Um futuro sem esperança

1 Capítulo 1: Um mundo diferente


P.O.V. Sarah.

Eu nasci num mundo que talvez vocês não sejam capazes de compreender, mas prometo fazer o meu melhor para explicar.

Resumindo, no meu mundo vampiros existem, várias espécies de vampiros e com a invenção de um sangue sintético e com a ajuda de bruxas... a é, bruxas também existem no meu mundo e eu sou uma delas. Mas, como eu estava dizendo com a invenção do sangue sintético e com a ajuda das bruxas os vampiros se revelaram para o mundo e podem andar ao sol.

E com a revelação das espécies não humanas vieram os fiéis intolerantes que dizem que Deus não criou os vampiros, as bruxas e todas as outras espécies, eles formam milícias e atacam as casas dessas pessoas. Portanto, não tivemos outra escolha a não ser revidar.

É uma guerra sangrenta. Alguns humanos aceitam a gente, é só uma minoria que fica insistindo nesse conflito sem sentido.

Eu preciso de ajuda, de um aliado poderoso e por isso vou atrás de um vampiro lendário que dizem que dorme sob a cidade do Vaticano, nas catacumbas.

Eu fui e não achei nada. Então descobri um detalhe importante. Ele não estava na nossa época. Estava na época da caça ás bruxas.

—Ótimo.

Tive que viajar para a pior época da história para uma bruxa estar e agora vou ter que me esgueirar por essas paredes úmidas, frias e abandonadas de uma catacumba embaixo de uma igreja.

Acendi uma tocha e fui caminhando por entre as passagens com cautela. Que é? Eu já vi filmes do Indiana Jones.

Era tudo feito de pedra, arcos, colunas etc.. mas tinha algo que eu não contava.

—Luz elétrica?

Eu vi as lâmpadas acesas, eram lâmpadas de LED.

Me distraí com as lâmpadas que eu só ouvi o rugido.

—Ciclope.

Ele me atacou e eu contra ataquei, tive que escalar o bicho e menti bala no olho dele. Quando ele morreu os corpos das vítimas petrificadas voltaram ao normal.

Eu nem sei por quantas armadilhas eu passei, perdi a conta. Quedas enormes, buracos que atiram flechas, as típicas armadilhas de tumba. Mas, finalmente eu cheguei á câmara principal. Onde estava o caixão.

Só por precaução, eu engatilhei a arma com as balas de prata líquida e caminhei pela câmara até chegar ao caixão. O lugar todo era feito do mais fino mármore carrara.

—Com licença. Se puder me ouvir, saiba que eu vim pra te libertar na esperança de que você ouça o meu apelo. Eu preciso de ajuda. Então por favor, não coma a ajuda.

Empurrei cuidadosamente a tampa do caixão e alimentei o corpo ressecado e mumificado do vampiro com bolsas de sangue que eu trouxe na mochila. Ele lentamente foi se refazendo, voltando á vida. E o cara era um gato!

Ele se levantou e levitava.

—Não se preocupe, eu não vou comer a ajuda.

—Oi. Eu sou a Sarah.

—Passou pelas minhas armadilhas. Estou impressionado.

—Obrigado.

—O que é isso que tem ai?

—Uma arma. Se você é tudo o que dizem que você é, o meu mundo vai ser salvo. Você tem um nome?

—Sou Adrian Tepes. Mas, todos me chamam de Alucard.

—Tepes? Tipo, o Vlad o empalador Tepes?

—Sim. O meu pai.

—Alucard. É um anagrama. É Drácula ao contrário e sem o acento.

—Sim. Mas, ninguém havia percebido isso antes.

Ele pisou no chão e caminhou até mim.

—Você não é da Valáquia. De onde você é?

—Estados Unidos, Magic Falls, Virgínia.

—Está nervosa.

—Acho que se estivesse no meu lugar também estaria.

—Eu nunca ouvi falar desse lugar de onde você veio.

—É porque ele meio que ainda não existe. Será que a gente pode sair daqui? É que é frio e medonho.

—Claro. Mas imagino que esteja de manhã lá fora.

—Oh! É, eu quase esqueci desse detalhe. Toma, use com sabedoria eu fiz funcionar posso desfazer.

—Um anel?

—É um anel da luz do dia. Tem um feitiço nele. Enquanto usar o anel vai poder andar no sol sem queimar.

—Uma estudante de magia?

—Eu sou uma bruxa de quinquagésimo setingentésimo grau. Sou Grã mestra. Põe o anel e vamos sair logo desse buraco.