Um mundo para lá do nosso
1 Uma criatura....estranha?
Notas iniciais
Espero que gostem ( estou de poucas palavras hoje) ~.~
Marcus Wood e Ginny Silver são dois irmãos. Marcus tem 15 anos. É alto, moreno e tem olhos azuis, cor de céu. Costuma usar calças rasgadas com correntes, camisolas largas e cap. É um jovem aventureiro, muito dado a mitologias e mistérios. É extrovertido e endiabrado, grandes qualidades que o fazem ter imensos amigos.
Ginny, por sua vez, tem 17 anos. Os seus cabelos são ruivos e lisos. Tem sardas no nariz. A única coisa que a liga ao irmão são os olhos da mesma cor. Ela toca flauta transversal e dança hip-hop. O seu estilo normal são jeans e tops curtos.
Os pais de Ginny separaram-se quando ela tinha seis anos. O pai foi para a Angola e a mãe trabalhava todo o dia para a sustentar. Marcus ficou órfão de mãe com 4 anos. O seu pai levava uma vida de luxo e nunca deixou que faltasse alguma coisa ao filho.
A mãe de Ginny (Ana) e o pai de Marcus (Albus) conheceram-se, apaixonaram-se e casaram. Agora viviam juntos. Marcus e Ginny rapidamente lidaram bem um com o outro. O pai de Marcus fez com que Ginny tivesse uma vida melhor.
Esta história é sobre eles. As suas vidas estão prestes a mudar quando vêm algo misterioso a flutuar pelo jardim de casa…….
Ana e Albus estavam de férias no Hawai. Ginny e Marcus tinham ficado na mansão de férias que os pais tinham comprado. A mansão era branca, com portas de efeito de madeira. Tinham três casas de banho, cada uma com uma cor diferente. Quatro quartos (um para cada um, mais um de casal e outro para as visitas) com mais um de estudo(que agora era usada para guardar os velhos brinquedos e alguns livros de crianças), uma sala de jantar e outra de estar, já para não falar da enorme cozinha. Ginny estudava para os exames de décimo segundo ano, enquanto Marcus jogava na sua PS4. Era só mais uma das suas tardes entediantes. Certa altura Ginny fartou-se:
- Anda lá fora comigo apanhar ar. É só um bocadinho, já voltas. Por favor….- disse a fazer beicinho.
-Está bem. Só porque és tu que pedes.
Desceram as escadas que dão para os quartos e seguiram até ao jardim. Ginny sentou-se numa cadeira de baloiço e Marcus fingia-se contente a observar o céu. Ginny até se atrevia a perguntar o que se tinha passado, mas deviam ser problemas, outra vez, com uma das suas vinte mil namoradas. Ana riu-se baixinho e desviou o olhar para a erva. Viu algo que a surpreendeu. Uma criatura pequena, nem a um metro chegava, com longas barbas ruivas e vestes verdes permanecia, estacada, ali, no jardim. Ginny esfregou os olhos, mas ela continuava lá. O mais extraordinária era que, Marcus, olhava para essa estranha criatura como se nada fosse. Achava mesmo que estava a enlouquecer:
- Tu estás a ver o mesmo que eu Marcus?
- O quê? Eu estou só a ver relva….
-Não! Tu não vês aquela criatura estranha?
-Qual criatura estranha Ginny? Já te disse que só vejo relva! Tu não me aborreças!
- Mas como é possível que tu não vejas? Ele está mesmo……ali….- disse, desviando a cara e reparando que já lá não estava.
- Olha, já te disse que não há nada ali, tu é que deves estar a ficar maluquinha com tanto estudo. Não sei quanto a ti, mas eu vou voltar lá para dentro.
- Mas, ele estava ali….- disse, baixando o tom de voz, admirada, mas também desiludida.
Voltou para dentro e continuou os estudos até à hora de servir o jantar. Um rico jantar, diga-se de passagem. Frango assado, batatas assadas, arroz e alface e, para terminar, mousse de chocolate. Marcus foi direto à cama, mas Ginny aproveitou o tempo ameno de verão e foi para o jardim, ler um pouco. Estava a ler “A Guerra dos Tronos”. Um livro interessante, mas com muitas mortes, achava ela. Foi ler para o mesmo baloiço.
-Até amanhã Ginny!- gritou o irmão da janela do quarto.
- Xau!- respondeu ela.
Ginny leu, no mínino, naquela noite, dez capítulos. Ao acabar o décimo, o sono já vencia. Então, decidiu voltar para o quarto. Estava a precisar de dormir, pensava ela. Ao levantar-se, viu outra vez a mesma estranha criatura, mas desta vez, os seus olhares cruzaram-se e mantiveram- se os dois assim, pelo menos, durante dois minutos. Depois desse tempo a estranha criatura desatou a fugir e desapareceu do rasto da vista de Ginny. Ginny saiu do jardim e, quando ía a entrar no quarto, decidiu bater à porta do quarto do irmão. Como ninguém respondeu, ela entrou.
Depois de três abanões e de ter levado com um comando de televisão na cabeça ele, finalmente, acordou.
- Marcus, nem sabes o que aconteceu! Estava a ler “A Guerra dos Tronos” e vi a mesma criatura a olhar a olhar para mim! Foi muito estranho! Ficamos a olhar um para o outro durante, o que me pareceram, cinco minutos! ( N/A: Claro que tem que haver sempre os pequenos exageros nas histórias recontadas)
- A SÉRIO QUE FOI SÓ PARA ISSO QUE ME ACORDASTE? Ginny, vai dormir por favor!!! Tu já viste as horas? Olha, e vem-me esta às três horas da madrugada dizer-me que viu um anão, um duende ou gigante, ou lá o que isso seja! Ginny, já não tens idade para pensares nisso, quanto mais imaginares que os vês….. Pfff…. Por favor!!
- Mas eu juro que ele estava mesmo lá!!! Tens de acreditar em mim!
- Está bem, talvez amanhã acredite, mas hoje estou com demasiado sono para acreditar em histórias da carochinha. BOA NOITE!!!!!
- Mas tu tens que acreditar….
- Vai-te embora!!!!- gritou Marcus, já com o comando em punho, pronto para lho atirar à cara, caso ela não se calasse.
- Está bem, está bem…..- murmurou ela, a caminho do quarto.
- Estou mesmo a precisar de ir ao médico….- disse ela, já a entrar no quarto.
Ginny abriu a porta do quarto. Parecia tudo normal, até que….
- Olha, por acaso não tens um bocado de queijo Camembert para eu comer? É que a viagem foi longa….. E uma pinga de vinho também não faz mal a ninguém…. Sinto-me desidratado….
Ginny nem conseguia acreditar no que os seus olhos viam…..
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