Um novo The Big Four
3 O que eu faço?
Notas iniciais
E agora o que eu faço?
P.V.O. (especial) Soluço
Eu conheci a Beterraba primeiro que todo mundo, e não precisei que ninguém me mostrasse como ela era legal, eu realmente fui com a cara dela! Mas agora... Agora eu estou em uma situação complicada, eu nem tinha percebido, eu e ela estávamos de mãos dadas, e eu não sabia o que fazer, se eu soltasse a mão dela ela iria achar que eu não gosto dela! E se eu não soltasse todos iriam achar que temos alguma coisa a mais!
Não! Eu tinha que tomar uma providencia, então parei de andar e ela fez o memo.
_Beterraba... _chamei sua atenção_ Temos que resolver isso _disse soltando sua mão_ Olha... Não é que eu não goste de você! É só que... _ela me interrompeu.
_Não! Soluço, ta tudo bem! Olha... eu fico até feliz por você ter percebido e tomado uma decisão, porque... Eu já estava enlouquecendo sem saber o que fazer! _ela disse em um suspiro_ Obrigado por ser compreensivo e... _eu a interrompi.
_Não! Obrigado você por entender! _nós nos entreolhamos e consentimos com a cabeça.
Fico feliz que tudo tenha se resolvido!
P.V.O. Beterraba
Fico feliz que tudo tenha se resolvido!
O Soluço é realmente o tipo de menino que não se conhece todo dia! Tudo tinha se resolvido para nos dois, mas ainda precisava explicar isso para o resto da “Tuma” que parecia estar alterada com o acontecimento. Quando (finalmente) chegamos onde eles estavam nem nos deixaram falar.
_Agüenta ai meu irmãozinho! _Jack começou_ O pegador aqui sou eu! O senhorzinho não se encaixa no papel, então abaixa o facho ta?! _ele disse fazendo gracinha. “eu nem to acreditando” pensei.
_Deixa ele Jack! _Merida indagou_ Ele faz o que bem entender! _disse com um tom forte na voz, “ela perece raivosa” pensei_ Vamos! Temos que pegar os livros! _falou com a cara fechada indo em direção ao balcão principal da biblioteca.
_O que deu nela? _ cochichei para a Punze.
_Depois te explico! _ela cochichou de volta.
Depois de pegar os livros e o horário de aula. Já estava perto da hora do almoço, então seguimos para a cantina, chegando lá sentamos na primeira mesa que vimos, a mesa tinha Seis cadeiras então uma ficou vaga, mas não por muito tempo! A Merida pegou a cadeira para colocar os pés, “folgada” pensei.
Depois do almoço seguimos para a sala de aula, a primeira aula era ciências com a professora Dina. Chegando à sala a professora já estava lá, então sentamos e esperamos, sentamos no meio da sala com eu e Soluço nas cadeiras da frente e Punze, Merida e Jack na fila de traz. De vez em quando (quase sempre) eu e Soluço dávamos uma viradinha para traz, para conversar com os outros, e nessas viradinhas ligeiras eu via um menino, cabelos loiros, e bem vestido. Quando a aula acabou e íamos saindo da sala eu não me agüentei e perguntei.
_Quem é aquele sentado no fim da sala?
_Não! Nem pense nisso Beterraba! _Punze exclamou.
_Não pensar em que? _falei me fazendo de desentendida.
_O que a Punze quis dizer é que ele não é flor que se cheire _Merida indagou.
_Pois é! O pai dele é o dono da empresa mais rica da Itália e uma das mais do mundo, e ele vive se esnobando por ser incrivelmente rico a poderoso! _Jack completou.
_Não deve se misturar com gente dessa laia Beterraba! _concluiu Punze.
_A Rapunzel tem razão! _Soluço completou_ Vem vamos para a próxima aula!
Eu sei que eles disseram isso para me proteger, mas no fundo eu sentia que alguma coisa não caia bem!
A próxima aula era de redação, com o professor Breu. Chegamos à sala e o tal “riquinho” chegou logo depois e se sentou no mesmo lugar, dei de ombros e também sentamos-nos mesmos lugares.
