Um dia em família

1 Um dia em família


Notas iniciais
Espero que gostem. :D
Beijos e abraços! ;*

Ranma e Akane estavam casados há cinco anos. Com o casamento, Ranma herdou o Dojo Tendo, ou agora renomeado, Dojo Saotome, e agora dava aulas de artes marciais, diferente do pai de Akane, que não tinha sequer um aluno quando ainda era dono. Ranma, com seus 25 anos, era um homem de fibra, ágil e poderoso, sendo denominado “O melhor artista marcial” pela população local, e também, por outros estados. Ele havia se curado da maldição, então não se transformava mais em mulher quando tocado por água fria.

Akane, também com seus 25 anos, tornou-se uma mulher mais feminina, mas sem perder o gosto por artes marciais, sendo também professora. Ela deixou os cabelos crescerem novamente, e agora os prendia em um rabo de cavalo alto. Ela cuidava da parte dos iniciantes para intermediários, enquanto Ranma cuidava dos avançados prestes a se tornarem mestres.

Akane finalmente aprendeu a cozinhar, prestando mais atenção ao que colocava na comida e experimentando antes de servi-las, ficando tão boas como as de sua irmã. Kasumi, Nabiki e seus pais haviam dado um jeito em suas vidas e decidiram deixar o Dojo apenas para eles dois, ou melhor, três Eles tinham um filho de quatro anos. O menino se chamava Riki, uma cópia exata do pai, a não ser pelos olhos castanhos herdados da mãe.

Desde sua infância até adolescência, Ranma nunca teve uma figura feminina para chamar de mãe, por causa da viagem de treinamento que teve ao longo dos anos em troca de uma promessa estúpida que se Genma não conseguisse torna-lo um verdadeiro homem, eles cometeriam suicídio. Mas então, quando sua mãe descobriu sua maldição, ela até que aceitou bem, deixando Ranma aliviado, e aprendeu várias coisas com ela por perto. Quando Riki nasceu, Ranma jurou a si mesmo que não iria separar o menino de Akane.

Era um sábado, não havia alunos, então estavam aproveitando o fim de semana. Ranma estava brincando com seu filho de “lutar”, enquanto Akane preparava o almoço. O homem se esquivava de todos os golpes de seu filho.

– O que foi ein? Não consegue acertar o papai aqui? – Ele provocou. – Estou sentindo cheiro de derrota no ar... E não é meu!!

– Assim não vale, você é mais rápido do que eu!! – o menino disse emburrado e parou de atacar, cruzando os braços na altura do peito. Ranma chegou perto dele e se ajoelhou ficando na altura de seu filho.

– Vamos fazer uma aposta: Se você me acertar, você pode pedir o que quiser hoje. Tudo bem?

– Tá bom! – disse o menino entusiasmado e começou a atacar seu pai de todas as maneiras possíveis.

Ranma se esquivava novamente de todos os ataques, indo pra trás, porém estava tão entretido em desviar que se esqueceu do lago atrás dele, que caiu, espalhando água pra todo lado. Riki aproveitou a chance de seu pai estar distraído e pulou no lago, caindo em cima dele, dando socos.

– Uhuuul, eu consegui!! Eu consegui te acertar!!! – disse ele entusiasmado saindo do lago e correndo em círculos, todo molhado. – Eu ganhei!

– Isso foi golpe de sorte, moleque. – provocou Ranma ainda sentado no lago, com as mãos apoiadas no fundo.

– Que vexame Ranma, perder pra uma criança. – provocou Akane encostada no pilar do lado de fora na varanda. Ela estava com calça jeans preta e camisa xadrez vermelha, e por cima um avental. – Quem diria o grande o grande Ranma Saotome perder uma luta! – ela riu.

– Você viu mamãe, eu ganhei!! – Riki disse se aproximando de sua mãe e pulando em cima dela.

– Eu vi, meu amor. – ela disse pegando-o no colo e dando um beijo nele e o colocou no chão. – Agora vai tirar essa roupa molhada e ir tomar um banho, o almoço já está quase pronto. – ela deu um empurrão nele e o menino foi em direção ao banheiro. – Você também, mocinho! – ela disse apontando para seu marido que vinha em direção a ela.

– Eu também não ganho um beijo? — ele disse bem perto dela, com um sorriso torto que Akane achava extremamente sexy, a regata branca transparente mostrando o abdômen definido pelos treinos e os cabelos molhados.

Ela se aproximou dele, ficando na ponta dos pés, e encostou seus lábios nos dele. Ela pôs as mãos no peito dele e ele a puxou para mais perto pela cintura. Estavam totalmente desligados do mundo quando ouviram uma voz vinda da escada:

– Eca,que nojo!! Não sei por que vocês adultos gostam tanto de se beijar, isso é tão nojento... – Riki fingia vomitar.

Akane e Ranma se afastaram e riram, mas continuaram abraçados.

– Isso, filho, é pra mostrar o quanto eu amo a sua mãe. Um dia você vai entender... – ele disse sorrindo maroto para ela.

– Eu nunca vou beijar ninguém desse jeito, eca. – ele continuava a reclamar. Os adultos riram novamente da inocência do menino.

Akane empurrou levemente Ranma.

– Agora, os dois, pro banho agora! Já! Se não, não vão almoçar. – ela disse apontando para as escadas.

– Sim senhora! – Os dois bateram continência e subiram escada acima em direção ao banheiro.

