Um dia para ser lembrado ( One Shot )
1 Capítulo 1 Querido Diário.
Notas iniciais
Link nas notas Finais.
É um fato de que os meninos e meninas passam por uma mudança na puberdade, coisa estranhas, e algumas vezes surpreendentes acontecem, mas acredite, nada que se compare ao que aconteceu comigo, vamos voltar um pouco, quando eu havia acabado de fazer quinze anos.
————————
— Acorde! Acorde! — meu pai esmurrava a porta com força, e gritava com sua fala arrastada pela bebida.
— Estou indo, estou indo.
— Você me respeite, eu...que pago as contas aqui — novamente sua fala era pesada.
— Claro, você é o trabalhador — sussurrei para mim mesmo.
Saí do quarto e fui para a cozinha, tomei um café rápido, nem mesmo olhei nos olhos dos meus pais, sem dizer nada, saí porta fora.
————————
Você deve estar pensando "nossa que mal educado", bem, eu era mesmo, uma criação difícil, deixa as pessoas difíceis, mas enfim, vamos continuar.
————————
Subi a rua, e parei no ponto de ônibus, estava quinze minutos adiantado, graças ao meu pai prestativo, coloquei os fones e dei play na música, quase fiquei surdo, arranquei os fones dos meu ouvidos pelo susto, literalmente, quando conferi o volume no telefone, estava o mesmo de sempre, achei melhor não ouvir mais música, e esperei o ônibus em silêncio.
Após alguns minutos, percebi que um homem me fitava do outro lado da Rua, após alguns minutos me encarando, ele começou a vir na minha direção, caminhando calmamente, comecei a ficar nervoso, vi ele atravessar a rua e vir em minha direção, meu coração martelava no meu peito, eu podia ouvir o sangue correndo nos meus ouvidos, após alguns segundos começou a ficar realmente alto, minha visão ficou turva, eu estava tendo, o que vim a descobrir ser um ataque do pânico turbinado, digamos assim.
Uma mão tocou meu ombro, e uma voz grossa falou, estava difícil de ouvi-la.
— Você está bem ? Precisa de um médico ?
Provavelmente era o homem do outro lado da rua, aos poucos me recuperei, o suficiente para falar.
— Não, eu...estou bem.
— Certeza, posso te ajudar — ele segurava meu ombro com força.
— Eu estou bem, não se preocupe — falei mais alto e firme, tentando intimidá-lo ou pelo menos o deixar desconfortável.
— Mas você não parece bem, deixe-me ajudá-lo — ele se aproximava mais e mais, me empurrando conta a parede do ponto.
Meu nervosismo estava aumentando, minha visão estava oscilando, focando no perto e no longe, vi um ônibus vindo, não sabia qual era, mas não importava.
— Eu preciso ir, meu ônibus chegou — Falei enquanto tirava sua mão do meu ombro, e me afastava rápido, acenei e subi no ônibus sem olhar para trás.
Ao me sentar em um banco, reparei que o homem ainda me encarava, com um olhar estranho, quase como fome. Me acalmei durante o caminho, não era o ônibus que eu geralmente pego, mas consegui chegar a tempo no trabalho. Sou um faz tudo em uma pequena mercearia, o salário é bom, e não é muito puxado, bom para um trabalho de verão.
Fui colocar o lixo para fora, e quase vomitei, nunca havia sentido um cheiro tão podre, respirar pela boca era ainda pior, larguei o lixo na lixeira e corri para o banheiro, vomitei meu almoço, o que não foi uma boa ideia, o cheio era tão ruim quanto, passei minutos lavando as mãos, e ainda sim, podia sentir o cheiro do lixo.
O expediente acabou, estava ansioso para voltar para casa, e acabar com esse dia, fiz a rota de sempre, em silêncio, uma garota bonita sentou ao meu lado no ônibus, e tentou conversar, mas eu não estava com ânimo, acabei respondendo de forma grosseira suas perguntas, e ela logo se cansou.
Desci do ônibus, e segui em direção a minha casa, ouvi passos atrás de mim, me virei para ver quem era, e me deparei com o homem sinistro que encontrei durante a manhã.
— Olá, imaginei que voltaria por aqui.
— Por acaso, está me seguindo? Porque não gosto de ser seguido — falei o mais amedrontador que pude.
