até agora? – Perguntei.

– Os nerds sempre me ajudam quando eu peço. – Ela falou sorrindo.

– Tsc os caras são explorados e nem sabem. – Falei. – Mas só tem nerds na sua escola?

– Não lá tem o James, o cara mais gato de todos, ele é incrível, ele joga futebol em um clube. – Ela respondeu sonhadora.

– Tsc, aposto que é só mais um babaca que fica se achando. – Falei.

– Tá com ciúme é? – Ela perguntou pra mim sorrindo maleficamente.

Eu não queria admitir, mas estava me mordendo.

– Eu? Por favor, eu sou mais eu. – Menti.

– Uhum, sei. – Ela disse não engolindo minha mentira.

Viramos na 1st Avenue.

– Esse cara é da sua série? – Perguntei.

– Não, é do segundo ano, ele já tem namorada, mas não impede de ficar olhando. – Ela respondeu.

O que ela disse me acalmou, um tempo depois entramos na rua da escola, na frente dela os três garotos do dia anterior estavam lá, Tom estava com o rosto inchado, olhei para Felicia e para eles de novo, deixei claro no olhar “Se encostar nela, já sabe”.

– Vou ficando por aqui. – Falei. – Tchau gatinha.

– Adoro quando você me chama assim, tchau. – Felicia disse e me beijou no rosto, ela foi em direção as amigas e foi embora.

Enquanto voltava aproveitei e dei uma volta por ali, passei na frente de lojas de roupas, filmes e tudo mais, até que parei na frente de uma loja de CDs, na vitrine eu vi “CD do novo álbum de 30 Seconds to Mars já esta a venda” olhei para meu bolso e vi que minha carteira estava ali, felizmente o dono tinha acabado de abrir a loja e posto o aviso, entrei e peguei o primeiro CD.

– Bom dia. – Eu disse no balcão.

– Bom dia, vai ser pra presente? – O balconista perguntou.

– Sim. – Eu olhei os embrulhos e achei um perfeito. – Quero aquele preto e branco de gatinhos.

– Parabéns, você foi o primeiro comprador e ganhou um pôster autografado. – O vendedor me disse.

– Sério? Que sorte. – Eu disse pegando a sacola.

– São U$25,00. – Ele falou e eu paguei. – Tenha um bom dia.

– Você também. – Respondi.


Notas finais
Presente pra Felicia huh? Isso está ficando sério, bom se algo acontecer você só vai saber lendo, então não espere e vá ler o próximo capitulo ^^