Um ano sem ela
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Luisa, esse é seu nome. Tão insignificante ele era à alguns anos. Hoje tão cheio de significado e sentimentos.
A primeira vez que conversamos foi no meu segundo mês de intercambio. Eu já havia falado de meu interesse em conversar com ela com meus colegas que se apressaram em traze-la até a mim. Mas não foi daquela vez. A primeira vez foi na aula de Chinês, a qual tínhamos juntas. Eu estava super nervosa e juntas começamos a aprender, após a primeira aula, ela me perguntou se eu não gostaria de ir até a biblioteca da cidade com ela, ir encontrar alguns livros em inglês, os quais poderíamos entender e ler.
Ao saímos juntas da escola naquele dia, estávamos começando um ritual que se repetiria centenas de vezes durante o ano, mas aquela vez foi a mais especial, foi a primeira vez em que rimos juntas.
Logo ao sair do colégio seguimos subindo a rua onde teríamos que atravessar para pegar um ônibus para então irmos à loja da host mom dela e então seguir para a biblioteca. Mas ao atravessar, quase fui atropelada ,mas antes ela me puxou pelo braço me impedindo de me machucar, talvez por estarmos tão nervosas a piada que saiu da minha boca, nem tão engraçada assim nos fez rir como duas crianças que aprenderam a falar palavrão.
O resto do caminho foi tão descontraído que já me sentia à vontade com sua presença ao entrar no ônibus. Fomos até a biblioteca e lá ficamos em torno de uma hora, apenas olhando os livros e mostrando uma para a outra, então quando já começava a roncar nossos estômagos de fome, fomos ao térreo onde havia uma loja de café da marca Starbucks. Eu falei para ela que em minha cidade não havia aquela loja e ela se espantou, rimos disso por alguns minutos antes de descobrirmos que toda sexta feira era 2 por 1, e veja que sorte, ERA sexta feira.
Escolhemos um sanduiche de carne e pedimos um frappuccino de creme, na hora de escolher o tamanho ela me conquistou falando que queria o maior e eu concordei, porque eu lhe disse que era isso que eu queria e estava apenas com vergonha de pedir o maior, e ela disse que com ela era a mesma coisa, rimos disso e comemos, conversando sobre como planejávamos levar aquele ano. Aquele incrível e maravilhoso ano...
Ao sair ela esperou o ônibus comigo pois sua casa era próxima, ficamos conversando ate o 35 chegar e eu poder ir pra casa.
E esse foi o dia em que eu comecei a me apaixonar.
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