Depois da aula
_Eu não acredito! _Merida saio da sala gritando_ Esse cara de abacaxi de gaveta! Azeitona seca!
_É maracujá de gaveta e ameixa seca Merida. _corrigiu Soluço.
_Tanto faz! _ela gritou com raiva_ Essa criatura, é o único que vai passar atividade valendo nota na primeira semana de aula.
_Pra que tanto aborrecimento Merida? Ele só vai fazer uma redaçãozinha, nada de mais! _falei ingênua, todos me olharam com uma cara de “louca?”.
_Beterraba as redações do professor Breu são as mais difíceis! _disse Punze.
_É, esse cara é louco! Ninguém tira nota boa nas redações dele, nem mesmo o Soluço! _exclamou Jack_ E olha q o Soluço é o maior nerd! _cochichou.
_Ah qualé? Vocês estão fazendo tempestade em copo d’água! _ironizei_ Redação é tudo igual, assim como o truque para passar nela.
_Beterraba isso é impossível! _indagou Soluço_ O professor Breu sempre diz: dê sua opinião, mas nunca gosta da nossa opinião.
_Como eu disse... _continuei a falar como se fosse à pessoa mais inteligente do mundo_ o truque é o mesmo, quando ele diz “quero sua opinião” ele que dizer me escreva o que eu quero ler! _falei como se fosse obvio.
_Hei... Ate que faz sentido _falou Soluço_ Beterraba você é genial! _gritou_ Nem mesmo eu tinha pensado nisso antes!
Soluço segurava em meus ombros a me girava em círculos no meio do corredor, ele parecia feliz, mas também parecia que só ele que estava feliz Merida olhava para nos dois fixamente, primeiro com um olhar que não consegui interpretar, que rapidamente mudou para olhar de raiva quando percebeu q eu tinha percebido. Então Soluço parou de me girar e fez uma coisa inesperada, Soluço me abraçou.
_Obrigado! _ele disse se afastando de mim, e então correu assim der repente.
_Para onde você ta indo?_ Punze gritou para ele.
_Vou para a biblioteca! Preciso revisar! _ele respondeu e continuou a correr.
Quando ele virou no corredor da esquerda e saio do campo de visão, todos rapidamente olharam para mim, como se já tivesse tudo ensaiado.
_Que foi? _perguntei confusa.
_Qu... ? Você t...? E aind...? Ah!!! Esquece! _Merida disse, ou melhor, tentou dizer alguma coisa, mas não entendi o que. Ela sai batendo os pés.
_O que eu fiz? _perguntei confusa e preocupada ao mesmo tempo.
_Não é nada pessoal Beterraba! _Punze explicou_ Merida! Espera! _ela falou correndo atrás da Merida.
_Maior mancada em rosinha! _Jack ironizou.
“Mas o que eu fiz?” pensava, não agüentava mais! Tinha que saber qual era problema! Então corri atrás das meninas.
Quando cheguei ao quarto (onde as meninas estavam) me deparei com a cena: Todas as almofadas jogadas no chão, Rapunzel sentada na porta do banheiro falando com (o que parecia) Merida.
_O furacão Katrina passou por aqui? _perguntei com um tom sarcástico.
_O Katrina não, mas o Merida sim! _respondeu Punze com um tom mais sarcástico ainda.
_O que aconteceu? Por que a Merida ficou assim der repente? _perguntei assustada com a bagunça, mas também com medo da resposta. E antes que a Punze pudesse responder, ela foi interrompida pela Merida.
_Por que pergunta? _disse ainda do banheiro_ Não é assim que as meninas reagem quando alguém fura o olho delas na sua cidade?
_Furar o que? Do que você ta falando? _perguntei confusa.
_Eu mereço! _ela gritou ainda do banheiro_ Alem de Patty e furadora do olho a menina burra! Vem cá você tem alguma qualidade? _ironizou.
_Ta ok me chame do que quiser eu só quero sabem o que eu fiz?
