Um natal em família
1 Capítulo 1
Primeiro de Dezembro o mês em que todos se confraternizavam e o clima de festas reinavam, o Dia de Ação de Graças estava prestes a chegar e era um dos feriados mais importantes do ano: o dia em que todos se reuniam para celebrar e dar graças a Deus por tudo o que eles conquistaram naquele ano inteiro. Dezembro é o mês de agradecimento, o ano da conclusão, mês de fechamento onde os familiares viajavam para se reunirem e matarem as saudades. Emma estava em sua casa, Henry estava na casa dos avós, ela estava deitada em seu sofá, a caneca de leite com canela estava na mesinha ao lado, sua mente estava longe dali, na verdade, estava criado fantasias que queria muito realizar em seu íntimo. Na sua teoria, ela não queria estar naquele sofá, talvez muito talvez, ela queria estar na casa de Regina, ajudando a organizar o jantar do dia de Ação de Graças, com certeza a morena a manteria bem longe da cozinha, o máximo que Emma pretendia fazer — em seus pensamentos, é claro — seria entrar no cômodo para roubar alguma coisa de comer e, claro, roubar algum beijo da morena, mas essa teoria ilusória só estava dentro da cabeça de Emma e as chances disso ser realidade era um pouco difícil. Sentou-se e tomou sua bebida favorita. Seu horário de almoço já estava acabando então se levantou pegou seu casaco, luvas e touca e rumou para a saída. Não adiantava ficar cogitando um relacionamento amoroso com a prefeita, porque isso só aconteceria na sua cabeça mesmo.
Os cartões de natais eram enviados pelas famílias de Storybrooke, todos recebiam e enviavam, a família de Emma ainda não tinham feito a foto e nem dedicado aos moradores, mas sua mãe, Mary, já estava apressando para que isso acontecesse, foi então que Emma teve uma ideia: tentaria convencer Regina Mills a tirarem a foto com sua família.
***
Regina estava rodeada de papéis em sua mesa na prefeitura, inúmeros projetos para serem orçados, mas tinha em mente começar logo o que rondava em sua mente por algum tempo. Henry tinha sugerido que a mãe, para que ela criasse uma escola de música na cidade para jovens, crianças e adultos. A música era um meio aonde todos se encontravam e todos gostavam e algo a mais para a cidade e acrescentaria na cultura dos moradores. Iria falar com a Srta. Swan, porque segundo o filho, ela tocava piano muito bem, nunca viu a loira tocando embora já tenha visto o piano de quina na casa da mesma. Suspirou. Swan dominava seus pensamentos desde sempre, mas ela, como boa em esconder seus sentimentos e nunca deixar transparecer seus pensamentos, guardava para si todo o pensamento relacionado a outra mãe de seu filho. Enquanto estava lendo outros documentos, sentiu seu celular tocando, dando sinal de uma mensagem.
"Gostaria de tirar foto com a família Charming?"
Mereço — pensou.
"Não, obrigada."
"Por que?"
"Eu não sou uma Charming,"
"Nem eu. Eu sou uma Swan."
"E eu sou uma Mills"
Regina revirava os olhos para a insistência da loira. Claro que ela não ia tirar foto com os pais dela, primeiro que ela não ia sair em uma foto aonde tinha o Capitão Lápis-de-olho. Não mesmo. Ela se recusava a prestar tal papel. Não sabia porque Emma ainda não dava um ponto final naquela história fadada ao fracasso. Hook era, com certeza, a pessoa cujo a tradução da palavra ranço significava.
"Juntas somos Swan-Mills"
A prefeita leu a mensagem e apenas ignorou. Voltou ao seus papéis quando minutos depois Emma voltou a importuná-la.
"E então?"
"O que é, Swan? Já disse que não."
"E se eu te convencer?"
"Bom, então tente. Agora eu preciso trabalhar e você também diga-se de passagem. Tchau."
Claro que Emma ia tentar. Ela adorava um desafio e Regina era um desafio e tanto. Ia pedir a ajuda de Henry, pois sabia que a morena sempre cedia aos pedidos do garoto, claro que os pedido acessíveis porque faltar a escola ou comer pizza todos os dias, dormir na casa dos amigos ou ficar na rua até tarde.. esses pedidos era fora de cogitação. Sorriu e colocou os pés na mesa. Regina tiraria a foto com eles, ou ela não se chamava Emma Swan.
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