Um clássico nada clichê.
3 ♫ TEMOS QUE PEGAR – Parte 01
Notas iniciais

(Música para o capitulo: Pokémon Johto – Abertura Pokémon)
♫ Todo mundo quer ser um mestre.
Acordei meio sonolenta, procurando pelo dono do som.
♫ Todo mundo quer mostrar que é bom.
Gritei fechando os olhos, o dono do som era meu despertador. Sentei na ponta da cama olhando ao redor. Vi alguns lembretes pendurados na prateleira. Peguei os óculos que estavam debaixo do travesseiro para tentar ler os lembretes.
Em um deles dizia:
“Ir a biblioteca da cidade para locar alguns livros”. Sorri, a biblioteca era o meu lugar preferido. Rodeada de livros eu poderia pensar com calma. Suspirei e em um pulo saí da cama.
Mas a minha consciência parou. E a escola dona Annie?
Peguei o celular para olhar a hora, mas havia algumas mensagens não lidas. As abri:
“Annie hoje não tem escola, sinta-se feliz. ~Jin”
Depois de ler a mensagem, perguntei-me se estava sonhando, mas acho que isso é impossível. Respondi a mensagem e segui para a cozinha atrás de café da manhã. Mas parei no meio do caminho, pois escutei o meu celular começar a tocar.
Corri para ver quem era:
– Alô? – Perguntei atendo o celular desconfiada, pois não reconheci o número.
– Boom Diia Annie-Chan*! – Jin e Kori responderam do outro lado da linha, segurei o riso.
– Bom dia garotas, e então agora são... – Respondi olhando a hora do celular. Eram 9h15.
– Nove e quinze da madrugada, porque me ligaram tão cedo? – Continuei sentando no chão. Pelo jeito a conversa iria demorar.
– Cedo nada Annie-chan. – Kori respondeu.
– É Annie, nem é cedo. Mas nós duas ligamos para ver se você tinha planos para hoje. – Jin falou segurando o riso. Perguntei-me o que estava acontecendo.
– Pensei em ir na biblioteca pública da cidade. Pois? – Perguntei ainda desconfiada.
– Pois queremos te arrastar para o shopping, nem reclame. – Kori gritou. Não aguentei e comecei a gargalhar.
– Ok, ok. Que horas? – Perguntei ao meio de gargalhadas.
– Daqui uma hora, em frente ao colégio. Beijos. – Jin respondeu desligando.
– Mas, eu nem respondi... Tá né! – Falei rindo e deixando o celular no chão mesmo. Levantei e fui direto a geladeira. A casa estava toda quieta. Abri a geladeira:
– Eba Nutella. – Falei dando pulinhos, peguei a nutella e alguns pães e fui direto a mesa.
[TRINTA MINUTOS DEPOIS]
Fechei a porta da entrada da casa e segui direto para a rua. Coloquei os fones de ouvido para ouvir algum podcast atrasado. Comecei a andar pela rua cantarolando alguma música aleatória.
Parei no meio da rua.
– UM... UM PIKACHU? – Gritei sem pensar. Havia um Pikachu parado no meio da rua.
– Eu falei que estava sonhando... – Pensei analisando a criatura a minha frente. Talvez seja de pelúcia.
Sim Annie, é de pelúcia! Deste quando existem Pokémons pela rua? Só eu mesma para pensar que um Pokémon poderia exist...
– PIKA, PIKA, PIKACHUU! – A criatura na minha frente gritou com a voz do Pikachu, interrompendo os meus pensamentos. Ah isso não é de pelúcia!
– Olá Pikachu... Você é real?
– Pikachu! – O Pikachu “falou”.
– Isso seria um sim? Se sim, onde estão as pokébolas? Você não é de pelúcia. – Falei rindo, talvez seja de pelúcia, mas e daí?
O Pikachu apontou com uma das orelhas para uma arvore do outro lado da rua. Segui direto para arvore. Comecei a ouvir risinhos finos.
Por que acho que isso não é o que eu estava pensando?
– Oi, alguém ai? Alguém viu Pokébolas? – Perguntei para o nada. Ouvi mais risinhos.
É, não é o que eu estava pensando. Olhei em volta mais não consegui ver ninguém.
Peguei o meu celular para ligar para a Kori, mas então percebi que havia um chaveiro de Pokébola no meu celular. Se alguém tentou me sacanear, por que não revidar? Peguei a pequena pokébola e a joguei com tudo no chão.
– Chamander, escolho você! – Gritei pegando rapidamente o celular e colocando alguns sons de Chamander no alto falante.
– Pikachu, eu escolho você! – Escutei uma voz aguda falar e vi uma Pokébola rolando até os meus pés.
Uma Pokébola? Um Pikachu? Ainda não entendi. Alguém tentou me enganar e falhou?
– Rá, cadê o seu Pikachu? – Falei dando risos. Vi um garoto sair de trás da árvore.
Era o Hiro. Graças aos deuses do Pokémon.
– Olá querida Ann! – Ele falou pegando a Pokébola que estava perto dos meus pés.
– Ann? Oi? Meu nome é ANNIE! – Falei dando ênfase no Annie.
Espera, será esse o motivo dos risinhos da Kori?
– Ann, Annie... Mesma coisa! – Ele falou me abraçando.
– Hum, Hiro... Oi, então... Tá tudo bem? O porquê do abraço? – Perguntei um pouco aflita. Talvez ele não esteja bem.
– Você gostou do Pikachu Annie? – Ele sussurrou. Senti alguns calafrios.
– Éh, acho que sim.
– Fica com ele então. Para você! – Ele falou me soltando e olhando nos meus olhos.
– Obrigada. – Falei olhando para o Pikachu.
– Annie, posso te falar uma coisa?
– Claro, Hiro-Chan! – Falei rindo, caramba... Ele me deu um Pikachu!
– Chan... Gostei do sufixo Chan! – Ele falou esboçando um sorriso no rosto.
– Sério? Legal!
– Annie, posso mesmo te falar uma coisa? – Ele perguntou ficando sério.
– Sim Hiro, diga! – O encorajei.
– Eu te amo, Annie Cooper.
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