Romeu

Acordei cedo: seis horas. Fiz tudo bem devagar, tomei café e saindo de casa, esbarro na Julieta:

– Ro...

– Bom dia, amor.- sussurro.

– Bom dia... Romeu, é melhor a gente nem conversar e ninguém pode nos ver juntos!-ela adverte.

– Não dá, Julieta! Eu preciso te tocar, te beijar. Que tal um encontrozinho hoje no posto ás onze e meia?

– Tudo bem... Agora, tenho que ir. Beijo.

– Beijo... Te amo.-

– Eu também.- ela diz saindo de perto de mim.

Durante as aulas, eu não conseguia parar de olhar para ela, porque ela é tão linda! Dá vontade de ir para lá, agarrá-la e beija-la!

O dia passou. Deu onze e quinze da noite, saí de casa e fui para o posto, hoje, eu cheguei primeiro que ela. Espero uns cinco, seis minutos e ela aparece, toda contente:

– Ah, oi, amor.-eu cumprimento.

E ela me abraça e diz:

– Romeu... Romeu, tem alguém atrás de você.

– Quem?- digo, me virando para trás.

– Não sei, só sei que tem.

E quando, dou por mim, vejo um vulto no poste, um não, dois. Eram...

– Isaac! O quê você está fazendo aqui?- pergunto.

– O mesmo que você.

– Ah, como assim?-digo, completamente confuso.

– Oi, Ju. Oi, Romeu.-diz Manuela, surgindo do nada.

– Manu?! Você e o Isaac... Vocês estão se pegando?-se surpreende Julieta.

– Mais ou menos. — responde Isaac.

– Isaac! Já para casa! Você só tem 15 anos!

– Para de dizer que eu só tenho 15 anos para tudo, Romeu! Tudo o quê eu faço, sua única explicação é que eu tenho 15 anos! E daí? Eu podia ter 10, 20, 60 anos...

– Eu não acredito que você estão ficando. -diz Julieta.

– Ah, começamos ontem.- fala Manuela.

– Ok, olha a hora! São onze e meia! Vamos todos para suas respectivas casas...- digo, encerrando tudo. Como aquele moleque era abusado!

– Romeu, obrigado por me amar.- Julieta sussurra no meu ouvido.

– De nada... Tchau.

– Tchau. Até amanhã!

E então, nos despedimos. Eu e Isaac fomos para casa, eu ainda estou horrorizado em ver meu irmão mais novo beijando! Arg! Era só o quê me faltava!