Notas iniciais
Entenda que esta fanfic não está seguindo de forma correta o que foi mostrado no volume 4. Não coloquei Mistral enorme como é descrita em RWBY. Alterei o momento de certas situações, e adicionei outras coisas como a lâmina que Tyrian coloca na cauda de escorpião dele e etc. Aviso: este capítulo contém sangue, violência e mortes não importantes.

Um pouco mais cedo, Qrow estava em um bar quando um garoto apareceu buscando o cajado de Ozpin. Compreendendo a situação, o homem entregou-o ao garoto.

—Ei, você pode me dizer o que está acontecendo? — o garoto perguntou. – Esta pessoa que está na minha cabeça... Eu não entendo! Por que isso está acontecendo comigo?

—Você terá que perguntá-lo. — Qrow disse, tomando um gole de sua bebida. – Então, qual seu nome?

—Oscar Pine. – ele disse parecendo timído. – E... o seu nome é Qrow, certo?

—Sim. – o homem disse terminando de beber e, colocando o copo vazio no balcão do bar, falou. – Bom, acho melhor conversarmos em outro local... Você mora aqui por perto?

—Não, eu moro em uma casa na fazenda. Eu vim viajando de trem para cá. – Oscar falou.

—Entendo... Venha comigo! – Qrow levou Oscar à hospedaria em que ele e o time RNJR passariam aquela noite.

Ao chegarem à hospedaria Qrow chamou o grupo, mas apenas Jaune e Ruby vieram.

—Onde estão os outros dois? – perguntou.

—Nora e Ren foram caminhar por aí, mas eles já devem estar voltando porque o céu está escurecendo. – Ruby disse. – Mas... Tio Qrow, quem é esse? – ela perguntou olhando o garoto que estava acompanhando-o.

—Ele se chama Oscar, mas ele é o Ozpin também.

—Ozpin?! – Jaune e Ruby disseram espantados.

—Sim é o Ozpin! Acho que só ele poderá explicar melhor a vocês. – Qrow disse dando uma tapinha nas costas de Oscar, porque o garoto parecia estar tímido e não se mexeu para entrar no quarto. – Bom, eu vou procurar os outros dois. E não quero vocês saindo da hospedaria enquanto eu não voltar!

Jaune e Ruby começaram a conversar com Oscar enquanto Qrow estava saindo.

O homem andou por várias ruas e não os encontrava. Ele começou a se preocupar, pois o céu ficava cada vez mais escuro e as pessoas já estavam quase todas em suas casas. Qrow sabia que se ele ficasse muito tempo procurando e Ren e Nora não voltassem à hospedaria, Ruby acabaria andando na cidade para procurá-los e correria o risco de ser atacada novamente.

Qrow andou por tempo e chegou a uma rua perto do fim da cidade. Não havia ninguém caminhando por lá. Ele andou um pouco mais, mas Ren e Nora não poderiam estar por ali, todas as lojas e casas estavam fechadas. Assim que o homem se virou para voltar à busca, ouviu uma voz que não lhe era desconhecida.

—Eu sinceramente admiro o quão avançado a medicina desta região está para ter te curado do meu veneno... – era Tyrian, que falava de uma forma debochada enquanto caminhava lentamente saindo da escuridão do fim da rua, mas não se aproximando de Qrow. – Se não me engano, os beijos de amor verdadeiro ou alguma coisa estúpida daquele tipo não foram antídotos às minhas vítimas anteriores... – ele falou de uma forma teatral.

—Você... – Qrow disse se virando de frente para o homem. – Pensei que você tinha fugido para os pés da sua rainha.

—Eu falhei em completar o pedido de minha rainha aquela dia, mas não repetirei o mesmo erro! – Tyrian disse sorrindo de um jeito macabro e, em uma incrível velocidade, pulou na direção de Qrow tentando acertá-lo com suas lâminas de pulso. Qrow se esquivou do ataque e pegou sua espada para lutar contra o faunus. Ele não estava completamente curado do veneno de escorpião, mas lutaria mesmo assim.

Tyrian estava determinado a matar o adversário, seus ataques estavam muito mais fortes e certeiros que na luta em Oniyuri. Ele conseguiu fazer vários cortes pela roupa de Qrow, cada corte maior que o anterior.