Ela viu Ranma pegar o menino nos braços e correr. Ela deu uma pequena risada e voltou à cozinha. Lembrou-se da primeira finalmente acertou na hora de preparar a comida. Eles já estavam namorando, e quando todos provaram da sua comida e aprovaram ela ficou muito feliz, principalmente quando Ranma disse que estava orgulhoso dela. Ela sorriu com as lembranças. Pegou os pratos, hashis e copos e começou a arrumar a mesa e colocou a comida na mesa. Olhou no relógio e viu que já era hora de chamar os dois pra almoçar, então subiu as escadas em direção ao banheiro.

Enquanto isso, no banheiro, a cena era um verdadeiro campo de batalha: água com sabão pra todo lado, brinquedos espalhados e duas pessoas na banheira jogando água um no outro, rindo de se acabar. Até que ouviram a porta abrir.

– O almoço já está....Mas o que aconteceu aqui?? – ela disse estupefata. – Vocês fizeram uma bagunça!

– Akane/Mamãe!! – disseram os dois ao mesmo tempo, parando de jogar água. – O que tá fazendo aqui? — completou Ranma.

– Vim chamar vocês dois pra almoçar, já tá na mesa. Mas pelo visto as coisas estão bem mais interessantes por aqui... – ela disse e começou a rir.

– Houve um pequeno contratempo – disse Ranma rindo enquanto saía da banheira. – Mas nós já estamos saindo. Anda, moleque!

– Ponha uma toalha!! – Akane gritou tapando os olhos.

– Ué, mas não tem nada aqui que você já não tenha visto, pra que a vergonha? – Ranma disse provocando, enquanto enrolava uma toalha na cintura. – Pode abrir os olhos agora. – disse ele achando graça da vergonha da esposa.

– Mas agora não é hora pra isso, baka!! – disse Akane corada. – Vai se vestir enquanto eu ajudo o Riki. Vem cá, filho. – disse ela pegando uma toalha e enrolando o menino nela.

Ranma foi pro quarto se vestir enquanto Akane foi pro quarto de Riki ajuda-lo. Ranma vestiu uma camisa chinesa lilás cavada, calça preta e quando estava saindo viu que sua esposa saía com o filho no colo, vestido com uma bermuda preta e blusa azul.

Eles comeram em silêncio, e depois que terminaram, Ranma e Riki ajudaram Akane a tirar a mesa. Akane foi lavar a louça, enquanto Riki secava e Ranma guardava. Eles mantinham uma rotina de ajudar um ao outro.

Depois passaram a tarde toda brincando e se divertindo, Riki corria atrás do pai tentando pegá-lo, mas com o lugar não sendo muito grande não dava pra correr muito rápido, então Ranma corria numa velocidade normal que Riki poderia alcançar. Eles caíam e tropeçavam algumas vezes, e Akane ria das trapalhadas dos dois, até que se juntou a eles, brincando a tarde toda.

Ficaram nessa até escurecer. Ficaram tão cansados que desabaram no chão mesmo, e ficaram olhando as estrelas. Riki já havia desmaiado de sono, e Akane puxou-o mais para perto de si, ficando entre ela e Ranma, que estava deitado de lado com a mão apoiada na cabeça.

–Eu estava precisando disso. Essa semana não foi fácil. – disse Akane acariciando os cabelos de seu filho.

– Eu que o diga... – respondeu Ranma. – Esse moleque tem muita energia, nossa! Já estava me perguntando onde tirava a bateria...

– Ranma! – Akane repreendeu.

–Brincadeira, Akane. Mas ele tem realmente muita energia, eu gosto disso. As crianças de hoje em dia parece que estão cada vez mais indo pro fundo do poço, só ficam o dia inteiro em casa vendo televisão... Eu não quero que meu filho seja sedentário, sabe como é.

– Isso é verdade. E eu tenho certeza que ele vai ser um grande artista marcial, como você. – ela disse olhando nos olhos de Ranma.

Akane sempre se sentia perdida nos olhos dele, como se fosse o oceano.

– Ranma... Eu tenho que te contar uma coisa. – Ela disse desviando o olhar e olhando pra baixo.

– O que é?

Ranma perguntou desconfiado. Algumas semanas atrás ela começou a ficar enjoada com frequência, e ele estava desconfiado do que era, por já ter passado por essa fase antes.

– Eu... Estou grávida. – Ela soltou, ficando com o rosto vermelho.

– Isso é serio Akane?!

– Uhum. Eu fui ao médico semana passada, lembra? Eu peguei o resultado ontem de manhã, e eu não te contei porque...Bem, primeiro, porque nós estávamos ocupados com as aulas, e segundo...Fiquei com medo que você não quisesse outro filho e fosse embora. – Nessa hora ela pôs as mãos no rosto.

Ranma ficou surpreso com a revelação da última frase. Então pegou no queixo dela e levantou-o, olhando diretamente em seus olhos.

– Akane, eu te amo, e amo nosso filho também. Bem, agora nossos filhos. – Ele disse sorrindo e Akane se perdeu no sorriso dele. – Vocês são a coisa mais importante pra mim, e eu nunca abandonaria vocês.

– Jura?

– Sim. E eu tenho certeza que Riki vai adorar ter um irmãozinho ou irmãzinha. – disse Ranma rindo e Akane riu também.

– Obrigada Ranma. Eu também te amo. – ela disse e ela aproximou seu rosto do dele e beijou-o, selando o amor deles.

FIM

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!