Notas iniciais
Olá novamente meus amores!! Tudo bem com vocês?! Espero que sim! Primeiramente quero dizer que sim, vocês estão enxergando bem: o nome da fic mudou. Achei esse mais interessante! Segundo: Mais um capitulo prontinho e, dessa vez, BETADO! Agradecimentos a minha querida Brunaryu. Ela aturou essa cabecinha de vento aqui que vos fala e a cabeça monga dela, me ajudando bastante! Obrigada minha flor o capitulo é dedicado a você! ♥ ♥ Segundo: Haleth Jhaeion, MilaScorpions, Brunaryu e Nika meninas... agradeço a dedicação e o carinho expressados por vocês através dos acompanhamentos, favoritações (acho que essa palavra não existe) e comentários maravilhosos que recebi. Obrigada Gatas! Terceiro: relacionado a historia original, Kardia já nasceu com um problema cardíaco, no entanto, eu achei melhor abordar o assunto de maneira diferente (inventando). Então que leu o gaiden vai saber que a situação é outra. Agora... Vamos parar de enrolação e ir logo à fic, né? Boa leitura a todos!

O inicio da Guerra Santa!

Atchim...— espirrei pela milésima vez.

Estávamos dentro da preciosa biblioteca dele. Havia livros por todos os lados, papiros escritos em línguas estranhas, mapas e mais mapas. O cheiro era forte, causava-me alergias...

Fazia dois anos que ele tinha retornado do treinamento como o santo guerreiro de aquário e estava realmente difícil nomear o que sentir por aquela pessoa estranha. Ele não parecia em nada com o menino doce e amável que tinha saído daqui para ir treinar no inferno gelado...

Atchim...— espirrei mais uma vez, ele olhou para mim... Balançou a cabeça e baixou o olhar novamente.

— Quantas vezes vou ter que te dizer não? – inquiriu, olhando para as extremidades do mapa aberto em sua mesa, comparando-o com algumas escritas em um papiro velho.

Não sei como ele consegue ler essas coisas!

— Vamos lá, Dégel, não seja antipático. – choraminguei. – Tenho certeza de que você não treinou tão arduamente todos esses anos para ficar dentro de uma sala empoeirada e com um cheiro estranho, né?

— Cheiro estranho? – ele perguntou. As sobrancelhas erguidas e a expressão ríspida naquele rosto austero só me deixaram mais excitado.

Atchim.Argh... Como aquilo já estava me irritando.

— É... Esse lugar inteiro cheira a terra molhada e mofo. – falei, coçando impacientemente o nariz.

— Não é um cheiro estranho, é cheiro de conhecimento. – falou indiferente. Com uma expressão blasé no rosto, provavelmente já esperasse por minha resposta.

— Conhecimento fede! – falei. Peguei um dos livros que estava em cima da mesa e o folhei de qualquer jeito, totalmente desprovido de cuidado. – É serio, não sei como consegue entender essas coisas. Não tem figura e nem está escrito em grego. – tentei pronunciar aquelas palavras estranhas; errei feio!

As duas belas lanças de gelo de um azul muito pálido, foram voltadas para mim em um denota de desaprovação, talvez pelo modo como eu manuseava o livro “totalmente sem carinho”. Ele caminhou em minha direção, o olhar incrivelmente intimidador.

— Você não entende porque usa sua imaginação para coisas fúteis, como bebidas e luxurias. – tomou o livro de minhas mãos.

Meus olhos sibilaram com os dele e um sorriso largo formou-se em meu rosto. Ele corou... Por que ele corou? Vi-me instigado a perguntar.

Lembrei-me de quando éramos crianças... Ele havia ficado daquela mesma forma depois d’eu beijá-lo. Foi apenas um encostar de lábios, mas o suficiente para fazê-lo estremecer.

Será que seria isso? – sorri matreiro. – será que ele só fingia que não se importava quando na verdade estava tão ou mais saudoso que eu? – meu sorriso que já era largo, aumentou.

