Notas iniciais
Até onde deve ir nossa confiança nas pessoas?

Dr. Rubens Killy passou a cuidar da família Kley, após um jovem de doze anos surgir em seu consultório usando uniforme escolar, o rapazinho tinha olhos azuis acinzentados cabelos negros e tentava parecer mais velho engrossando a voz, o mesmo tentava de forma séria explicar a sua secretária que precisava de ajuda com a irmã, a qual estava bem de saúde mas, seus olhos mudaram de azuis para roxos assim o deixando muito preocupado. Após, passar um bom tempo apenas observando o garoto tentar convencer a moça a chamá-lo o médico caminhou até o rapaz que endireitou as costas e ofereceu um aperto de mãos com uma apresentação muito séria de si mesmo terminando em uma explicação que o fiz aceitar conversar em seu consultório.

— O que faz um jovem como você vir até o meu consultório? qual o seu motivo para pedir ajuda para o caso de sua irmã?(Antes de responder Kevin olhou o consultório prestando a atenção nos diplomas expostos nas paredes ).

—Por favor quero que apenas veja se minha irmã está bem de saúde eu sou responsável por ela desde que minha mãe entrou em coma e se algo de ruim pode acontecer com ela eu o quero evitar, daria a minha vida por ela.

— Sua mãe está em coma?

—Sim, passou até na TV o caso de Clarice Kley.

O doutor havia ouvido de colegas de trabalho a respeito, um caso diferente dos encontrados, devido como se deu o coma e como Clarice havia sido encontrada em sua residência, havia próximo dela um pó branco, uma substância nova que estava sendo estudada que provavelmente seria alguma espécie de droga usada para o assalto, porém os médicos que cuidavam do caso estavam sob a supervisão de policiais e o caso em sigilo.

— Então é filho de Clarice Kley, entendo o seu caso e digo que nunca encontrei um rapaz tão determinado como você (pegando uma folha escreveu data e hora da consulta), pode vir e eu mesmo irei examinar os olhos de sua irmã.

Com sua experiência de mais de trinta anos como médico, nunca viu um caso semelhante ao de Clara Kley, de fato os olhos azuis viraram roxos e podia ver alterações sutis de tonalidades que iam do mais claro (lilás ) ao mais escuro, algo que parecia ligado a suas emoções, ainda impressionado com o comportamento protetor do irmão que fez questão de entrar junto no consultório até mesmo nos exames mais digamos “íntimos” ao decorrer das consultas e dos problemas que surgiam, Dr. Rubens decidiu não cobrar e passou a cuidar do caso pagando ele mesmo pelos exames e medicamentos, assim se tornou próximo da família e em pouco mais de três anos já estava também responsável por Clarice Kley, hoje sendo o médico de confiança da família Kley.

Notas finais
uma peça importante na trama