Notas iniciais
Finalmente voltei, tinha parado de escrever por falta de inspiração. Mas agora to de volta.

Olhando pelo vidro da nave, percebi o nosso céu sumindo e dando lugar a estrelas, cometas e meteoros. Era tudo muito lindo. Nosso sistema solar era igual o da Via Láctea, porém estava acabado e destruído ,os planetas secos e avermelhados.

Após um tempo, a luz da tela piscou avisando que poderíamos andar livremente pela nave. O que pra mim foi um alivio. Estava ficando com câimbras. Levantei-me e alonguei-me resmungando sobre dores e cadeiras duras.

Renco riu.

–Parece um velho reclamão, só fica reclamando pelos cantos.

Encarei-o de cara feia.

–Velho é você.

Ele foi até a cozinha e pegou uma garrafa de água.

– Não sou eu que estou reclamando.

Saí da li e vou para meu quarto. Escutei Renco rir atrás de mim. Meu quarto era um lugar amplo e muito bem iluminado. Uma cama grande se encontrava em um canto, uma mesa de escrever estava ao seu lado. O guarda-roupas com minhas vestes favoritas jazia no outro lado do quarto e, ao seu lado, uma mesa de computador grande com papeis contendo anotações.

Sentei-me ali e peguei os papeis nas mãos. Eram números e contas do tempo estimado para chegarmos na terra. Chegaríamos lá em dez horas se utilizássemos um buraco de minhoca.

Um solavanco me chamou a atenção. Havíamos ultrapassado o tal buraco de minhoca. Estávamos na Via Láctea, era só questão de horas até chegarmos na Terra.

Deito-me na cama imaginando como poderia ser o povo da Terra e como a Terra em si poderia ser. Logo senti fome e fui até a sala de jantar. Renco estava sentado na mesa comendo tranquilamente.

–Desculpe não chamá-lo senhor, não quis incomodá-lo.

Sorri.

– Tudo bem, não se preocupe. – Servi-me de um pedaço de frango e olhei para ele. — Quanto tempo até chegarmos?

Ele ergueu os olhos.

– Algumas horas, por quê? Ansioso para chegar?

– Um pouco, não sei como irão reagir a nossa presença.

Ele bebeu sua bebida.

– Eles reagirão bem, serão muito recepcionistas. O máximo que pode acontecer é eles tentarem nos matar, ou nos dissecar e fazer experiências com nossos corpos.

– Ajudou muito. – Fiz uma careta.

Renco se levantou e empurrou a cadeira.

– Não quis piorar as coisas, só queria fazer uma piada — ele foi até a porta — Melhor descansar antes de chegarmos.

Sorri e assenti com a cabeça. Depois de comer, fui para a sala de comando e me sentei na cadeira. O cinto se prendeu ao redor da minha cintura. Observei os planetas, entusiasmado, quando vi a Terra, um planetinha azul e verde. Quanto mais avançávamos maior ele ia ficando. Nossa nave ultrapassou a atmosfera sobre a Terra e começou a avançar pra dentro dela. Pássaros que voavam pelos céus e se afastam de nós, assustados.

Nossa nave pousou entre as árvores verdes de uma floresta e meu cinto se soltou. Levantei-me e fui até a porta e coloquei a mão sobre o sensor lateral. A porta se abriu e uma brisa leve soprou meu rosto. Sorri e fiquei ali parado, com medo de descer.

Renco veio até mim.

– Juntos, senhor?

Sorri, grato por ele estar ali.

–Sim, juntos.

E assim, descemos as escadas, rumo a um novo mundo.

Notas finais
Deixem seus comentários com sua nota, no que devo melhorar, sua crítica principalmente que irei ler e responder com o maior prazer. E comentem o que esperam que aconteça nos próximos capítulos. Não esqueçam da nota. Obrigado a todos que leram..
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.