Fui me aproximando dele de forma felina, obrigando-o a recuar alguns passos. Tentando fugir de mim. Esse processo se repetiu até que ele ficasse preso entre eu e a parede e não tivesse mais para onde escapar. Nossos rostos estavam próximos, nossas respirações se chocavam.

— O que pretende? – perguntou, engolindo seco.

— Quero ir à taverna com você! – falei sorrindo. Aproximei mais meu rosto do dele, nossas respirações se misturavam. O cheiro dele era simplesmente inebriante, algo cítrico, natural de sua pele, mas que exalava masculinidade.

— A taverna? Para quê? – inquiriu. Suas bochechas, que já estavam terrivelmente vermelhas, ficaram escarlates. A respiração estava descompassada. Mordeu o lábio inferior instintivamente, fazendo meu membro saltar dentro da calça de treinamento.

Ele estava perguntando aquilo mesmo? Com aquele semblante de inocente?

— Armar estratégias de guerra para invadir o castelo de Hades e defender o santuário daqueles que almejam retirar a vida de Athena. – proferi sarcástico, com um sorriso de meia boca. Minhas mãos estavam ao lado do rosto fino, espalmadas na parede. Nossos rostos estavam muito próximos, com nossos narizes quase se tocando. Como eu amava vê-lo daquela maneira, totalmente a minha mercê... Doce ilusão!

Eu só conseguia tê-lo daquela maneira... Aparentemente contra sua vontade. Ele virou o rosto de lado, totalmente incomodado com a nossa proximidade.

Suspirei frustrado.

— Vamos apenas nos divertir e beber até não poder mais. – sorri largo, afastando-me um pouco. Ele suspirou; talvez aliviado. – Conversar, como fazíamos antigamente, quando éramos crianças.

Non quero ir a lugar nenhum com você, Kardia. – ele pronunciou daquela forma irresistível que somente ele sabia fazer. – E você tem parar com esse modo infantil de ser. Por Athena, escorpião, nós estamos em tempos de guerra!

E lá vinha ele com o sermão de novo! Não sei por que ele teima em me chamar pela minha constelação protetora.

— Não entendo por que essa sua teimosia, Dégel. – retorqui, irritado. Sim, estávamos em guerra e nossos destinos já estavam traçados. Possivelmente com a morte iminente de ambos. Mas isso não queria dizer que não poderíamos aproveitar enquanto estávamos vivos. Além do mais, ele não estava precisamente se preparando para a guerra, a não ser que ele fosse matar de alergia todos aqueles que conseguissem subir ate aquário. Isso... Se conseguissem! – Essas coisas não podem ser mais atraentes do que eu. – falei apontando para um monte de livros abertos em cima da escrivaninha. Ele ficou sério, me olhando de canto, com o cenho franzido, como que duvidando. Irritei-me. – humpf... Pra mim chega! falei dando as costas para aquele aquariano metido e saí pisando duro.

—ooo0ooo-

— Filho da puta! – gani. Totalmente revoltado, batendo com força em uma das pilastras do lado de fora da casa de aquário.

Grr... Que ódio!

Ele fazia aquilo de propósito! Cerrei minha mandíbula com um ódio e uma frustração sem tamanho... Senti o gosto de sangue. Eu precisava me acalmar ou... ou... EU MATARIA O PRIMEIRO IDIOTA QUE APARECESSE NA MINHA FRENTE!

Andei de um lado para o outro, acuado. Eu estava no modo: perigo ambulante para todos no santuário. Eu precisava espairecer... Sair... Por Athena, eu precisava beber!

Desci a escadaria das casas zodiacais o mais rápido que consegui. Minha mente estava nublada, perturbada. Aquele ser definitivamente era irritante! Não se comparava em nada com meu amado Dégel: o garoto que me beijava, me abraçava e que, por várias vezes, dormiu comigo. Eu sei, naquela época éramos pirralhos. Tudo era inocente e não sabíamos o que era atração. Ao menos, eu não sabia!

