Um conto de Halloween
1 Prólogo
Notas iniciais
As luzes piscavam na pista de dança da boate Kiss enquanto as pessoas dançavam e se divertiam ao som de musicas e mais musicas. A comemoração do Dia das Bruxas levando jovens e crianças para as ruas para comemorar ou prestar homenagem da forma que acreditam melhor. Alguns com o tradicional Doces ou Travessuras, outros com festas com os amigos em algum ponto de encontro e outros se contentavam em sentar próximo a uma fogueira contando historias de terror como Os Contos do Dia das Bruxas.
Os quatro jovens com fantasias distintas passaram pela catraca da boate deixando que seus tímpanos se enchessem com a música alta, seus olhos embaçaram com a fumaça espessa enquanto caminhavam até o bar onde pegaram uma bebida mais forte e viraram deixando-a descer queimando a garganta.
Nem um minuto depois deles um jovem com um terno sob medida e liso preto e verde, com os cabelos longos até a nuca levemente ondulados e uma mascara negra que permitia ver seus incríveis olhos verdes, ele estava segurando uma bengala. Ele entrou seguindo o mesmo caminho e parando a alguns passos dos jovens e encostou-se ao balcão.
− Ei Jony, olha aquele cara. disse um dos rapazes com um cabelo bagunçado loiro. ele acha que esta em um baile de gala, vai lá falar pra ele que festa a fantasia não é só mascara.
Eles se viraram para olhar o homem que nem mesmo deu sinal que havia ouvido a conversa.
− deixe Jony, não casse briga... À toa. − mas ele não havia dado ouvido ele soltou a mão de sua namorada caminhando com um sorriso presunçoso nos lábios em direção ao homem. Antes que ele se aproximasse os últimos cinco passos para alcançá-lo o homem se virou para encará-lo, seus olhos brilharam com uma cor âmbar por um segundo antes de voltar ao verde.
Jony caminhou mais divagar ate se aproximar e se inclinou ao ouvido do homem em um sussurro, seus amigos o viram assentir antes do homem pegar a mão de Jony e começar a guiá-lo para fora.
− Jony aonde vai? perguntou sua namorada olhando estranhamente aquele estranho. solte meu namorado.
− namorado? indagou uma voz suave e calma, quase como um sussurro, mas sem perder o perigo. ele não disse que tinha uma, Jony?
− eu não tenho, não mais. respondeu ele olhando para seus amigos com indiferença.
− Jony...
− não se preocupe. disse ele com a mesma voz só que agora enviando arrepios para os três a sua frente, ele sorriu mostrando seus dentes onde os quatro caninos eram maiores e afiados seus olhos mudaram para âmbar. vou cuidar bem dele.
− Jony. mas antes que eles pudessem fazer alguma coisa os dois desapareceram em meio a multidão. Jony!
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