Qrow não permitiria que o escorpião levasse sua sobrinha. Ele estava lutando com o máximo que podia no momento. Em um dos ataques, os dois homens se distanciaram um do outro. Qrow, que estava do lado do escuro fim da rua, pensou um pouco e correu em meio à escuridão, mas tropeçou em algo grande no chão. Era o corpo de Ren.

Qrow estremeceu-se. Ele estava com tanta concentração na luta contra Tyrian que esqueceu do real motivo de ter chegado lá. Logo a frente do corpo de Ren estava o de Nora, os dois estavam mortos, cobertos com sangue. Uma poça de sangue havia se formado sob o corpo de Ren, havia um corte enorme no pescoço dele.

—Oh, achou algo aí? – Tyrian perguntou sorrindo. – Foi engraçado vê-los ficar desesperados daquele jeito, sabe... – ele falou, observando atentamente Qrow se levantar do chão, a roupa dele ficou manchada com o sangue do garoto morto.

—Eram apenas crianças! – Qrow gritou enfurecido enquanto voltava correndo em direção ao faunus. Ele transformou a espada em uma foice e tentou acertar Tyrian, mas o homem escorpião se esquivou. E contra-atacou com sua cauda, arremessando Qrow contra uma vitrine de uma das lojas da rua.

O vidro da vitrine quebrou-se, e o barulho foi forte o suficiente para atrair dois guardas que patrulhavam uma rua próxima. Os dois correram até o local para ver o que estava acontecendo.

Qrow levantou-se meio tonto, ele havia caído dentro da loja e estava sem sua foice. Sua visão ficou rodando por alguns segundos, talvez fosse porque ele não estava curado completamente do veneno.

Tyrian pulou dentro do imóvel pelo buraco na vitrine destruída. Ele estava tentando acertar Qrow com suas lâminas de pulso novamente. Começaram a lutar dentro da loja, destruindo várias estantes e mercadorias. O faunus escorpião estava atacando ainda mais forte que antes. A aura de Qrow já não estava conseguindo curá-lo completamente mais, depois da luta em Oniyuri sua aura tinha ficado meio instável por alguma razão e parecia estar ficando ainda mais fraca na luta atual.

Qrow bateu suas costas numa estante ao tentar se esquivar dos ataques de Tyrian. Várias caixas caíram da estante em cima do faunus.

Aproveitando-se do azar do escorpião, Qrow saiu da loja e encontrou sua foice na calçada junto aos estilhaços de vidro. Ele não conseguiria continuar aquela luta, seu corpo não aguentaria mais continuar com aquilo. Qrow estava decidido a fugir dali, mas os dois guardas, que haviam ouvido o barulho do vidro quebrar-se, chegaram ao local e mal interpretaram a situação. Apontaram suas armas para o homem na rua.

—Mãos para o alto! – gritaram enquanto vinham correndo se aproximando da loja danificada.

—Não! Vocês estão em perigo! – o homem gritou, mas não houve tempo de sair de lá. Tyrian pulou para fora da loja, e com a lâmina da cauda ele cortou o corpo do primeiro guarda que viu em dois pedaços e chutou o outro guarda na direção de Qrow que caiu no chão com o homem em cima dele.

Tyrian sorriu observando uma expressão de receio no rosto de Qrow que saiu debaixo do jovem guarda que havia sido chutado em cima dele. O guarda no mesmo instante pegou seu comunicador e pediu:

—Mandem reforços! Repito, preciso de reforços! Há um guarda morto, um assassino, um indivíduo suspeito e uma loja danificada!

—Agora os dois guardas estão mortos! – Tyrian falou rindo pelo comunicador, enfiando a lâmina de pulso no pescoço do guarda, matando-o. Qrow tentou fugir transformando-se em corvo, mas assim que bateu suas asas para voar, ele foi atingindo por um guarda-chuva de uma garota que pulou de cima de uma casa e caiu em cima dele que caiu no chão.

Neo pisou no corvo, esmagando-o contra o chão, então Qrow voltou a sua forma humana. A garota deu um chute no homem e caminhou para o lado de Tyrian.

—Então você tem amigos... – o homem disse do chão.

