Notas iniciais
Palavra do dia: janota.

Quando chegou à Kiss, o caos já estava instalado.

Não conseguia acreditar quando viu as pessoas tentando sair, os bombeiros tentando entrar, a fumaça escura por todo lado.

A fumaça fazia os olhos arderem, usou a camisa para cobrir o nariz e a boca.

Andou em direção à boate, olhando para os corpos no chão. Será que estavam todos mortos? Havia uma garota chorando sobre um garoto janota desacordado; alguém gritando desesperado.

Mas não via nenhum dos amigos em lugar nenhum.

Foi como uma luz em seu cérebro no meio de tanta confusão. Precisava achar os amigos.

Talvez não tenha sido uma ideia sensata sair correndo e tentar entrar na boate que era só fumaça e morte.

Sim, ele tentou entrar. Mas nunca conseguiu. Com as últimas pessoas saindo e todo seu corpo confuso e em estado de choque, ele foi atirado contra o chão e não conseguiu se levantar.

Só lembrava-se de ter sido pisado e do corpo doendo, a mente quase desfalecendo, antes de ter o corpo puxado para cima por algum anjo e, então, apagou.

Abrira os olhos apenas para ver mais correria e luzes por todos os lados. Não reconheceu ninguém.

Fechara os olhos de novo.

Notas finais
Bom, penúltimo capítulo. Talvez tenha ficado um pouco forte, ainda mais levando em consideração o que aconteceu de verdade. Gostaria de pedir mais um momento pelas vítimas dessa tragédia. E até amanhã!