Um dia para recomeçar
4 O encontro
Morada da paz – Paulista.
Em uma cerimônia fechada, Cecil era velado, todos estavam presentes: A bispa Sara e seu esposo Anderson, Sheyla, as tias de Roger e ele próprio, o ataúde de Cecil; Simone que entra no recinto.
— Bom dia! Diz Simone, ironicamente.
— Simone... Eu sabia que te conhecia de algum lugar, você é Lucylenne. Diz Roger surpreso.
— Sou eu mesma, Roger, surpreso?
— E o Cecil? Pergunta Roger.
— Era meu marido, alias a única pessoa que fez algo por mim.
— Ótimo golpe, pra uma foragida da justiça. Diz Antônia, ironicamente.
— Não devo mais nada a justiça, eu troquei de nome legalmente.
— Anderson, me tira daqui, isso já foi o bastante.
— Varoa, eu parei o carro longe.
— Varoa valorosa, o casal desviou 50 milhões de Dólares pra um paraíso fiscal, seria uma pena se a polícia fosse informada... Diz Simone com deboche.
— Desgraçada! Jezabel! Grita Sara.
— Calma varoa...
— Varoa?... Diz Roger rindo.
— Que foi hein?! Fariseu! Diz Anderson com raiva.
— Sai daí, Crente.
— Eu posso ligar pro meu terapeuta? Pergunta Sheyla constrangida.
— Que cheiro é esse? Sheyla. Pergunta Antônia.
— Eu tenho diarreia nervosa, Antônia.
As tias de Roger levam a mão ao nariz.
— Acabou o circo?! Jezabel! Pergunta Sara.
— Só um recadinho final, bispa eu vou descobrir: quem matou Lilia Buarque de Holanda? Pode ter sido qualquer um: O casalzinho Jusbrasil de Jesus, Sheyla docinho de sal, Roger escravo do capitalismo, meu querido Cecil, as tias do mal, enfim... Ah Roger, péssima educação você deu pros meus filhos.
Praça de alimentação do shopping Boa Vista, parte antiga.
Kevelyn retirava a bandeja de esfihas, Han Solo subia a escada rolante, ela vestida com um vestido lavanda de bolinhas brancas e ele de terno cinza com estampa príncipe de Gales.
— Oi Han.
— Eu trouxe o processo.
Eles abrem a pasta juntos.
— A minha mãe, como eu me lembrava.
— Kevelyn, eu posso deixar a pasta com você.
Eles se beijam.
Casa Forte.
Juninho está comendo bolacha com doce no sofá, enquanto pausa um vídeo na TV, Kevelyn chega em casa transtornada.
— O que é que tu tem?
— Eu peguei a pasta com o Han Solo, Juninho.
— A gente não pode ver esse troço aqui.
— Tem razão.
Eles vão para o quarto.
— Juninho, eu tô tão nervosa que nem consigo ler, lê tu.
— Aqui tá dizendo que a mamãe trabalhava no Mar Hotel, um bucado de coisas que eu não entendo, mas que ela esfaqueou uma mulher: Lilia Buarque de Holanda.
— A mãe do Han Solo.
— Ela pegou 30 anos por isso, a principal testemunha do caso: Cecil Baxter.
— Por isso o papai tem tanta raiva dele.
— No 3 de maio de 2005, ocorreu uma rebelião na prisão, mamãe roubou um carro do sistema penitenciário e fugiu numa perseguição policial de 16 horas, até que o carro capotou e explodiu na altura de São José da coroa grande.
— Juninho... por que ela fugiu?
— Ninguém nunca vai saber, até tu devolver isso, esconde em algum canto.
Rio Doce profundo.
Cleverton estava cozinhando o jantar, quando sua mãe entra em casa com o cachorro pinsher.
— Olá.
— Oi Cleverton.
— A senhora vai comer agora?
— Eu já jantei no bingo, o Claude está faminto, alimenta ele.
O cachorro rosna.
— Eu também odeio você, Claude.
Ella para o carro ao lado do prédio de Cleverton, Kaylanne vê ela chegando.
— Qual é o apartamento de Cleverton?
— 104.
— Obrigada.
Ella bate a porta.
— Ella, o que você faz aqui? Pergunta Cleverton.
— Lucylenne quer falar com tu.
— Ela tá no Recife?
— Cecil morreu, Essa tua vizinha aí....
— Kaylanne é de boa, ela fuma.
— Posso entrar?
— O Claude vai começar a latir, melhor não.
— Ok, liga pra Lucy.
— Beleza.
Ella sai com o caro e vai para o Skillus da Ilha do Leite, chegando atrasada no date com o boy.
— Elizabeth?
— Marcelo?!
— Tá atrasada 5 minutos e meio.
— Compromissos de trabalho...
— O que você faz?
— Setor jurídico da Baxter S.A., advogada.
— Wow! Eu sou programador.
— Interessante.
— Calabresa? Pergunta o garçom.
— Ah não, você quer?
— Ponha uma fatia, por favor.
— Eu tenho algumas alergias, uma delas é a conservantes. Fala Elizabeth enquanto ele está comendo.
Fale com o autor