Um espinheiro em meio a tempestade
29 Epílogo - Nós, de novo.
Notas iniciais
– Mãe, esse cara disse que precisava falar com você, ele não é daqui então eu o trouxe. – Disse a garota de roupas pretas que aparentava ter quinze anos, visto que a mulher que ela havia chamado de mãe aparentava apenas vinte não fazia muito sentido.
Ambos ficaram se encarando por alguns segundos e a certeza se fez presente, embora ele estivesse com os cabelos escuros os olhos continuavam os mesmos e nenhum deles tinha dúvida alguma.
Ali estavam, juntos, depois de cinco anos, frente a frente, suas vidas tinham se separado e mudado completamente mas ambos continuavam iguais e agora tinham a chance de compensar tudo que fez com que machucassem um ao outro, era um momento incrível e especial mas...Ainda assim, tanta coisa tinha acontecido nesses anos que talvez...Só talvez...
— Akane...Por acaso esse rapaz lhe disse como se chama?
— Mas é claro! O nome dele é Atsu.
A mulher riu.
— Você não criou vergonha na cara ainda han! A-ra-shi! – Ela falou e os dois riram.
— Desculpe, é o costume...Yuna. – Respondeu com um sorriso.
— Peraí vocês se conhecem? – Akane brandou confusa.
— Akane...Poderia por favor arrumar um quarto para ele? Creio que seria ótimo se ele pudesse ficar conosco por um tempinho.
A menina suspirou revirando os olhos e adentrou na casa.
Arashi colocou as mãos nos bolsos e deu um passo em direção a ela, estavam a mais dois passos de distancia um do outro.
— Já faz um tempo né? – Disse desconcertado, não sabia se aquele reencontro daria certo, até porque não imaginava encontra-la ali...Mas gostava daquilo, queria encontra-la e pelo visto...Ela o queria por perto.
— Sim...Cinco anos... – Ela disse normalmente sem o olhar.
— Você...Não mudou nada.
— Você também não mudou muito...A não ser por... – Respondeu indicando as madeixas negras dele.
— Isso? Ah...Disfarce. – Ele falou passando uma das mãos no cabelo removendo parte da tinta.
— Bem... E...Como está levando a vida?
— Por aí...E você?
Ela abriu os braços indicando a casa que servia como “centro de urgência para mutantes”.
— Então...– Continuou ela virando de costas e subindo os poucos degraus da varanda da casa, parou no terceiro degrau e voltou-se para ele novamente. – Quer entrar? Acho que...Temos muito pra conversar.
Ela parecia feliz, ele levantou o dedo indicador antes de falar.
— Só uma coisa. – Arashi disse se aproximando e subindo as escadas lentamente.
— O que? – Yuna perguntou.
— É algo que deveria ter feito cinco anos atrás.
Ao chegar no terceiro degrau ele colocou ambas as mãos na cintura dela, puxando-a pra perto e a beijou, as filhas dela que estavam na porta, observavam perplexas.
Quando ambos se separaram...
— Estou perdoado?
— Hm...Eu acho que está.
E então riram, abobalhados na varanda da casa dela como dois tontos até que as meninas começassem a atormentar por uma explicação.
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