Foi um susto enorme quando percebi que pensava nele demais... Que estava ansioso para voltar a vê-lo. Minha cabeça doeu, a clareza com que as lembranças se tornavam presentes em minha mente faziam meus olhos arderem.

Ah, como eu queria que aquele tempo bom voltasse!

Mas aquele amor era impossível. Aquele sentimento jamais seria correspondido. O novo Dégel era diferente e a guerra iminente fazia seu coração se tornar distante. Frio!

Suspirei frustrado...

O novo cavaleiro de aquário era taciturno, cheio de pudores. Prezava mais as responsabilidades do santuário do que a ele; alguém que sempre foi mais que um mero amigo.

Mas... Oh, céus, como pode ser tão frio?! Tudo o que eu queria era levá-lo a taverna, fazê-lo se embebedar e confessar que sentia algo por mim.

Fechei meus olhos

Seria maravilhoso se existisse algo que me ligasse a ele.

Meus pensamentos foram interrompidos por alguma coisa caindo na minha cabeça e, por reflexo, em meus braços logo em seguida.

— Ai... – a voz chorosa e infantil atraiu meu olhar.

Uma menina?!

Uma menina bastante magricela, com um vestido azul longo. Curtos cabelos roxos e grandes olhos esverdeados. Ela precisava ganhar muitos músculos se quisesse ser uma amazona. A garota praticamente pulou dos meus braços quando se deu conta de que não tinha encontrado o chão.

— Desculpe-me! – pediu retraída.

— Quem é você? – perguntei. Ela arregalou o olhar e forçou um sorriso sem graça. – Ah, não importa. Se está aqui é porque quer sair do santuário também, venha. – chamei.

Ela me seguiu arredia. Olhando para os lados, assustada. Paramos em frente à taverna da Calvera, uma velha amiga.

Sorri. Meu estresse ia finalmente se dissipar.

— Acho que não é sensato entrarmos aí. – ela me disse após perceber que tipo de local era aquele.

Sorri belicoso.

— Não se preocupe. Pode não parecer, mas sou um cavaleiro de ouro; Sou Kardia de escorpião! Você está segura comigo. – falei. Exibindo um sorriso jocoso. – Em todo caso, você pode optar ficar aqui fora.

Ela ponderou um pouco. Eu fui entrando.

— Espere! – pediu, acho que decidiu ficar ao meu lado.

Sentamos no bar. Eu pedi um chopp e alguma coisa para a magricela comer. Calvera ralhou comigo, disse que aquele não era lugar para jovens menininhas estarem. Não dei ouvidos. Eu queria uma companhia para beber e aquela pirralha, apesar de não ser Dégel, iria servir como quebra galho.

Calvera ainda ralhava comigo quando escutamos um estrondoso som vindo do lado de fora. Saímos apressados. Tinha gente correndo por todos os lados, tentando se proteger dos ataques lançando.

— Nós somos os guerreiros Jaguar. – um deles falou. Achei aquilo bastante interessante. No fim, eu ainda iria conseguir desfrutar de algo bom.

Sorri sádico.

Existem somente três coisas que eu amo nesse mundo e elas são: Dégel, Maçãs e lutas. Essa ultima, eu só poderia desfrutar em um treino entre amigos ou com um motivo bastante significativo, como aqueles guerreiros estranhos pegaram Calvera e iriam sequestrá-la, achei que era motivo o suficiente para desfrutar de uma das coisas que eu mais amo. Vesti minha armadura dourada e parti para cima daqueles idiotas. A luta foi muito ofensiva, difícil. Algumas das minhas agulhas escarlates voaram em direção aos guerreiros, fazendo-os voarem.

Senti uma presença estranha. Um homem grande e forte apareceu. Vestia uma couraça feita com pele de jaguar. Seus olhos eram duas pedras amareladas. Faziam-me treme de excitação.

Sorri. Gargalhei. Eu estava louco! Meu corpo nunca tinha reagido daquela maneira tão selvagem.