—Ambos temos objetivos parecidos. – o faunus disse sorrindo. Neo sorriu também.

—Entendo... – Qrow disse tentando se levar do chão, suspirando. Dois contra um não seria nada demais se ele estivesse bem, o que não era o caso. Ele só havia saído da hospedaria para beber e para procurar Nora e Ren. Ele não esperava que tivesse que lutar com Tyrian novamente, e desta vez o faunus não estava sozinho. O homem já tinha lutado com todas as forças que podia e seu corpo estava começando a falhar, mas ele não podia perder. Qrow não havia viajado tão longe para proteger Ruby e acabar falhando no final. Ele precisava se manter de pé e derrotar os dois indivíduos.

—Certo, chega de descanso! Neo, vá! – Tyrian disse pulando para cima e a garota correu em direção a Qrow. Ao tentar se defender da garota, o homem foi pego de surpresa pelo faunus, que o acertou com um chute por cima da cabeça e Neo chutou-o na perna, derrubando Qrow que rolou no chão e levantou-se depressa. Mas ele foi novamente derrubado pelo homem escorpião e Neo perfurou a mão de Qrow com a lâmina do guarda-chuva, prendendo-o no chão.

O homem gritou de dor enquanto Neo e Tyrian sorriam satisfatoriamente. Tyrian pegou a foice do caçador e cortou a mão de Qrow que estava presa pela lâmina do guarda-chuva, fazendo gritar mais ainda. O faunus escorpião queria ver o homem sofrer, afinal, foi também culpa dele do que aconteceu em Oniyuri.

—Se eu cortar seu braço inteiro, você será capaz de voar com a sua forma de corvo? – o faunus riu.

Qrow levantou-se depressa segurando seu braço ensanguentado e tentou afastar-se dos dois adversários, mas Tyrian chutou-o na barriga e Neo atingiu-o com a lâmina do guarda-chuva, cortando-lhe a capa vermelha e deixando um corte doloroso nas costas do caçador.

Tyrian pegou-o pelos cabelos e o arrastou até um canto da rua onde começou a espancar o homem. Qrow não conseguia se mover, seu corpo estava tremendo, não de medo, mas de fraqueza. Ele tentou resistir com o máximo que conseguiu, mas não foi suficiente. A dor no corpo dele era forte, mas doía ainda mais saber que aqueles dois indivíduos poderiam machucar sua sobrinha e os amigos dela. Só de pensar nos que já estavam mortos, fazia-o sentir culpado e a dor ainda mais intensa.

—Eu realmente estou sem tempo... – o faunus disse pisando na cabeça de Qrow. – Diga onde a garota está e eu te darei uma morte rápida.

—Eu não vou dizer! Pode fazer o que você quiser comigo, mas eu não vou te dizer! – o homem gritou do jeito que podia, seu rosto estava sendo esmagado contra o chão e saia sangue de sua boca.

—Não banque o herói justo agora! – Tyrian colocou a foice sobre a cabeça de Qrow. – Se você disser ou não, vamos acabar encontrando ela de qualquer jeito! – ele riu.

—Vocês dois! Mãos para o alto! – uma tropa de guardas veio correndo pela rua, atirando com suas armas em Tyrian e Neo. A garota usou seu guarda-chuva como um escudo contra os tiros.

—Ah, ótimo... Mais pessoas para a nossa festa. – Tyrian disse distraindo-se com os guardas, então Qrow pegou um dos estilhaços de vidro no chão e fincou-o na perna do homem escorpião que gritou de dor e revidou chutando a cabeça do homem no chão fazendo-o desmaiar. – Grrr... Porcaria! – Tyrian gritou retirando o pedaço de vidro de sua perna. E naquele momento, uma moto em alta velocidade veio pela rua, sem atropelar os guardas, e seguiu em direção de Neo e Tyrian.

Vendo o atraso que a situação causaria para ele mesmo, Tyrian pegou Neo, a foice e a mão decepada de Qrow. Segurando tudo aquilo, ele pulou para o teto de uma casa onde desapareceram na escuridão.

A motocicleta parou perto do homem que estava desmaiado no canto da rua. Ele estava coberto de cortes, machucados e muito sangue.

—Tio Qrow?!

Notas finais
Críticas construtivas são bem-vindas!