_Já era difícil antes, e agora com concorrência?! _ela abriu devagar a porta do banheiro botando apenas o rosto de fora, mas dava para ver seu nariz e olhos vermelhos e suas bochechas ainda molhadas_ Você ainda não entendeu? Eu gosto do Soluço, e já era difícil antes, e agora com você de concorrência vai ser mais impossível ainda! _ela disse cabisbaixa.
_Talvez você tenha razão, mas você só esqueceu uma coisinha pequenininha... Eu não sou concorrência. _falei tentando consolar ela. Ela levantou a cabeça e olhou para mim_ Na verdade... Acho até que posso me subjugar cupido a partir de agora, por que Merida... Eu vou ajudar você com o Soluço.
_Mas vocês... Estavam... Todos viram que entre vocês... _ ela tentou falar, pois ainda soluçava.
_Nunca existiu nada! _interrompi_ O Soluço só estava sendo... Bom, “o Soluço”. Gentil como sempre.
_Mas ela nunca é assim! Com menina nem uma! Porque com você? _perguntou confusa, eu apenas ri, e bem alto (ate de mais).
_Não é que o Soluço não seja assim! É só que... _dei um suspiro_ eu não percebi de burra, mas todo mundo já sabia que você é afim dele, e ninguém vai ser doido de mexer com a terrível Merida! _nos duas rimos de, pois da minha terrível imitação de sei lá o que!
_Acho que você tem razão! Desculpa por duvidar de você _ela veio ao meu encontro e me abraçou_ Então... Vamos? Ta na hora do lanche, e eu to cheia da fome!
Nos duas começamos a rir e saímos do quarto, mas foi ai que vim perceber...
_Cadê a Punze? _perguntei.
_Vamos comemorar! _gritou punze que saltou de sei La onde.
_Ai que susto menina! _eu a Merida falamos na mesma hora. Então começamos a rir e seguimos para a cantina.
Tudo correu rápido e sem problemas, chegamos à cantina lanchamos e saímos para a aula de geografia e depois para e da historia, e tudo isso sem ouvir uma palavra se quer do Soluço, depois de tudo (inclusive o jantar) fomos para os quartos e apenas dormimos. Sempre desejando que
Tudo melhore antes de piorar.
Quarta-feira
Acordei no meio da madrugada depois de um pesadelo tenebroso, ainda desorientada olhei à hora no relógio que marcava 02h30minam, sem saber o que estava fazendo me levantei da cama e simplesmente sai do quarto, lá fora só dava para ver (veja a ironia) a luz no fim do túnel, ou nesse caso a luz no fim do corredor, caminhei ate o fim do corredor que por acaso dava no jardim principal, a luz que eu via era a da lua, que por falar nisso estava cheia e linda. Tudo estava calmo, mas não por muito tempo, der repente escuto uma musica vinda da belíssima macieira (minha preferida até) curiosa para saber quem ou o que estava tocando essa melodia caminhei devagar ate a arvore, e atrás dela um menino, mas não qualquer menino! Era o loiro que a turma chamava de “riquinho”. Quando ele percebeu que eu o observava rapidamente parou de tocar a flauta que tinha em mãos e se levantou rápido.
_Oi _falei querendo quebrar o clima.
_Oi? Oi para mim? _perguntou surpreso mais confuso.
_Você ta vendo mais alguém aqui? _perguntei irônica_ O que faz acordado uma hora dessas?
_Fale por você! Afinal você também esta acordada. _respondeu com um tom cínico, nos dois rimos._ Mas eu só estou sem sono mesmo, e você? Não me deu uma justificativa.
_Tive um pesado, serve para você? _respondi fazendo gracinha_ E depois... Fui atraída pela sua melodia _disse com um sorriso, ele riu.
_Faz tempo que não falo com ninguém assim _ele disse com um sorriso de canto, se sentando novamente de baixo da arvore.
_Por que diz isso? _disse me sentando ao seu lado_ Sei que você não é um exemplo de popularidade, mas tem que ter alguém. _falei ingênua.