— Finalmente apareceu alguém interessante! – falei.

— Mestre Wesda. – chamou o moribundo. – ajude-me, por favor. – Wesda torceu o pescoço do homem. Aquilo me deixou nostálgico, com um sentimento ruim. Tudo bem que ele era inimigo, mas...

— Agora acabarei com você. – ele disse, apontando diretamente para mim. – arrancarei seu coração, sua alma de guerreiro.

— Isso eu quero ver... – alfinetei. Ele trincou o dente e correu em minha direção. Fiz minha unha crescer em tom avermelhado, preparei-me para perfurar o coração dele. – Scarlet Needle. – minha unha o transpassou... Eu ganhei! Mais não foi somente isso. Também senti algo quente escorrer pelo meu corpo, minha visão ficou turva, a mão dele também tinha atingindo meu peito. Eu o sentia apalpando meu coração.

— Kardia... – foi a ultima coisa que escutei antes de desmaiar.

Acordei em minha cama, no santuário. Uma brisa fria e gostosa acolhia meu corpo. Escutei algumas palavras enternecedoras vir de uma voz branda, calma e cheia de sentimentos.

— Por favor, volte para mim. – mais uma vez escutei o tom choroso. Parecia-me tão família...

Abri meus olhos com extremo esforço. Meu corpo doía, minha garganta estava seca. Dedos finos pressionavam sobre meu peito e a longa cabeleira vermelha se espalhava por cima de meu corpo.

— Dégel?! – murmurei rouco, dificultoso. Reconheci a figura de Dégel. Ele olhou para mim, os belos olhos âmbar estavam brilhosos devido às lagrimas.

Sorriu tentando limpar o rosto, jogou-se em cima de mim, Abraçando-me com força. Ele estava feliz, aliviado. Aquela era a segunda vez que eu o via chorar daquele jeito, com direito a soluços. Aquela noite ele dormiu comigo, ao meu lado. Não entendi o que aconteceu. Por que aquela súbita mudança.

Logo de manhã cedo, fomos convocados a comparecer ao salão do grande mestre, a futura Athena se apresentaria para mim, já que fui o único a falta à reunião feita há uns dois dias atrás.

Subimos com nossas vestes duradas, ele me olhava de canto, intimidado. Aquele maldito silencio não ajudava.

Uaaa... Que sono! – falei, fazendo bastante barulho.

— Controle-se Kardia. Não se esqueça de que irá conhecer a Athena desta era. – ele ralhou comigo. Sorri. Ele ainda continuava ali, do meu lado.

— Bom dia! – Sísifos nos desejou. Ele estava de guarda na entrada do salão do grande mestre. – quero agradecer pelo que fez a ela, Kardia. – ele falou, mas eu não entendi nada.

Passei pela grande porta olhando para os lados, pedindo mudo para que Sísifos me explicasse.

— Sejam bem vindos, Dégel de aquário e Kardia de escorpião. – a vozinha infantil e extremante irritante, porém, familiar, me fez olhar para frente de modo apressado. Meu olhar ficou arregalado. O que aquela pirralha estava fazendo ali? — perguntei para mim mesmo. Como que adivinhando meus pensamentos a garota falou. – A batalha contra Hades começou e eu como a Deusa Athena desta época farei qualquer coisa para a vitória dos cavaleiros!

Minha única reação foi gargalhar da maneira mais aberta que consegui.

Aquele lugar iria se tornar bastante interessante!

Notas finais
Eu sei... Kardia na historia está diferente do habitual, um pouco mais sensível. No entanto, como a fic está em pov’s isso é entendível assim, já que ele demonstra uma atitude ofensiva quando na verdade é uma pessoa bem gentil. Bom, espero que tenham gostado. O próximo capitulo será o ultimo e talvez eu deixe para postar no fim do mês. Vou atualizar Fallen, já fiz metade do capitulo e céus... Vão querer me matar! Kkkk. Mais uma vez, obrigada pelo carinho! Beijos a todos e ate...