— Own, ele está tentando bancar o forte — Ele começou a caminhar em minha direção.
— Sai de perto de mim, seu maluco — comecei a correr, em direção a minha casa, mas eu não podia deixar esse lunático saber onde moro, comecei a virar nas ruas e becos da vizinhança.
Após um tempo, parei de correr, eu estava surpreso, tinha bem mais fôlego do que achava, mais tranquilo por ter fugido do maluco, eu caminhei para casa, até virar em uma rua e ele estar me esperando.
— Achou que tinha me despistado ? Eu venho te observando a um tempo, sei até onde você mora, nem mesmo precisei de perseguir, só te esperei onde sabia que você iria passar — ele possuía um sorriso aberto no rosto, e caminhava em minha direção.
Comecei a andar de costas, até encostar em uma parede, eu havia entrado em um beco, ótimo, eu estava com um psicopata em um beco, ótimo jeito pra terminar o dia, ou melhor, a vida.
———————
Óbvio que como estou contando essa história, eu não morri, mas só pra vocês terem certeza.
———————
— Não fique com essa, cara, estraga o sabor — com uma velocidade surpreendente, ele me deu um soco no estômago, não tive tempo de reagir, me dobrei sobre meus joelhos.
— Gosto de amaciar a carne, agora fique paradinho, ou posso te machucar com isso — Ele encostou algo frio no meu rosto, parecia ser uma arma.
— Hum, nossa, você não parece, mas até que é bem musculoso, minha mão esta doendo, agora, vamos nos divertir — fiquei esperando um tiro, mas não aconteceu , ouvi um barulho metálico e de roupa caindo, quando olhei, o homem estava com as calças abaixadas.
— Vamos, comece apenas com as mãos — eu hesitei, aquilo estava mesmo acontecendo?
— Agora — ele falou com veemência, apontado a arma para mim.
Entre morrer, e ter que jogar meu orgulho fora deste jeito, eu fiz a escolha óbvia, me aproximei devagar, estendi minhas mãos, e desferi o mais forte soco de pude, ele caiu de joelhos, uivando de dor, com uma joelhada no nariz, ele caiu.
Eu me sentia ótimo, cheio de energia, poderia levantar um carro, então ouvi ele se mexer.
— Que foi, queria com mais carinho ?
——————
Nesse dia, eu descobri, que subestimar as pessoas, é um erro.
——————
O barulho foi o mais assustador, seguido da dor aguda na lateral esquerda do corpo, toquei, e pude sentir o úmido quente do sangue, minha visão turvou por alguns segundos, e meu corpo amoleceu, consegui me apoiar na parede, mas mal me aguentava.
— Seu moleque, vai morrer por isso, e vou estuprar seu cadáver.
Ele caminhou até mim, todo meu corpo latejava, o homem parou de andar, e começou a me olhar com horror, olhei para minhas mãos, estavam escamosas, mudando, a dor irrompeu em todo meu corpo, depois disso apaguei.
Quando acordei, estava caído no chão, me levantei com a cabeça girando, sentia cheiro de sangue, olhei para trás, e vi o homem que havia me pedido para tocá-lo, bem, partes dele, um dos braços foi arrancado, junto com uma perna, e ele tinha marcas de arranhões, profundos.
Flashes vinham a minha cabeça, barulhos de tiro, a dor, levantei minha camiseta, haviam alguns furos, sangravam, mas não eram profundos, fiquei tonto, vomitei, chorei por conta do nervosismo.
— Você fez uma baita bagunça garoto — um homem de terno preto me olhava com ar superior.
— Quem é você ? Saia daqui, ou vou fazer com você o mesmo que fiz com ele.
— A vai ? Gostaria de velo tentar — falou o homem abrindo os braços.
— O que você quer de mim? Vai me dissecar ?
— Primeiro, vou tirá-lo daqui, depois vamos conversar sobre o ocorrido, não são muitos os que conseguem fazer esse estrago de primeira, você vai precisar ser vigiado.
— Vai me levar para onde ?
— Para Lafren.
Notas finais
Link : https://fanfiction.com.br/historia/725467/New_World_Madness_Interativa/
Obrigado Death Gun por me permitir fazer esta One Shot.
Fale com o autor