_Então você ainda não ouviu as historias? _perguntou meio animado, eu fiz “não” com a cabeça e ele deu um suspiro_ Ah um ano atrás, quando cheguei aqui, eu fiz alguns amigos, mas todos eram interesseiros, querendo sempre saber de “como era ser rico” “como era ser poderoso”. Mais ai eu conheci uma garota, o nome dela era Lia, ela foi à única que não ligou para eu ser rico, mas... um dia ela... Ela estava com raiva, por que os pais dela não tinham dinheiro para comprar uma coisa que ela queria, eu tentei consolá-la, mas ai ela jogou na minha cara der repente, ela gritou: Saia de perto de mim! Você não sabe o que é se sentir assim! Então eu disse: Não é culpa minha ter nascido rico! Mas ela me entendeu mal, eu não quis me esnobar, eu juro! Às vezes eu desejo falir... Só para a ver se a sociedade me aceita! _eu nem tinha percebido, mas ele... Ele estava chorando, ele Ca fungou com o nariz, passou o dorso da mão nos olhos e se, pois a falar outra vez_ Ai... As historias correram rápido de mais, e rapidamente ninguém mais falava com o “riquinho que esnobou uma menina só por que ela era bolsista”. E desde então eu fico sozinho pelos corredores.
_... _eu fiquei sem palavras, era muita coisa para digerir e ainda dar uma resposta. Então eu fiz uma coisa que nem eu mesma esperava fazer, eu apenas o abracei, o abracei como nunca tinha abraçado alguém na vida_ Agora você tem a mim!_ falei, e depois o soltei, me levantei e sai em direção ao corredor de onde tinha vindo _Nos vemos mais tarde!_ disse enquanto andava.
Segui rápido para meu quarto, pois já estava perto de soar o despertador, e se as meninas acordassem e eu não estivesse no quarto iria dar problema.
Quando cheguei ao quarto corri ate meu guarda-roupa, peguei meu uniforme e corri para o chuveiro.
Depois do banho
Quando eu sai do banheiro as meninas estavam bem na porta, as duas de braços cruzados.
_Que foi? _perguntei me fazendo de desentendida.
_Ta legal, qual é o nome dele? _as duas falaram juntas.
_O que? Ele quem? Do que vocês estão falando? _perguntei me fazendo de boba.
_Ora Beterraba, não se faça de boba! _Merida disse colocado as mãos nos quadris.
_Você saio de madrugada, só volto agora, e ainda cantarolando _Punze falou contando nos dedos.
_ Vai me dizer que tava estudando?_ Merida completou.
_Ta vocês tem razão eu não estava estudando! Mas não significa que eu estava com um menino _tentei disfarçar_ E falando em estudar... A redação do professor Breu não era hoje?
_É mesmo! _as duas gritam juntas e começaram correr pelo quarto, eu apenas ria das duas.
Depois que as meninas se acalmaram, e se ajeitaram, fomos para a cantina para tomar café. Quando chegamos os meninos já estavam lá, guardando nossos lugares acho.
_O que passa? _perguntou Jack enquanto nos sentávamos_ Novidades?
_Sim! A Beterraba teve um “encontrozinho” de madrugada _Merida disse fazendo aspas com os dedos. E o Jack fez cara de “danadinha” para mim.
_Merida! _gritei.
_Que foi? To mentindo? _ela perguntou com cara de boba.
_Ta! _respondi rápido_ Eu não fui para um “encontrozinho” na madrugada! Eu só... Tive um pesadelo e fui tomar um ar, só isso.
_É... E ficou até agora tomando ar _ela falou com um tom sarcástico.
_Ok gente, e não sei vocês, mas eu tenho que fazer uma redação! _disse Soluço se levantando da mesa_ Então, eu vou indo.
Soluço saiu da cantina indo para a aula, e todos fizemos o mesmo.
Depois da aula
Eu fui a primeira a terminar a redação (porque não me admira?), quando saída sala virei à direita, em direção ao pátio, mas dai ouvi a porta bater e me virei para ver quem era, era Soluço, ele tinha virado a esquerda, em direção ao jardim, curiosa para saber o que ele iria fazer, eu o segui, mas sem deixar ele me ver.
