Um destino traçado

8 Não, o tempo não é o remédio.


Notas iniciais
Galerinhaaaa! Estou aqui, o capítulo ficou curtinho porque eu realmente estou bem bad, mas estou tentando escrever, só to meio sem tempo! ENFIM. Espero que gostem!

Cada dia que passava, eu ficava mais amiga de Maria Fernanda, ela era como se fosse uma irmã de outra vida, nossas vidas se encaixavam tão bem.

Não demorou muito para que ela se tornasse minha melhor amiga, eu confiava muito nela.

No fim do ano, ela me conta uma história da vida dela, sobre um amor do passado que havia voltado, e do nada me adicionam num grupo, " TZNE", adicionam a Maria Fernanda também. No começo, só observo os assuntos, mas logo eu me enturmo com a galera.

Nesse grupo tinha um menino que era da nossa escola, seu nome era Pedro, eu nunca tinha visto ele até a Maria me mostrar, então ela me conta que eles estudaram juntos algumas vezes.

Em nossa escola, as salas são ambientes, e numa troca de salas dessa, encontramos o tal menino, ele parece surpreso ao me ver, tão surpreso que ao me cumprimentar ele gagueja:

— Oi Lo-Lo-Lorena

— Oi Pedro — digo segurando o riso.

Maria Fernanda o abraça, e eu também, afinal eu via uma leve esperança no olhar dele.

Depois, eu e ela resolvemos andar pela escola, afinal é intervalo. Quando percebemos, Pedro está me seguindo, quando paramos, ele quase esbarra na gente.

Eu e Maria começamos a rir sem parar, mas somos interrompidas pelo sinal, que por sinal é um barulho ensurdecedor ...

A essa altura do ano, eu já havia desistido do Vitor, e já havia desistido da idéia de afastar todos que gostam de mim. Só que isso não significava que eu não faltava morrer ao chegar perto dele, ou ao ver algo que pudesse ser um sinal.

Só que uma frase que faz bastante sentido é :" quem não tem coragem, não adianta ter vontade."

Então, simplesmente deixei o tempo correr, talvez dia aparecesse alguém que abalasse tanto minhas estruturas como ele.Mas é só talvez.

Então, um dia a professora de espanhol entra na sala:

— Bom dia chicos, hoje irei passar um trabalho e vocês vão ter que cantar, obviamente em espanhol..

A sala responde em couro:

— CANTAR EM ESPANHOL PROFESSORA?

— Sim chicos, sem reclamação, vamos separar os grupos. 6 grupos de 5, e um de 6 pessoas.

Depois disso, separamos o grupo, e fica assim: Eu, Maria Fernanda, Camila, Matteo, Larissa, Carol, Beatriz.

A professora então vê que tem 7 pessoas, e nós dizemos que não vamos nos separar, então ela abre uma exceção. Ela diz que vai sortear os países e passar os tópicos do trabalho.

Então, nosso país é o Paraguai, ótimo que música iríamos cantar?

Alguns dias depois, quase todo o trabalho está pronto, faltava apenas escolher a música, e escolhemos, nada mais nada menos que G A L O P E I R A .

Só que nosso grupo era cheio de pessoas super responsáveis, e esquecemos de fazer os slides, e também de levar o playback da música, e ainda por cima, não ensaiamos.

Chega o dia da apresentação, e a única coisa diferente que tínhamos era um prato típico do Paraguai. Uma bendita torta de cebola que fedia tanto, que incendiava a sala.

Mas, como nem tudo são flores, Karol e Bia começaram a discutir sabe-se lá porque. Eu realmente acho que elas iam sair no tapa, mas de repente elas passam, porém Bia começa a chorar de raiva e joga a torta no chão. Lá se vai metade da nossa nota.

Nossa chance de ir bem era apresentar bem, e cantar bem,só que sem ensaiar isso seria difícil. Matteo então resolve nos reunir num cantinho do pátio para ensaiar. Detalhe, durante o intervalo.

As pessoas passam e se espantam com nossos graves,e por estarmos cantando uma música tão antiga...

Então, o intervalo acaba, mesmo sem slide, sem torta, sem música, resolvemos apresentar..

A professora então nos dá um tempo para nos apresentar.

Matteo e Maria Fernanda falam super bem, então salvam a apresentação.

Eu não, eu não conseguia olhar para frente, além da timidez, ele estava lá, bem na minha frente, com aqueles olhos que me deixava completamente louca, e trêmula.

Então, tento não olhar para ele. E até que consigo apresentar....

Até que chega a hora da música, todos estamos mt nervosos, afinal, seria um grande mico...

Então começamos a cantar:

Era una danza en Asunción

Capital del Paraguay

Cuando vi a los paraguayos

Sonriendo bailar

Y el sonido de sus guitarras

Cuatro guapos cantando

Galopeira, Galopeira

Yo también tengo que bailar

Era una danza en Asunción

Capital del Paraguay

Cuando vi a los paraguayos

Sonriendo bailar

Y el sonido de sus guitarras

Cuatro guapos cantando

Galopeira, Galopeira

También fue a bailar

Galopeeeeeira

Nunca más le esquecereeeeeiiii,

Galopeeeeeeeeeeeeira!

Para saciar mi anhelo,

Para mi felicidad, Paraguay, voy a volver

Para mi felicidad Paraguay, voy a volver

Quando finalmente terminamos, minha cara está queimando de tanta vergonha, olho para meus amigos ,todos estão vermelhos. Então olho para ele, ele estava sorrindo, com aquele sorriso que só ele sabia dar.

Eu odiava essa sensação de impotência, eu tentei esquecer ele de todas as maneiras, mas parecia que eu acabava gostando ainda mais dele.. É ninguém entende esse negócio de sentimentos, você tenta sair deles, mas acaba se enrolando cada vez mais...

Então, nos sentamos, mas nosso desejo mesmo era enfiar a cabeça numa lixeira e sair andando como se nada tivesse acontecido.