Um lugar parecido com o lar
3 Chegada
Notas iniciais
Finalmente voltei, tinha parado de escrever por falta de inspiração. Mas agora to de volta.
Olhando pelo vidro da nave, percebi o nosso céu sumindo e dando lugar a estrelas, cometas e meteoros. Era tudo muito lindo. Nosso sistema solar era igual o da Via Láctea, porém estava acabado e destruído ,os planetas secos e avermelhados.
Após um tempo, a luz da tela piscou avisando que poderíamos andar livremente pela nave. O que pra mim foi um alivio. Estava ficando com câimbras. Levantei-me e alonguei-me resmungando sobre dores e cadeiras duras.Renco riu.–Parece um velho reclamão, só fica reclamando pelos cantos.Encarei-o de cara feia.–Velho é você.Ele foi até a cozinha e pegou uma garrafa de água.– Não sou eu que estou reclamando. Saí da li e vou para meu quarto. Escutei Renco rir atrás de mim. Meu quarto era um lugar amplo e muito bem iluminado. Uma cama grande se encontrava em um canto, uma mesa de escrever estava ao seu lado. O guarda-roupas com minhas vestes favoritas jazia no outro lado do quarto e, ao seu lado, uma mesa de computador grande com papeis contendo anotações.Sentei-me ali e peguei os papeis nas mãos. Eram números e contas do tempo estimado para chegarmos na terra. Chegaríamos lá em dez horas se utilizássemos um buraco de minhoca. Um solavanco me chamou a atenção. Havíamos ultrapassado o tal buraco de minhoca. Estávamos na Via Láctea, era só questão de horas até chegarmos na Terra. Deito-me na cama imaginando como poderia ser o povo da Terra e como a Terra em si poderia ser. Logo senti fome e fui até a sala de jantar. Renco estava sentado na mesa comendo tranquilamente.–Desculpe não chamá-lo senhor, não quis incomodá-lo.Sorri.– Tudo bem, não se preocupe. – Servi-me de um pedaço de frango e olhei para ele. — Quanto tempo até chegarmos?Ele ergueu os olhos.– Algumas horas, por quê? Ansioso para chegar?– Um pouco, não sei como irão reagir a nossa presença.Ele bebeu sua bebida. – Eles reagirão bem, serão muito recepcionistas. O máximo que pode acontecer é eles tentarem nos matar, ou nos dissecar e fazer experiências com nossos corpos.– Ajudou muito. – Fiz uma careta.Renco se levantou e empurrou a cadeira.– Não quis piorar as coisas, só queria fazer uma piada — ele foi até a porta — Melhor descansar antes de chegarmos.Sorri e assenti com a cabeça. Depois de comer, fui para a sala de comando e me sentei na cadeira. O cinto se prendeu ao redor da minha cintura. Observei os planetas, entusiasmado, quando vi a Terra, um planetinha azul e verde. Quanto mais avançávamos maior ele ia ficando. Nossa nave ultrapassou a atmosfera sobre a Terra e começou a avançar pra dentro dela. Pássaros que voavam pelos céus e se afastam de nós, assustados.Nossa nave pousou entre as árvores verdes de uma floresta e meu cinto se soltou. Levantei-me e fui até a porta e coloquei a mão sobre o sensor lateral. A porta se abriu e uma brisa leve soprou meu rosto. Sorri e fiquei ali parado, com medo de descer.Renco veio até mim.– Juntos, senhor?Sorri, grato por ele estar ali.–Sim, juntos.E assim, descemos as escadas, rumo a um novo mundo.
Notas finais
Deixem seus comentários com sua nota, no que devo melhorar, sua crítica principalmente que irei ler e responder com o maior prazer. E comentem o que esperam que aconteça nos próximos capítulos. Não esqueçam da nota. Obrigado a todos que leram..
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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