Quando chegamos ao jardim Soluço foi direto para a gigante macieira (porque será que todos adoram essa arvore?), se sentou no banco que tinha em baixo dela e encolheu as pernas junto ao corpo. Senti que ele não estava bem, então fui ate lá.
_Oi_ falei me sentando ao seu lado_ O que aconteceu?
_Ah oi _ele disse surpreso_ Aconteceu? Não aconteceu nada! Eu só vim para cá para... _ele olhou para os dói lados do banco, e pegou um livro_ para ler. _completou com o livro em mãos.
_Ah Soluço corta essa! Você pode se abrir comigo! _falei tentando ser compreensiva. Ele deu um suspiro e pegou minha mão.
_Ok, na verdade eu vim aqui para pensar _ele deu outro suspiro_ eu estudo aqui ah cinco anos, eu conheço a Merida ah cinco anos, e desde então eu me apaixonei por ela, mas agora...
_Mas como assim? Você não gosta mais dela? _interrompi surpresa.
_Não! Não é isso! _ele respondeu rápido a preocupado_ É que... Às vezes eu preciso refletir, para me fazer acreditar que cinco anos não é tempo o suficiente para ela já ter percebido, e me dado uma resposta. _ele disse com força na voz. E nesse momento lembrei-me do que Merda me disse, mas também me lembrei do que eu disse a ela, “como ia ajudar ele, sem contar para ele?” me perguntei.
_Mas como você sabe que ela não gosta de você? _perguntei como se não soubesse de nada.
_Simplesmente pelo fato de ela nunca ter se dado ao trabalho de demonstrar! _ele falou com uma cara de “não é obvio?”.
_Sim mais... _tentei fazer-lo parar_ estamos falando da Merida! Temos que levar em conta que ela não é perita em sentimentos.
_Mesmo assim! _exclamou ainda com raiva_ Beterraba, você é amiga dela... Então não minta para mim! Ela já falou de mim alguma vez? _ele falou com cara de cachorrinho sem dono, como se soubesse que eu não resistiria a esse olhar.
_Olha... Soluço... Se ela falou ou deixou de falar não importa! O que importa é o que você vai dizer para ela_ falei tentando tirar o peso de minhas costas_ E é por isso que, sendo sua amiga, vou Le ajudar com a Merida _me levantei do banco e estendi a mão para ele_ OK? _perguntei com um sorriso.
_Ok! _respondeu com outro sorriso. E novamente ele não se agüentou e me abraçou novamente.
Depois de tanto tempo tínhamos que ver o que a turma andava aprontando, então seguimos para a sala novamente.
P.V.O. (especial) Merida.
_Essa foi definitivamente a pior redação que esse velho mogocoron já fez! _eu sai da sala revoltada.
_É mocorongo Merida _Punze me corrigiu.
_Tanto faz! _falei jogando as mãos para cima. E agora que vim me tocar_ Hei, cadê o resto?
_Eu sei que eu to aqui! _disse Jack saindo da sala_ Mas o Soluço e a rosinha eu já não sei! _ele falou dando de ombros.
_Ué, o Soluço não vai sempre para o jardim depois de uma prova, trabalho ou qualquer coisa assim?! _Punze falou como se fosse a coisa mais obvia.
Bati na testa com a palma da mão, peguei a mão da Rapunzel e (praticamente) a carreguei ate o jardim, mas quando cheguei lá me deparei com a cena: Soluço e Beterraba de mãos dadas (outra vez), mas pior, logo em seguida eles se abraçaram (outra vez). Aquilo me deixou bufando por dentro, com raiva, mas sem saber o que fazer eu fui para meu quarto.
P.V.O. Beterraba.
Andávamos pelos corredores quando der repente eu vi a Merida correndo em direção ao quarto.
_Agente se ver depois _falei para Soluço_ Tenho que resolver unas coisas. Tchau! _gritei e sai correndo.
_Ok _ele disse acenando_ Tchau!
Corri para o quarto, quando cheguei fui realmente surpreendida por um travesseiro voador.
_Sua traidora! _gritou Merida da cama, jogando o travesseiro_ Eu cofiei em você! E você faz isso comigo?!
_Do que você ta falando? _perguntei, ate que fui atingida (novamente) por outro travesseiro.
_Eu vi você FURANDO MEU OLHO outra vez! _ela deu ênfase, me atirando mais um travesseiro_ E pensar que tinha confiado em você! _ela estava começando a lacrimejar_ Mas não se preocupe, isso não vai mais acontecer! _ela jogou mais um travesseiro.
_Isso de novo? _falei, já estava ficando com raiva por ela não confiar mais em mim_ Será que você não percebe?
Ela continuou a jogar os travesseiros (parecia que tinha uma metralhadora me mãos), quando vi que estavam acabando tentei me aproximar, quando cheguei perto o suficiente segurei seus pulsos e sentei na cama junto com ela, ela estava se derramando em lagrimas e se debatia (pela lua cheia de onde ela tira essa força?).
_Merida entenda, eu não estava dando em cima do Soluço _eu disse.
_E como me explica vocês de mãos dadas? E aquele abraçinho no final? _ela disse com raiva soltando seus pulsos.
_1° não fui eu! Foi ele _ela se acalmou_ 2° mesmo que tivesse sido eu… eu não teria chances contra você! _quando eu disse isso ela arregalou os olhos_ Merida… é do você que o Soluço gosta!
_Então... Porque estavam de mãos dadas? _ela perguntou confusa.
_Como eu já lhe disse, ele estava apenas sendo o Soluço! _eu falei com um sorriso de canto_ E o abraço, foi porque eu disse que ia ajudar ele com você.
_Ai, eu não acredito! _ela disse dando uma tapa na própria testa_ Como posso ter duvidado de você duas vezes? Mas Beterraba, peço que não conte para ele ok?
_Não se preocupe _falei entre risos_ Qualquer um teria ficado! _tentei consolá-la_ Agora vamos! Temos que ir para a próxima aula _disse me levantando da cama. Ela sorriu e levantou.
_Hei, cadê a Punze? _ela perguntou olhando para os lados.
_Ela não estava com você? _perguntei.
Entreolhamos-nos e demos de ombro, saímos do quarto para procurar o resto da turma.
P.V.O. (especial) Rapunzel.
Merida me arrastou para o jardim depois da redação, e quando chegamos lá vimos o que não deveríamos, eu fiquei paralisada, mas a Merida ela sai correndo sem dizer uma só palavra, depois vi a Beterraba correndo atrás da Merida, mas sem sinal do Soluço, então fui atrás dele.
Quando achei o Soluço ele tava no corredor andando e conversando com o Jack. Eu cheguei perto e interrompi.
_O que foi aquilo? _perguntei segurando no ombro dele, ele se virou.
_Aquilo o que? _ele perguntou confuso.
_Você e a Beterraba La no jardim ainda pouco _falei com raiva na voz.
_Opa meu irmãozinho! Outra vez a rosinha? _falou Jack_ Pensei que teu alvo fosse à ruivinha.
_Não é isso gente! _Soluço falou dando uns passos para traz_ A Beterraba tava me ajudando com... Espera Punze a Merida estava com você? _ele parecia preocupado.
_Tava sim! Por quê? _perguntei ingênua. Ele saiu correndo, eu e Jack nos entreolhamos e fomos atrás dele.
P.V.O. Beterraba.
Eu e Merida estávamos andando pelo corredor quando der repente uma forma de vida aparece do nada e acaba esbarrando em nos duas e nos três fomos ao chão, e nem deu tempo de saber quem era o ser que mais dois caíram em cima de nos. Quando viermos ver.
_Soluço?
_Merida?
_Punze?
_Beterraba?
_Jack?
Todos se olharam e começamos a rir nos levantamos e ainda rindo seguimos para a aula
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